latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!


entre no verdadeiro mundo como suicida
carregue no espírito imagens de rebeldia
exale de seu perispírito o etílico cheiro da bebida
atravesse sem ânimo e cansado os caminhos da vida
ensimesmado e entritescido
reviva cruel pesadelo, interminável conflito
diga que aguenta viver nesse palco
mas diga que é para sempre
a morte lhe consome o desejo profundo
leve, longe, triste, alegre, que diferença faz?
insano, contraditório, irreversível
miserável rastejo no solo, restos de alguma coisa
busco na fome do dia o pão
dignidade ou compaixão?
sociedade vira as costas,
ceder a mão, fraqueza do espírito
ao mais forte cabe a indiferença
orgulho e vaidade, a planta da maldade
que nasce diariamente nos corações...
rostos que transitam endurecidos
olhares vagos, perdidos, entorpecidos
tudo é motivo para se perder
e se distrair
a paixão que cresce
o olho que emudece
a menina e sua prece
a vida apresenta sua tese
a aranha sua teia tece
o mendigo seu pão pede
a mãe seu amor cede
a internet poesia recebe
o leitor autor desconhece
os traços de divagação
verdade é dizer não
ao mundo alienação
carro, movimento, repetição
rotina vira padronização
natal, consumo, excitação
final de ano renovação
do idêntico sistema escravagista
louco, autoritário, oportunista
constroem-se pontes
nascem edifícios na vastidão da cidade
o ventre materno que algo expele
um grito de dor ou de alegria
comemora-se o nascimento de alguém
icenso, ouro e mirra
os três magos reacionários
apoiam o partido progressista
violência sensacionalista na mídia
presidente na mira da polícia
deputados, altos salários, corrupção
nenhuma novidade, nenhuma esperança
uma nova idade, pro homem máquina
produto industrial
o homem artificial dos novos tempos
enfeitado com fitas e remendos
e vestido religiosamente de branco
brindando ao velho novo ano
missa do galo, carnaval
semana santa, congestionamento anormal
parado, observo o cenário bélico
armamentista, periferia correria
dois mil graus.


núcleo radiante de energia
viva intuição adormecida
caminhos desconhecidos nos levam
ao encontro de nosso deus interno
contemplar por um segundo
a eternidade,
em constraste com a brevidade
de nossas curtas vidas.
transmutar o karma,
operado, vivo, acumulado
em divinos atos imaculados
conhecer a essência
através da aparência
crença...
desbravar horizontes,
dilatar percepções
ampliar a compreensão sobre a vida
que nos convida e nos leva,
a alterar o destino,
via de regra
dissipar no espírito ilusões
compor no mundo belas canções
elevando o pensamento
sendo ato, puro e eterno
no início do fim, renascimento
cósmicas visões, desvelamento
de um porvir glorioso, inominável
na fronteira entre o possível
e o plenamente realizável.
ser enfim poeta!!!


Queremos reduzir as coisas e as pessoas
à estreiteza de nossa percepção pessoal
antropomorfizamos cores, formas e odores
azul é masculino, rosa é feminino
o garfo não é a mesma coisa que a colher
linhas de perfume para homem
linhas de perfume para mulher
é interessante notar esse processo
de como as coisas se tornam sexuadas
carregadas de um humano sentimento
o objeto macho, o objeto fêmea
a massa, ativamente passiva
absorve valores sem nenhuma reflexão crítica
e os intelectuais, artistas, poetas, atores
músicos, filósofos e escritores
constroem na solidão de seu silêncio
invisíveis blocos de concreto conhecimento
com o cimento do saber,
arregimentam belos edíficios,
sustentáveis etícos príncipios
vigorosas vigas feitas de científicas pesquisas
contemporâneas, históricas, esquerdistas
eu trabalho é como o de uma formiga
uma folha de saber, a cada minuto do dia
deixa fluir...


