latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!


eu gosto é das madrugadas
das noites frias
em que a cachaça nos esquenta

embriago com o amor
o licor que nos sustenta

em uma roda de samba
eu esqueço dos problemas
só bamba

desce uma
estupidamente
gelada

eis o nosso esquema

um maço de cigarro fechado
quer um trago?
eu lhe ofereço um cigarro

sou fraco
mas o vício
é meu artíficio
necessário

tabaco, cachaça, limão, feijoada
a poesia é uma luxúria refinada

peço a humildade,
para nós brasileiros

fomos nascidos e criados
em solo hospitaleiro

quem são nossos heróis?

o malandro da macumba,

o camisa dez do time adversário

o ídolo musical pré fabricado


eu sou brasileiro,
explorado nato

sou um capataz
em forma de gente
disfarçado

um anjo alado
com asas decaídas

sem moral
para reinvidicar
a minha saída

Dona Maria,
a senhora
é o cara

eu sou
latino
americano

passam-se os anos
mas meu aniversário
continua sendo
no mesmo mês

sou brasileiro
no meu verso
trabalho a dor

vem aqui,
vem ver
a realidade

são malabaristas,
diaristas,
santos operários
em suas fábricas

somos decentes
sem educação,
se por isso
sub entende-se
erudição

não estamos matriculados
em nenhuma universidade

mas o açúcar e feijão do vizinho
nos ensinaram a humildade
sobretudo o valor invisível
e metafísico da amizade

mais vale um samba
uma roda de bamba

a nossa efêmera
e fútil alegria

o resto é fantasia
elite suicida

seu veneno
não é eficaz
contra o tempo

por isso temo
e blasfemo
o seu momento...

Tudo não passa de um drama imaginário,
nascemos ricos e nos tornamos mercenários...
Viver dá trabalho, provoca cansaço
e quando se é escravo,
como no meu caso,
seja por mérito, opção,
vontade ou fracasso
todo mal se torna
realmente necessário.

Ninguém
irá pagar minhas contas
e dificilmente um et
irá se materializar e depositar
um volumoso dinheiro em minha conta.

Trabalho por dinheiro?
Por prazer?
Por necessidade?

Nem uma coisa
nem outra,

me divirto e finjo
contribuir

"para este belo quadro social".

Na verdade sou um vírus
implantado no seio
desta sociedade dita moderna
que se equipara
as bestas feras
de outras eras.

Pensar é proibido,
se não quiser ser
rotulado de louco,
diferente ou desmiolado...

Todos querem,
basta querer,
e eu me pergunto,
querer o quê?

O conhecimento é um meio,
tudo já está destinado para um fim...

que fim?
Existe fim?

Seria realmente
a vida uma roda?

Uma hora em cima,
outra hora em baixo,
no círculo existe
um centro extático,
independente
do diâmetro dos raios.


Mas no espaço
não consigo imaginar,
nem por cima,
nem por baixo,
nem mesmo
este movimento extático.

Ad infinitum
meu nobre e dileto
amigo Aristóteles?

Penso por mim e por outros,
será que realmente
alguém pode ensinar algo a alguém?

Goethe diria que não...
Quem foi Goethe?

Um místico,
um poeta,
um filósofo,
um teórico,
um bruxo maléfico
e pitagórico?

Cores,
gostava de cores
este tal de Goethe,
e isto é tudo que posso dizer...

se quiser algo mais,
procure por si próprio
pois já estou saturado,
enjoado desta idéia
de ter que apontar caminhos...

Tudo bem
você não concorda
com Rosseau,
mas nem por isso
pode deixar de ler o filósofo...
ou concordar com algo que ele diz...

Quer saber?

Estudar filosofia
é estudar os filósofos.

(Comentadores são legais, são bons, são eruditos, mas não nos servem como norteadores de uma existência, sua influência deveras ser pequena caso sejam honestos consigo mesmos...)

Leia,
revista em quadrinhos,
ou até mesmo material pornográfico,
mas antes de tudo, leia!!!

Ler é uma exigência da alma!!! MENTIRA!!!

Ler é uma necessidade da minha alma...


A vida é uma caixinha de surpresas
cheia de alegrias, repleta de tristezas
traumas que nascem através da perda

imensa vontade de chorar
de uma lágrima derramar
mas de minha alma ela não brota
a vida aos poucos se esgota

como num conta gotas eterno
a única certeza que temos
é que um dia todos pereceremos
e talvez renasceremos:

num belo sonho ideal
ou num pesadelo infernal

afinal,
qual o sentido
desta existência
corporal?

quando perdemos nossos amores
quando amigos parecem atores
no jardim da vida nos resta as flores
e os espinhos que facultam dores

destarte sobrevivo solitário
em meu pequeno mundo imaginário

e isto é tudo o que me resta
esperar sentado o fim da festa

até que a verdade nos separe!!!

