latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!


A grande maioria de nós, brasileiros, possui apenas uma vaga noção da configuração política, geográfica e econômica do país, o que nos impede de reconhecer e visualizar, os verdadeiros governantes e quais são seus reais interesses. 
 

Banqueiros, empreiteiros e multinacionais andam de mãos dadas com um grupo de latifundiários, empresários e industriais, cujos principais empreendimentos se concentram desde do agronegócio às grandes indústrias de energia (petróleo), transporte (automóveis), mineração (minério de ferro) e bebidas (cerveja). 

Logo em seguida podemos enumerar uma série de políticos, juízes e militares, além do poder do clero e claro, a grande arquiteta, simbolizada pelo olho que tudo vê: a Rede Globo e os meios de comunicação de massa, leia-se mídia e imprensa. 

Difícil é crer e acreditar que os defensores desta ordem e deste progresso, além de serem recrutados na base da pirâmide, são obrigados a servir e se alistar para defender com unhas e dentes os interesses de quem oprime a si e ao seu povo.

Enquanto adotarmos uma postura de conivência e submissão aos ditames impostos por este modelo piramidal de globalização, os tentáculos do capitalismo tendem a esmagar a maioria da população que se contenta em reproduzir e se enquadrar nos moldes e padrões pré-estabelecidos.  

Enquanto não formos incentivados a criar e a pensar uma solução nova para o país estaremos destinados ao fracasso. Até quando seremos reféns da mediocridade, do medo e da covardia? Necessitamos de pessoas sérias e dispostas a realizar algo de relevante em prol do país. 

Gostaria de, ao invés de apontar os erros e as injustiças, propagar as soluções, mas não existe nenhuma intervenção mágica e de fácil resolução. Demandará tempo, paciência e energia, pois ainda iremos assistir alguns espetáculos de gosto duvidoso, seriam cômicos se não fossem trágicos. 

A competitividade, a especulação em torno da economia, as respostas simplórias e reducionistas que exemplificam um profundo desconhecimento do assunto pode ser contemplado nas respostas vazias e evasivas "o problema é a crise internacional" "os juros, a inflação" na verdade, são vários fatores. Ainda somos vítimas dos grandes monopólios de terra e de renda. 

Uma minoria hipócrita, que não acredita e nunca acreditou na melhoria efetiva do país, que sempre se beneficiou da esfera privada, que nunca se privou de nada em benefício do povo, que sempre se julgou superior e intocável pelas leis vigentes em nosso país, começa a se render aos fatos de que, futuramente, as pessoas possam novamente reivindicar seus direitos à força. Por isso elas temem a elevação da consciência e lançam um olhar perverso sobre a realidade. 

Enquanto o povo permanecer escravizado, lutando pela sobrevivência com baixos salários e assumindo a responsabilidade por toda mão de obra pesada, iremos assistir passivos a passagem de bravos espíritos que tão somente exemplificam e nos mostram, através de sua vida e de seus atos, os verdadeiros valores que deveríamos admirar e respeitar. 

A agricultura familiar, o desenvolvimento sustentável, a abertura de novos mercados, o investimento maciço na educação de base, a revisão dos bens exportados e importados, a descentralização do poder e a adoção de medidas para impedir o avanço da inflação, como o investimento em outros meios de transporte e energia são formas inteligentes de encarar certos problemas ou se preferimos, assumirmos desafios.   

A crença passiva, de que alguém será capaz de resolver todos os nossos problemas e conflitos num passe de mágica é o que nos mantém cativos de nós mesmos, prisioneiros do tempo e escravos da esperança. 

Por outro lado, somos motivados a enxergar as mudanças operadas em nossas próprias vidas. Se por um lado conseguimos visualizar as mudanças que podem e devem ser operadas no interior do sistema por outro ousemos admitir, que só podemos e devemos mudar a nós mesmos. 

Mesmo que as coisas piorem e os problemas se multipliquem existem outros meios e formas de mudar o mundo que vivemos. Cada qual em sua área, exercendo sua atividade, buscando dar sempre o seu melhor. Acredito que um dia iremos viver num país decente, afirmando nossa identidade, reconhecendo nossos valores e nossa capacidade de crescermos e evoluirmos através de nossa inteligência, persistência e criatividade. 

Contamos com pessoas criativas, que acreditam na mudança, que operam, silenciosas, a verdadeira revolução: a de consciências. Pessoas que teimam em permanecer fiéis aos princípios esposados. Que vivem em função daquilo que acreditam e creem ser correto: a ética, o respeito, a honradez. 

Conheço muitas pessoas que não abrem mão de serem reconhecidas como honestas, que se fiam na palavra e no fio de bigode. Espero que possamos ser responsáveis pela renovação e a mudança, que se fazem tão urgentes e necessárias. Nos resta agir, em prol da melhoria efetiva em nossas vidas, sabendo que a verdadeira mudança começa em nós mesmos.