essencialmente sonambúlico, poético
brinco com palavras, recrio o verbo
visceralmente aturdido, banalizado
pela ordem vigente desprezado
saboreio a dúvida no tempo
anseio por um futuro: lúcido
calmo, não penso, escrevo
no futuro ainda serei o mesmo
aquariano, mineiro, um pouco obeso
revoltado com as injustiças sociais
resignado pelas consolações celestiais
no vai e vem da atmosférica mudança
a permanência da inabalável esperança
no porvir do amor duradouro
do equilibrio encontrado por poucos
as paixões domadas pelo domínio
de si sobre si mesmo
nas lutas do dia dia
está o freio,
na vida montaria
colocar o racional arreio
de pé, contemplando a noite
a imensidão de hemisférios estrelares
a amplidão de planetas habitáveis
a vida pululando em diversas tonalidades
do Todo Universal só percebemos partes
fragmento de uma harmonia cósmica
transitando por realidades opostas
inumeráveis formas de se elevar
possibilidades impossíveis de constatar
cognitivo aparato humano,
onde queres chegar?

estamos sempre em evolução

nascemos para algumas coisas

morremos para outras...

e assim escrevemos nossa história

a vida argila sendo moldada

pela energia plasmada

por nossas crenças e convicções

um minuto de sobriedade

reflete uma luz em nossa imagem

dissipam-se as trevas das estéreis indagações

a dúvida, mãe do saber,

filha do aprendizado

nos convida a refletir

sobre a realidade

de invísiveis fatos...

duvidar dos sentidos,

não é uma regra,

é mais do que isso,

é necessário!

caminhar com segurança,

rumo ao infinito

desbravar mistérios,

desfazer de mitos

criando conceitos,

elevando ritos.

a científica arte transcendental

a serviço do progresso espiritual


poesia é sentimento, é vida

é reviver a trajetória escolhida

compartilhar experiências,

saberes variados

vincular idéias,

recriar o mundo arcaico

sentido de originalidade

da humana espécie

catarse sistemática

através da prece

plural!!!!!


estamos sempre em evolução
nascemos para algumas coisas
morremos para outras...
e assim escrevemos nossa história
a vida argila sendo moldada
pela energia plasmada
por nossas crenças e convicções
um minuto de sobriedade
reflete uma luz em nossa imagem
dissipam-se as trevas das estéreis indagações
a dúvida, mãe do saber,
filha do aprendizado
nos convida a refletir
sobre a realidade
de invísiveis fatos...
duvidar dos sentidos,
não é uma regra,
é mais do que isso,
é necessário!
caminhar com segurança,
rumo ao infinito
desbravar mistérios,
desfazer de mitos
criando conceitos,
elevando ritos.
a científica arte transcendental
a serviço do progresso espiritual

poesia é sentimento, é vida
é reviver a trajetória escolhida
compartilhar experiências,
saberes variados
vincular idéias,
recriar o mundo arcaico
sentido de originalidade
da humana espécie
catarse sistemática
através da prece
plural!!!!!


fui um errante boêmio promíscuo
fiz pacto com as ilusões da noite
sorri ao lado de rostos sofridos
me banhei nas águas do éter etílico
me aventurei pela estrada de falsos amores
abri em meu peito uma grande ferida
na obscura cidade das almas perdidas
estendido na calçada cansado
bebâdo em busca de um cigarro
o alívio imediato de mais um trago
nicotina, álcool, violão, poesia
mulheres, turbulência, caos, alegria
um conjunto de valores inapreciáveis
um complexo de constantes variáveis
química da nostálgica euforia física
gritos rompidos no silêncio da noite fria
uma lágrima mesmo que tardia
uma homenagem póstuma ao dia
em que homens brindavam o amanhecer
e desconheciam a obrigação do relógio obedecer
desciam as escadas cantarolando uma velha canção
uma doentia necessidade de harmonia intíma
nos recônditos da espiritual amizade adormecia
versos de um louco fantasista
herança de músicos, poetas, reacionários
que corajosamente pelos seus ideais lutavam
sonhavam de olhos bem abertos, sempre acordados
pois num lapso de segundo poderiam
novamente serem acorrentados,
por uma ébria paixão dissonante
no planeta das formas gigantes,
das luas coloridas, das estrelas ofuscantes
no olhar de cada figura feminina
que transborda uma vontade infinita
de se enlaçar a outro corpo,
desejo louco
de ser por um instante
também o outro...