falsidade:

falsa idade

vaidade

vai idade

idade vã

id ao divã!!!

lá se vai a tarde
perdeu sua viagem
dinheiro da passagem
tudo é bom

sozinho canta o louco
só peço um pouco
do que é bom

me lembro daquele tempo
bermuda, ócio e chinelo
onde estão?

acendo um cigarro
de leve dou um trago
como é bom

a noite no cinema
de quebra um fonema
locução

loucos não são poucos
o que é para os outros
nunca são


vi rude virtude
no palco da vida

tudo representa arte
mundo apresenta parte

mundo arte
tudo parte
reapresenta

a arte representa o mundo
projeção divina
esculpida
por uma
subjetiva
estética
analítica
fonte inesgotável de energia
imagine um prisma
com o poder do imã
ponto de vista

controverso
diversificado
diverso
significado
contra o verso
subjuga
o vulgo
confere
o jugo
isto é feio
aquilo é belo

arte, ator, artista

poeta musicista

plástico artista

aretê
ar
et
arte
ator, artista

imitam, protagonizam, inventam

a vida!!!


*****************************

no ideológico céu
de conceitos diversos
a arquitetura do universo
é um pálido reflexo
do poder divino impresso
neste planeta imerso
na caótica razão do verso!!!


******************************


Não me reconheço neste triste e velho adereço

Com facilidade nestes dias sombrios me entristeço

Como gostaria de poder morar em outro endereço

Talvez em Saturno, Marte, melhor Urano reconheço

Nem por um minuto sequer do Cosmos eu esqueço

A solidão com todo o seu peso me sobrecarrega

A esperança neste momento para mim é uma quimera

Quisera me ausentar por um segundo do planeta Terra

Quem me dera, Quem me dera, Quem me dera

Exposições de fantásticos quadros de miséria

Pintados com as fortes cores concretas da guerra

Um acervo emblemático, cujo conteúdo trágico

É banalmente retratado todos os dias no noticiário

(SEMPRE NO MESMO HORÁRIO!!!)

***************************************************

esquecemos de nossas verdadeiras casas,

podaram impunemente as nossas asas

do amor essência só restou a nossa casca

nem mesmo temos o divino poder telepata

Neste corpo selvagem todo instinto é primata

o que verdadeiramente nos envenena e mata

é a substituição da espécie pelo conceito de raça

ingênuas, negras, fortes, brancas, amarelas e pardas

Daquele Jeito!!!


criar atividade

para uma nova idade ativa

na cavidade da vida subjetiva

cavar a vinda de uma era infinda

em que a ida seja ainda infinita

ensejo com isso lhe mostrar

que a mescla casual de palavras

pode ser no fundo inércia

de uma mente sutilmente vaga

embriagada à alma se rende

à estas combinações matemáticas

mas a substância poética é inclassificável

impossível contestar um fato dado

geometricamente linear na prática disforme

aglutinamos pensamentos uniformes

na tentativa inútil de ordenar o caos

premissa irrefutável para nos tornar imortal

no fim vencerão aqueles

que souberem destruir

arrancarem de dentro de si

o sentido de imensurável fruir estético

pois tudo é transitório e efêmero

neste renovável fluir eterno

blasfemo o extático

excomungo o parasita

no fim vale a afirmação da vida

e isto para todo poeta basta.


estimulado pelo medo e pânico generalizado

mais um negro do gueto se sente inferiorizado

sem auto estima para contemplar as belezas da vida

sua ínfima existência passa despercebida, obscurecida

sem sonhos ou estímulos que lhe injetem energia

somente reflete sobre o desprezo e a inevitável hipocrisia

nos olhos da sociedade regida pela indubítável lógica fria

de um sistema que exclui e determina

quem são os escolhidos de sua seita maligna

onde o egoísmo, a vaidade e o orgulho predomina

querem dizimar nossa etnia, enfraquecendo nossa auto estima

mas somos fortes descendentes de negros escravos, lendários

assim como um cometa que atravessa este planeta em segundos

quando morremos não vagamos simplesmente nos transmutamos

e pelo universo juntamente com nossa falange passeamos

e sorrimos quando vemos na mente vulgar estampado

o estranhamento por termos sido previamente avisados

de que no dia do banquete divino seríamos convidados

por muito tempo, desde que pisamos nesta terra, esperados

no céu o solene cortejo de milhares de espíritos

todos unidos pelo poder verdadeiro de um único rito

o amor universal que nos envolve e nos enlaça

fazendo nos esquecer das diferenças de credos e de raças

tecemos nossas vidas de acordo com os nossos atos

mas os pensamentos também neste molde se encaixam

tudo é vida é movimento, e o que para nós é sutil, para outro é palpável

é preciso ter a mente aberta para novas idéias e concepções

se não quisermos nos tornar reféns de nossos preconceitos e ilusões


Hediondo ato suicida
imperdoável

transito pelo mundo invisível,
insondável

diariamente adormeço com dificuldade
por não conseguir apagar da memória
a sua insensata e terrificante imagem