           Com muita alegria e satisfação aceitei o desafio de ser mais um colaborador a integrar o vitorioso time do jornal Leopoldinense. Por mais que esteja habituado a escrever e discorrer sobre diversos temas, confesso ter sido invadido por aquele "frio na barriga". Diferente daquela ansiedade e insegurança promovidas pelo medo de não agradar, essa sensação nasce do compromisso que tenho perante minha consciência e a sociedade, de expor e defender cada ideia de acordo com os ditames da ética, da beleza e da razão.
Por mais que goze da confiança conferida pelo editor de expor meus pensamentos de uma forma livre, tentarei primar, sobretudo, pelos interesses coletivos e sociais, abordando temas e assuntos que possam agregar e acrescentar algo de bom e positivo na vida dos leitores. Colocarei à disposição da sociedade, algumas informações relativas à minha experiência com a dependência química, alcoolismo e recuperação, além de abordar temas atuais sobre política, educação e cultura.
O ato de escrever, além de ser uma dádiva divina é, ao contrário do que muitos possam acreditar, resultado de um esforço contínuo e permanente. Nem mesmo os maiores gênios literários, considerados seres sensíveis e profundamente inspirados, inclusive por uma força oculta e transcendente, escapam à tarefa: todos os seus insights foram frutos de um árduo processo de leitura e reflexão. Como diria Clarice Lispector, “só se aprende a escrever, escrevendo”, pois não existe excelência sem prática e determinação. Acredito na lapidação constante de quem se propõe à hercúlea tarefa de buscar dar o melhor de si em qualquer atividade que venha a exercer, inclusive na prática da escrita.
Para além do ato de escrever, tenho grande interesse na formação de novos leitores e em exercer uma influência positiva e benéfica na vida das pessoas, principalmente em relação aos mais jovens, os quais, muitas vezes, nunca se empenharam na leitura de livros, revistas e jornais.  Poderíamos enumerar diversos benefícios advindos do hábito de ler, entre eles destaco: o enriquecimento do vocabulário, maior domínio da língua portuguesa, a melhora significativa na escrita, aumento do fluxo mental de informações, expansão da consciência, facilidade ao se expressar, maior oportunidade de emprego, conhecimento de si mesmo, acesso a outros saberes, dinamismo nas relações interpessoais, maior capacidade de abstração, aumento da concentração, desenvolvimento da criatividade e um belo exercício da imaginação. A leitura opera, de fato, transformações em nossas vidas. Além de provocar um imensurável prazer, exerce o doce fascínio de nos levar a um novo universo, e para isso só precisamos de um pouco de boa vontade e mente aberta. O que num primeiro momento pode parecer um sofrimento insuperável, num segundo se transforma em um hábito, quase um vício, que dificilmente pode ser extinto naquele que se vê como seu portador. O livro abre portas, rompe fronteiras e oferece um leque de possibilidades construtivas e inesperadas ao leitor. Pode ser a simples constatação de um fato histórico à leitura do horóscopo. Realmente é fascinante, benéfico e saudável exercitar a mente, estimulando a imaginação e a criatividade. A leitura de um bom livro alimenta a alma, amplia nosso horizonte existencial e descerra as portas da ignorância, ajudando-nos a descortinar e promover o desenvolvimento de nossas potencialidades latentes, além das já afloradas. É pena, entretanto, perceber que, com o advento dos meios de comunicação em massa, em especial a internet, estejamos perdendo o hábito e o costume de nos dirigirmos as bibliotecas e bancas.
A leitura, porém, não é um instrumento interessante aos que desejam perpetuar o seu domínio opressor, pois forma, educa e esclarece. Uma massa culta com pensamentos críticos não aceita e não deixa ser manipulada de forma cega e omissa, afinal a formação de leitores está intimamente associada à ideia da formação de um povo consciente, que reflete e questiona. Quem pensa discute, analisa e pondera, age menos por impulso e não permite ser docilmente conduzido por ideologias e maneirismos estranhos ao seu modo de sentir e pensar. De todas as armas presentes em nosso mundo, com certeza a leitura é a mais poderosa na destruição da ignorância e na extinção da miséria moral e intelectual dos povos. Toda iniciativa que não visa à libertação das consciências, aprisiona, condena e escraviza, daí a importância de se priorizar a educação e a criação de políticas públicas voltadas para a formação de novos leitores. Só assim os grilhões da ignorância serão rompidos.
Ler é crescer, ampliar e expandir nossos horizontes, é nos desenvolvermos enquanto seres pensantes e portadores das mais diversas faculdades. É um processo catártico que nos funde a uma série de universos que se desdobram num processo lento, seguro e o principal: realmente necessário. É um manancial de sabedoria e riqueza que oculta em seu interior a mais singela beleza e o verdadeiro sentido e significado que repousa em nossa essência.

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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