a planta colhida no solo da vida
cinco pétalas famosas, conhecidas
discriminada, perseguida, proibida
admirada, contemplada, requerida
assim é a maria ruana peregrina
traz luz aos corações alegres
entusiasmos aos corações cansados
fadiga, preguiça, larica,
olhares vermelhos, dilatadas pupilas
no tempo ambiente, contemplação
natural miragem do coração,
sonho canção, ritmo, poesia
sinto uma ligeira vertigem inebriante
minha alma desloca se no tempo e no espaço
contemplo meu corpo no beco sentado
ao lado de uma multidão dispersa
uma densa cortina de fumaça nos envolve
nos enlaça, nos faz bailar acima da vida
rápidas batidas cardíacas...
natural percepção fugaz
latentes viagens transitórias
reflexos de um tempo de paz
o futuro imantado ao presente passado
num disforme complexo de idéias ideais
o equilibrio necessário à reconstrução
de um espírito puro e são!!!


crianças brincam de ciranda,
um menino empina a vida
e arremessa bilosca.
meninos e meninas brincam juntos
de esconde esconde e pega pega
descobrem na aurora da ingenuidade
muitas das brincadeiras que a vida lhes reserva
vamos brincar de toque toque na rua
mas cuidado com o quintal da dona dirce
se ela pegar a bola, irá furá-la

(tristeza de criança: bola e rua vazia!!)

pé de goiaba carregado, eu subo até no alto
pega uma para mim, eu pedi primeiro
eu quero aquela, não esta está muito madura
pega a outra, pega outra, lá vem o seu Jão... corre!!!

polícia ladrão, eu quero ser polícia
eu quero ser ladrão... corre ladrão
um, dois, três e já!!!!
se a vida fosse uma tarde de infância
daquelas em que o azul
se grava para sempre na memória...

mas a vida malvada não se cansa
de pedir sempre mais e mais
mas em nosso peito ainda grita
aquela inocência de criança!!!!

toda vez que contemplamos a natureza
que observamos as constelações no céu
que questionamos nossa excelsa essência
a criança adormecida ressurge
na alegria da novidade!!!

estou saturado de verde e moro no mato
em meu quintal repousa um generoso pé de manga
são tantos pés, tantas frutas, tantas farturas
acerola, abiu, abacate, ameixa, abacaxi e amora
só para falar das que começam com a
não é uma roça qualquer, é um pedacinho do céu
as aves conversam conosco
e sempre trazem boas notícias
as vezes elas ficam intrigadas
porque o ser humano perdeu o poder
de compreende-las...
na tv vejo um cenário cinza, eletrizante
stress, engarrafamento, poluição, superpopulação
e jovens consumindo produtos manufaturados
drogas, violência, consumo desenfreado
o progresso é um tomate enlatado
um leite empacotado, uma manteiga plastificada
um carro do ano, o celular da moda... moda...tudo é moda,
e a moda dita muita coisa
eu não estou na moda,
a natureza não está na moda
não está na moda ter uma vida natural
agora está na época de manga
para os moradores da cidade
o que importa? é tudo igual
tem o ano todo, e ainda sobra.
tem gente que ainda não descobriu
os segredos do corpo
nosso corpo funciona com as estações do ano
as frutas de cada temporada
são as necessárias ao perfeito funcionamento orgânico
tudo na natureza segue um ciclo, um ritmo, uma ordenação
o homem é natureza,
o homem era para ser um ser natural
em sua ânsia de não se ver animal,
acabou se tornando um ser bestial
bem pior do que muitas espécies...

procuro por uma verdade bela
que me agrade e me contemple por inteiro
na inteireza de meu narcisico instinto
e na pureza de meu mais íntimo desejo
não quero somente por deuses ser agraciado
gostaria de pelos humanos ser idolatrado
mil vezes mais presunçoso do que o diabo
mais simples do que o luminoso letreiro
sou um paradoxo sentimento
misto de loucura e vaidade
sou apenas mais um complemento
deste mundo belo e horrendo
gosto de transitar pelos opostos
ampliar o terreno dual
ir além do bem e mal universal
sentir na pele os calafrios do clérigo
suspirar por uma mulher, apaixonado
todas as experiências terrestres me interessam
me sinto plenamente realizado
seja pelo pedreiro trabalhando num sol arretado
ou por um megaempresário ganhando dinheiro
no primeiro terrestre estágio me acabo
em drogas, mulheres, bebidas, diversões
arrebentaram as cordas dos violões
meu passado ao diabo está entregue
as folhas de meu processo são numerosas
nele não estão deflagrados meros poemas
é toda uma vida catalogada, desde o primeiro suspiro
ao romper da carnal algema
a alma liberta, condenada espera, a sua sentença
não sofreu o bastante aqui na terra
a vida é sofrimento, o resto é bobagem!!!!