planeta diferente com atos inusitados,
solenes
dias frios, mortos, imprevisíveis e quentes

tudo se mistura neste parâmetro articulado
é como um quebra cabeça montado ao contrário

não entendo muito destas coisas de amor
mas ninguém é livre se não pagar o impostor

o imposto é o tributo deste estado corrupto

o poema político descaracterizado pelo crítico
é um insulto linguístico no meio dito artístico

poetas revolucionários são raros, escassos
e dificilmente se encontram neste espaço

onde todos estão acostumados,
a receberem seus códigos decodificados

um site de procura inaugura uma nova era
onde a preguiça e a letargia mental impera

neste novo tempo de calculadoras e agendas
onde a memória nem se quer se lembra
de seu último esforço empregado

queremos sempre ser os primeiros
mesmos que estejemos errados

a tecnologia nem sempre representa o progresso
e a mediocridade nem sequer reflete sobre o verso

é preferível me rotular e me julgar sequelado
do que por um minuto se imaginar deste lado

continuo na minha rica batalha diária
em que a poesia é minha filha abastada

o luto é apenas temporário, acaba no túmulo

minha roupagem terrena é perecível e pequena
perto da luminosidade eterna que minha alma encerra

verdadeiro profeta é aquele que ousa ser si mesmo
sem medo do preconceito e dos olhares alheios,

normal


o sóbrio menino sombrio
compõe seu ébrio som
dissonante

letras consideradas subversivas
versam sob o sub mundo da vida

desconhece a lei orgânica
regida por um organismo estatal

reconhece a ignorância
de seu regime ancestral

força bruta dilapidada
eternizada nos confrontos

Observo, mudo, o concreto
concerto incerto de credos
verticalmente reto
mirando inconsciente
vertiginoso espaço céu

Naquele prédio o tédio
é burocrático
Precisa-se de alguém para autorizar
Nada anda naquele andar
aleijado
chama-se Estado

Apenas o elevador
eleva a nossa dor

e nossa Miss Éria
Continua desfilando!


Vejo um circo montado às avessas... Os palhaços deste circo, ao contrário dos que conheço, preferem rir do quê propagar a alegria em lar alheio. Sorriem de nosso sofrimento. O jornal precisa da tragédia. A tragédia é o sentido do universo, senão deste planeta. A miséria estampada nas camadas periféricas provoca a repulsa dos que se vestem com a roupa adequada do sistema, não se despem de seus impulsos egoístas, ao contrário, se esforçam para possuírem sempre mais e mais. As nações de caráter beligerante se protegem de uma guerra invisível que se faz presente aos olhos inimigos que desejam ao máximo o excitamento do fogo ardente das paixões humanas. A besta fera que em nós reside gargalha perante a derrota e a tristeza de milhares que no palco da vida nunca terão a mínima chance de se tornarem protagonistas. Os animais descansam despreocupados e nós lutamos contra todos e contra ninguém. Nascemos preenchidos por um enigma, por um mistério insondável. Comportamentos ascéticos, estóicos, radicais religiosos clamam a Alá a benção para poderem matar em seu nome. A liberdade fictícia contida na retina de profetas adormece no idealismo ingênuo de rebeldes visionários. O toque de recolher é uma realidade em diversas cidades. O horário transformado em meio de nos enclausurar. Muralhas de ferro nos separam e cresce assustadoramente o número de fronteiras. Estamos juntos mesmo estando separados, ao mesmo tempo, ao mesmo espaço. Romper com os limites impostos por nossa humana condição não é suficiente, não basta ter certeza é preciso experimentar. O experimento conosco mesmo nos define e nos divide, numa hierarquia infinita, entre aqueles que sabem, aqueles que imaginam e os que nem sequer cogitam da existência de uma possível verdade universal. Caminhamos desprovidos de um olhar mais aguçado e no tempestivo mar das vaidades humanas nos perdemos no colossal labirinto das futilidades e das artimanhas criadas no intuito de iludir nossa mente. Nem mesmo sabemos o que é o verdadeiro amor. Sentimos de fato a dor e até mesmo sua presença não inibe nosso comportamento vil e selvagem. Poetas, mártires, inumeráveis possibilidades de contraste em meio a reduzidas perspectivas convergentes. A revolução coletiva foi abortada em função de um estilo de vida extremamente individualista e alienante. As portas de nosso ser está fechada ao verdadeiro encontro com o outro. Por isso a inexistência de proselitismo no seio espírita me convence da dificuldade de reunirmos quatro corações sinceros, carregados do mesmo propósito e do mesmo fraterno sentimento. Urge defender abertamente uma posição condizente com nossa mais íntima vontade de renovação e mudança.


meu verso
é um protesto
manifesto

contra todo tipo
de amor
ao inverso

doravante levante
uma bandeira
liberdade tardia,
herança mineira

seria a honraria
exibida na prateleira
o enfeite desejado
na hora derradeira?

este
verso
raquítico
requer
um
remédio
salutar

para
que
seu
corpo
que
hoje
se
encontra
em
estado
vegetativo
nunca
deixe
de
res
pirar



Minhas lisas lentes lesadas


pressentem





o luto imanente


ao limite do mundo,





no local da labuta


leio na lacuna verbal


o conselho impresso


nos classificados do jornal





Meu lar: labirinto interno indecifrável





Lento sussurro,


licito o céu





atravesso os mundos


e em todos


vejo o enfático destino cruel





morte: terra, pó, verme





No calendário,


dia de finados





um fino trato tardio


no feriado





Na beleza do cheiro flores


Na ternura dos rostos lágrimas


Na lembrança dos corpos temores





Deus no céu se embriaga


Na presença de sua criação





Para a alma basta


um sopro de consolação





eterno sofrimento infindável


irrealizável desejo imediato





viver é ver ao avesso


o que existe


por de trás dos túmulos





vidas, arrepios, murmúrios


chão de lamentação,





degusto sua dor


saboreio sua agonia


experimento com malícia


a textura grelhada de sua carne





algoz que na noite expia


seus sonhos dilacerados





sou um verme


na sua mente


implantado





sou um cadáver


a andar vivo


na luz do dia





sou a quimera


recitada pelo poeta





hoje tudo é fúnebre e cadavérico


neste lindo florido cemitério






Insatisfeito

vocifero bobagens

na esquina

de uma rua qualquer



solitário

caminho errante

vontade de estar

com uma mulher



Me embriagar

com seu cheiro,

preenche-la
por inteiro

de carinhos

mimos e beijos



para na sua ausência

chorar sozinho,

e sentir que sofro

mas estou vivo



Ridicularizado

na medíocre

calçada social



não estampo

em meu corpo

as marcas

indeléveis

do status quo

convencional


ANORMAL




Continuo omisso

ao artíficio rígido

criado pelo cego

instinto místico


Mas acredito

no plano onírico

e no paradoxal

reino metafísico


Deitado sob o infinito

contemplo

no chão Terra

meus restos, dejetos

carne decomposta,

minúscula

pequena vontade,

astúcia


Microscópicas palavras

me

interessam


Sou a força

que move

o universo


Meu pulso

rio de sangue

segue seu curso

involuntário


no micro corpo

espelho do cosmos

despedaçado


Preferível estar

do que ser


para

no mundo

aparência

não perecer


sóbrio


Neste mundo

transformação

segundo Heráclito

imutável é ilusão

inteligível diria Platão


invisível

desilusão


embriaguez!


Acordo sob a ordenação do destino

desconheço minha vontade diária

cachoeira, churrasco, bares

ou simplesmente ficar em casa



tecendo comentários elogiosos

seja sob a comida de minha mãe

seja pela índole de meu pai



minha humana condição irredutível

me limita ao sentido perceptível



gostaria de neste momento

em meu rosto esboçar um sorriso

mas me sinto só e indeciso

sobre o que fazer com o meu dia

comprar um jornal ou ler poesia



mais um dia trancado em meu quarto

conversando com os mortos



nietzsche sacode seu sarcófago

para eliminar seu niilismo

augusto dos anjos iluminado

condena hoje seu pessimismo

murilo mendes ajoelhado

entoa um lindo cântico lírico

castro alves revolucionário

nos convida a sermos amigos

a entretermos vigorosos discursos

aparentemente vazios, sem sentidos

com os profundos e necessários livros



neste domingo respiro indecisão

vontade de dizer sim

vontade de dizer não



poderia ter acordado

com tudo planejado:



maracanã no rio lotado

litoral brasileiro ensolarado

cachoeiras delícias de minas



onde estão agora as premissas

dos filósofos existencialistas

que religiosamente rezam suas missas

no altar das convenções idealistas?



Desbaratinado continuo indeciso

se faço isso, ou se faço aquilo



Em minha torre de marfim

de fato me conservo



O pensamento inseguro e incerto

faz parte de nossa reflexão

escolhas permeiam a nossa vida

seja o peso excessivo da rotina

ou o medo imaginário da saída

novidade busca o anseio

ser outro, sendo sempre o mesmo



me alívio com a escrita

minha tarja preta comprimida

entre versos, estrofes e rimas



ainda não sei o que fazer

mas apetece ao espírito escrever

e isto para mim já basta!



ganhei o meu dia

escrevi uma poesia



simples mas sincera!



BOM DOMINGO A TODOS!!!