quando não queremos papo,
nem com Deus nem com o diabo
quando todas as ruas parecem sem saídas
e todos os becos escuros inabitáveis
parece que as almas escuras transitam na terra
quando o desejo é necessidade
e o sentimento, puro instinto
parece ausentar de nosso espirito
a única réstia de razão
sempre queremos algo,
na esfera imediata dos sentidos,
pois nossos olhos e ouvidos
são nossos piores inimigos.
Sabemos que em algum lugar do mundo
alguém sorri por tudo em sua vida ter dado certo
enquanto os pobres lamentam sua miséria,
sua doença, seu karma, sua vida
e ainda são elevados pelas igrejas ao eleitos de deus....
e aí daquele que não sofrer aqui na terra...
se bem que todos nós podemos ficar tranquilos,
todos temos nossa quota de sofrimento,
e assim a consciência egoísta consola-se perante sua dor...
eu sofro, mas todos sofrem, é e será sempre assim...
realmente num plano em que a impossibilidade
de afirmarmos nossos valores e virtudes
se faz sempre presente como sinônimo de orgulho e soberba...
não podemos ter talentos, sermos virtuosos,
pois sempre terá alguém incomodado com a nossa "perfeição".
Não, não, a perfeição não é desse mundo, nem Jesus foi perfeito...
e aí, vamos nos sentar e esperar as coisas caírem do céu
ou arregassar as mangas... claro, vamos arregassar as mangas, nada vai cair do céu...
ame a deus sobre todas as coisas mas não espere o mesmo Dele.

Vivemos aprisionado num campo de guerra
além dos conflitos internos que nunca cessam
somos bombardeados por supérfluas informações
nossos desejos são comercializados
na imagem tv o progresso digital
o homem subproduto do mercado
globalizado, antenado, virtual
a política arte no decadente cenário
o sopro de discórdia militar
o conservadorismo impresso nas cabeças
impedindo o povo de pensar
consumir, verbo do fim dos tempos
ou melhor, do fim de ano
o símbolo mor do amor
novamente crucificado na figura de noel
em nossa mente casa
estranhos de nós mesmos
pálido reflexo de uma possível verdade
nuvem de corrosivo ácido siderúrgico
no planeta do presente futuro
o espaço tempo extende-se ao agora

asfixio o tempo mundano,
desarticulo a meta do dia
vivencio traumas profanos,
arredio como a força do instinto
irrepetível movimento
força mundo respiro perco sumo
desejo força e alimento
me perco em devaneios desejos solitários
sou hermes a conservar sua mensagem
exu a brincar com os homens
ou deus a exigir severas penitências
o medo de ser castigado,
novamente enjaulado
no mundo de contradições
segredos e especulações....
no mercado Vida Loja
o segredo é não pensar...
balada embalada por bala,
lsd: o nirvana prometido
cinzas na lata virada cachimbo
deixar-se levar pela vida
faz-se quando necessário, de bobo
não ler nas entrelinhas o modo
perguntar-se sempre pelo como
operando na sintonia vulgar
do homem pulga nuclear
bombas de hiroxima, são paulo feita de pedra
rocha, criptonita, bauxita, linha férrea
menino, moleque, menor, criança
assiste indefesa a defesa do goleiro
bola na trave penalti no tráfico
morte na certa, ruela ingrata
vielas, becos, calçadas... tudo menos praça
na certa vieram nos proteger
poder corromper o ser ter
na tentativa inútil perecer
o grito vazio de sentido
o louco na rua
clack bum tá, na boca do forno
tudo que o mestre mandar
faremos todos...

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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