Dilacero com ódio profundo
a hipocrisia atrás dos muros
falsos olhares inquisidores
pintarei quadros belos
em meio ao circo dos horrores
a revolta na ausência de sentido
mundo transformado em circo
palhaços de ternos caros rindo
miseráveis da terra, cínicos
estarão colhendo frutos nos abismos
lampejo de trevas e desespero
já não somos homens
e sim lobos traiçoeiros
egoístas por unanimidade
cortejamos celebridades
espantalhos da vaidade
no prazer desmedido
soberbo orgulho
contemplo este tempo caduco
em que homens adoram o absurdo
ajoelham perante ídolos esdrúxulos
ignorantes de sua essência espiritual
diariamente contribuimos para o mal
no desprezo da fome e dor alheia
sorrimos nos bares com cerveja
sobriedade é um estado raro
para o espirito no corpo enjaulado
o sofrimento é imanente, necessário
sabedoria perversa e inversa
ao desejo imediato que nos conserva
vivos, mesmo sem desejarmos
escravos dos sentidos e do estado
escasso!!!


Vila Rica, Vila pobre... Famílias tradicionais escondem sua riqueza, desigualdade em meio a arquitetônica beleza... veloso, santana, piedade. Mês de festividades, Santa Efigênia com os negros do congo entoam líricos cânticos de angústia e tristeza por ver a soberba e a astúcia com que certas pessoas tentam ludibriar, primeiramente, a si mesmas, depois o outro. Referencial torpe, decadente cenário, na barroca vertigem, um pseudo retrato. No horizonte árcade o alcoól e outras coisitas mais já fazem parte... refém do medo e da ignorância. Militarismo defendido como príncipio. O falso moralismo dos arcanjos do pau oco. Mais um poeta morre. Não foi reverenciado em vida, ao contrário, sua vida e hábitos marcados pela indiferença e pela amarga, porém necessária, amizade com a incompreensão alheia. Nos olhos a revolta, no coração o luto, assim caminho por este antro com aspecto sombrio e noturno. Ouro Preto quem lhe conhece não lhe compra jamais. Resplandece a ambição de outrora nos discursos evasivos de seus políticos e donos ancestrais. O que queres de mim Ouro Preto, se afagas mimosamente a cabeça de afortunados e se ergue majestosa para seres indiferentes ao seu verdadeiro valor. Tu contemplas de forma irreverente e indiscriminada aqueles que não são nativos, da terra. Seus filhos jazem esquecidos nas obrigações estabelecidas pela rotina e seu apetite insaciável nos devora, nos aglutina em escassas condições de vida. Turistas do Mundo, subam o santana, visitem a piedade, vangloriem os cidadãos honestos do veloso. Taciturna Ouro Preto eclode dentro de mim um certo desprezo por sua importância arquitetônica e histórica pois tu és reféns do lucro imediatista e da vitória a qualquer preço. Tiradentes contempla extático as brigas por um pedaço da fatia da grande empresa clandestina que transformaste-te. Núcleo do saber, fonte de sabedoria, palavras vazias numa cidade conhecida pelo alto teor etílico de seus convivas. Rumores de uma procissão, oxalá conserve a paz neste mês de Santa Efigênia.


Labaredas bruxuleantes ecoam no silêncio da noite
Sons, ruídos, estrelas, cosmos, fascínio
Realidade transmutada por diáfano delírio
Uma multidão de "invisíveis" seres adversos
Compõem o noturno cenário com seu ethos
Cintilantes pirilampos ensaiam sutil dança
Cegos morcegos martirizam a bruma
Na inútil tentativa de dissipá-la perecem
sob o peso do cansaço e da insensatez
Corujas comungam pios em seus buracos
um metro quadrado de necessidade

Enquanto isso:

O devasso poeta arquiteta com suprema malícia
Tendo as palavras sublimadas pela dor como premissa
A morte risível do matemático soneto universal
Na lápide imagens de um tempo surreal
Guerreiros de lanças, escudos e espadas
Flechas entrecruzam o espaço
Em meio a estridentes gargalhadas
Satíricas risadas...
Desventurados amigos que comigo caminham
Não tereis, ao acaso, em um momento sombrio
Pensado em teres como seguro pórtico a morte
O suicídio tardio de uma inocente verdade
Não existe vontade sem liberdade
Repensar o amor sob o peso da cruz
Arrancar de nossa alma o humano pus
Sincretizado pelo indecifrável mistério,
Encerrado num corpo finito sabendo-se eterno,

Os lógicos conceitos arraigados

A mente ao corpo
O tempo ao espaço

A substância etérea, instintivamente lapida
nossa consciência à evolução se alia

de modo vago, repentino
mudamos o destino

de nossa pequena grandeza cósmica!!!


É com extremo pesar e tristeza que venho até vós desabafar e por que não, tentar desvencilhar, através da escrita, deste sentimento enfadonho e triste que hoje me aprisiona. Ao constatar a insatisfação crescente dos jovens, que se inserem sem nenhum preparo acadêmico, sem os instrumentos necessários, para que sejam vistos, de fato, como seres dignos de serem elevados ao seio social, percebo o preconceito e o descaso da sociedade em relação aos mesmos . O formato básico do sistema resume-se nas seguintes fases: ensino fundamental, ensino médio, graduação, pós graduação, mestrado, doutorado e phd. Quem não se encaixa nestes moldes e não absorve o saber com este critério de caráter mercadológico está prestes a cometer um autocídio, voluntário ou não.
O conhecimento não é visto como um fim em si mesmo mas sempre como um meio. Ao adentrar o interior de uma biblioteca pública não é raro a interpelação: você está estudando para quê, para qual concurso? Estou estudando para fundir a minha cuca e quem sabe um dia entender os desígnios divinos que estão sendo constantemente ocultados por esta atmosfera nauseabunda e terrificante, caracterizada pela dor multifacetada.
Temos que ser temerários até a morte, caso quisermos gozar de um estado de alma mais elevado, mas não tenhais dúvida, a medida que avançamos no conhecimento das coisas e dos seres, cresce proporcionalmente o nosso sofrimento íntimo, pessoal e instranferível. É o ápice da loucura divina! Cresce assustadoramente o questionamento e na mesma medida, o espanto, que segundo Platão, é a principal condição do conhecimento e o permanente estado que nos permite entrever o mundo das idéias, na verdade, "os homens podem ser considerados superiores e inferiores segundo a sua capacidade de se espantarem" (Shopenhauer, Da Necessidade Metafísica).
A partir do momento em que a classe burguesa se apossa, não somente dos meios de produção mas do próprio saber, restrigindo e limitando a sua disseminação de forma indiscriminada, utilizando-se de forma criminosa e vil da grande mídia, que exerce a função de inocular o letal vírus da conformidade e da insensatez que faz com que milhões de seres ajoelhem irrefletidamente aos pés de qualquer autoridade, beatificando seres esdrúxulos como Ivete Sangalo (é assim que escreve? - um riso debochado, pelo amor de dadá ) e Claudinha Leite, transformando o big brother num celeiro de celebridades, é de causar enjôo e repugnância a ignorância e o nível de idolatria que nós conseguimos atingir, sem apelar para a esfera do religioso.
Seguidores fiéis do modus operandis do sistema, cultuam de forma exarcebada no altar das futilidades, a inércia mental e a letargia como formas de agradar ao seu Senhor. Quando não são sacrificados em nome da sobrevivência, a ocuparem cargos que não condizem com sua aptidão, não conseguem refletir e nem sequer passa pelo crivo de sua razão questionar a sua própria vocação.
Seus sonhos estão mortos e tudo se reduz ao "som do batidão". Sinto uma verdadeira ojeriza por cantores de pagodes, mesmo sambistas consagrados, ou falsos mc´s que tentam romantizar os córregos podres e a miséria estampada nos becos e ruelas das favelas. Não é bom nem saudável morar na favela, e ao tentar minimizar o sofrimento dos que nela habitam, acabam por favorecer a manutenção e perpetuação desta inadmissível desigualdade que permeia a sociedade.
Os valores cristãos também podem ser tomados como um pesado fardo que terão de ser rompidos, deixados para trás, como frutos de um tempo bárbaro em que a fala era um dom raro e para poucos. Ao exaltar a pobreza, a feiúra, os aleijados, coxos, sofredores de todos os matizes Cristo acabou por optar pelo enfraquecimento da espécie e todo aquele que declaresse seu amor pela vida e que auto afirmasse a sua existência estaria condenado às diabólicas brasas do inferno. O Brasil é um país cristão e os jesuítas foram os primeiros responsáveis pela nossa catequização, que se por um lado provocou este comportamento passivo, submisso, por outro trouxe um admirável progresso no campo das belas letras. Uma página não seria suficiente para analisarmos os efeitos positivos e negativos do cristianismo, para tanto, aconselho aqueles que se interessarem pelo assunto a ler o Anticristo de Nietzsche que em nenhum momento apedreja o nazareno, tão somente o "cristianismo" - resultado da interpretação errônea dos atos e ensinamentos de Cristo - e aqueles que se apropriaram e divulgaram a sua doutrina de forma indevida e perigosa, como o apóstolo Paulo, por exemplo, que o mesmo acusa de ser o apóstolo do ressentimento, do ódio e da vingança.
Todos os revolucionários nunca cansarão de repetir, e suas vozes nunca cessarão de dizer o quanto é importante investir na educação. A educação que visa tão somente a perpetuação deste sistema deve ser excluída e modificada por uma que integre e unifique o saber, respeitando os limites de compreensão de cada indivíduo, fazendo que o mesmo, perceba, por si mesmo, a importância e a necessidade de aperfeiçoar o seu intelecto, e acima de tudo, descubra o prazer imanente ao ato de conhecer. Quando estivermos entronizados com este pensamento estaremos nos distanciando sensivelmente dos educadores de outrora, que se dispunham a defender a palmatória com seu discurso rígido, ríspido e autoritário.
Novas reflexões irão surgir, novos discursos irão despontar neste novo cenário virtual, mas os clássicos sempre serão os clássicos e sempre haverá espaço para o diálogo com o passado. Entrementes, tentem imaginar, por um segundo, a geração vindoura, com toda esta gama de informações contidas na internet... bebês filosofando, crianças kamikazes polindo seus fuzis, cantarolando canções em oito idiomas ou simplesmente reproduzindo tudo aquilo que assimila de forma automática, não crítica... imagine...

Quando optei por fazer filosofia sabia, de antemão, das dificuldades que iria enfrentar... Sempre acreditei na educação como o único meio de transformação real da sociedade, no entanto, não posso deixar de manifestar minha indignação com discursos evasivos de caráter meramente mercadológico que visam acima de tudo acentuar discussões de cunho ideológico duvidoso. A arte de educar é um sacerdócio e as pessoas que não estão satisfeitas com seus salários que procurem outra profissão, conheço domésticas, pedreiros, faxineiros, garis, malabaristas, balconistas, que ganham bem menos e nem por isso saem por aí com este aspecto fúnebre e triste. Infelizmente, em nosso país, uma série de fatores contribui para que nossos jovens e crianças se sintam realmente inferiores. Não temos um incentivo real na formulação de projetos que estimulem a criação de uma tecnologia propriamente nacional. Apenas reproduzimos o que os outros já criaram. Culpados? Políticos, padres, pastores, mídia, pais, sociedade... todos em algum nível contribuem para este atual estado de coisas... Então faço a seguinte proposta, fora microsoft, fora orkut, fora msn, fora honda, fora yamaha, fora multinacionais, fora globo... o jovem brasileiro atingiu um nível de alienação tão profundo que não conseguiria viver sem estes "benefícios", tudo isso em nome de um suposto progresso... Creio que seria mais interessante a discussão em torno das soluções do que simplesmente apontar os erros e fazer comparações descabidas com outros povos e nações. Como diria nosso saudoso Serginho do Rock, não podemos nos tornar "terceiros mundistas revoltados". Façamos nossa parte, de boa vontade e se os políticos - classe esta que me provoca ojeriza - não estão preocupados com isso, façamos como Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá, que não precisaram desta esfera para exemplificar seus atos e propagar seu amor pela grande humanidade sofredora. O homem é um animal político, diria Aristóteles, Bertold Brecht acharia este tipo de discurso inadmissível, mas isto é o que eles pensam e não acredito em nenhum tipo de autoridade para fundamentar qualquer tipo de discurso... Por isso volto a frisar, quem quiser, hoje, no Brasil, se tornar um bom educador, não ignore as dificuldades, abrace a profissão ou a deixe por outra mais satisfatória e mais rentável. Não quero com isso defender abertamente a passividade e a submissão, mas já estamos cansados desta espécie de discurso que enfatiza de forma negativa o papel do professor reduzindo sua perspectiva em relação ao outro à dimensão mercadológica. Paciência e Amor são essenciais. Na verdade, são prerrogativas indispensáveis nesta luta que empreendemos todos os dias contra as mazelas e torpezas que se fazem visíveis aos olhos de todos. Acredito que se alguém lançasse uma bomba no senado não seria cruelmente condenado, ao contrário, seria digno de aplausos e de placa de honra ao mérito. Pense bem, o próprio Che Guevara só acreditou na revolução armada... Não existe meio termo... Se renascesse hoje no Brasil apoiaria com certeza o PCC ou o Comando Vermelho, não duvideis desta louca possibilidade. Ou os educadores procurem meios de atingir seu alvo, ou seja, fazer com que seus alunos apreciem o prazer de conhecer, ou se unam e reivindiquem de forma violenta seus direitos, pois essa lenga lenga de salários, más condições de trabalho, etc, irá se arrastar penosamente por muitas décadas, visto nossos atuais governantes não estarem interessados na elevação do saber e conhecimento da coletividade. Ou procurem outra profissão... ou melhor, deixem tudo do jeito que está.... talvez na ruína e decadência total do sistema esteja a saída, ou melhor, o começo dos novos tempos. Mesmo que nos transformemos em bestas feras, será melhor experimentarmos a dor e o sofrimento do que compactuarmos com o medo e com posturas covardes que não reconhecem este mundo como um lugar inferior e atrasado. Aos maus governantes, o peso de sua consciência e a ação do tempo serão remédios salutares que lhes lançarão no abismo vil de suas ações impensadas e irrefletidas, se não existe por um lado o inferno cristão, existe umbrais e abismos, regiões trevosas habitadas por espíritos malévolos que lhe aplicarão o corretivo necessário. Prefiro crer na justiça divina, pois as dos homens, em especial a dos brasileiros, está dançada desde muito tempo. A esperança é a admissão do sofrimento, é sinal de que as coisas não estão bem no presente e que devemos projetar no futuro nossas expectativas, se Cristo, que era bom, foi crucificado, o que devemos esperar, para nós? O céu das consolações celestiais? Não. Deveríamos, todos nós, sem exceção, sofrer cada vez mais, sorrir cada vez menos e não dividirmos com os outros o peso de nossas dúvidas e aflições. Somos imperfeitos e defeituosos. Deixe o paraíso material para os ricos, o sofrimento terreno para os pobres e o futuro celestial para os justos. O tempo é senhor soberano e verdadeiro de todas as coisas. Se os governantes preferem à rota da ignorância e da indiferença, beleza, colherão por sua vez, os frutos nas manifestações cada vez mais violentas daqueles que estão à margem. Seus filhos serão esquartejados, sequestrados, e eu, por minha vez, não terei nenhum tipo de compaixão. O salmo 109 para inimigo é categórico, que não haja quem tenha compaixão de seus órfãos, para quem sabe ler um pingo é letra. Por uma sociedade mais justa e mais humana, o extremado ódio contra estes princípios medíocres que emanam das esferas públicas, estaduais e federais... O barco da vida continua a navegar sob o mar da existência corporal... Mas o espírito, este sim, imortal e eterno, será objeto de estudo e meditação. Nos estudos econômicos do mundo ainda não estão contidos o egoísmo e a vaidade como os principais obstáculos a serem suplantados caso desejemos de fato vivermos numa sociedade mais justa e igualitária. Isto é só o que eu penso... Nada mais que isso...


Diante de um mundo repleto de seres incapazes de sacrificarem seus desejos em prol do bem estar coletivo, me sinto impelido a escrever sobre as misérias e torpezas humanas. Como se não bastasse o mal inerente a nossa espécie e condição, ainda somos obrigados a conviver com nossas próprias mazelas. Pressinto um fim trágico e respiro o ar fúnebre e decadente de um parasita social que vive as expensas do estado... Não me considero digno de pena nem mesmo faço minhas apostas em nenhum tipo de revolução, muito menos social. O egoísmo é o sentimento predominante e na eminência de refletir sobre certos aspectos considerados como dados imanentes a esta realidade, não posso aceitar de bom grado o respaldo de ser considerado membro ativo de uma sociedade frívola e incrédula que brincam ingenuamente à imagem e semelhança de deus. Quem são, estes seres, que a todo instante, nos submetem ao pesado fardo de seus delírios megalomaníacos e completamente incompatíveis com a realidade do espírito eterno e imortal.




O cenário cosmopolita, desejado por todos aqueles que apreciam verdadeiramente a singularidade e a diversidade, como fatores indispensáveis ao enriquecimento cultural de uma nação está sendo desestruturado e desmotivado em função de um comportamento estereotipado e dito universal. Ao queremos realizar a unificação dos povos pela igualdade de costumes estamos reduzindo as possibilidades de nos expressarmos e agirmos de acordo com nosso “estilo” inato.




Os povos ocidentais sempre se projetaram com uma falsa superioridade na tentativa de exportarem seu modelo de vida como sendo o único capaz de atingir a verdade. As possibilidades dos povos primitivos e das pessoas que não possuem o acesso ao seu modo de conhecimento sempre foram considerados mínimo e por que não insignificantes. A hierarquização da espécie sempre foi uma prerrogativa dos grandes ditadores e de todos aqueles que não conseguem enxergar na diferença a verdadeira razão de ser de nossa existência. O sentido da vida está justamente relacionado ao fato de nos expressarmos de maneira única e individual.







Enquanto determinados trabalhos são valorizados outros são considerados medíocres e capazes de serem realizados por qualquer pessoa sem instrução ou sem as ferramentas básicas do conhecimento dito acadêmico. A quantidade de horas, que deveria servir como o termômetro de nosso salário acaba por ser tornar um conceito obsoleto e injusto. O conceito de justiça está relacionado a manutenção do poder de uns poucos sobre a grande maioria. Quem dita as regras do jogo econômico? Quantas bombas atômicas serão construídas no intuito de nos auto defendermos de maneira errônea das grandes potências mundiais, reproduzindo desta maneira a sua forma de agir e pensar. A paz armada é uma realidade e enquanto investimos parte de nosso tempo e energia na construção de aparatos bélicos e perniciosos à manutenção de nossa vida no planeta estaremos retrocedendo no tempo e voltando ao estado de barbárie mesmo em meio a todas estas comodidades tecnológicas proporcionada pelo progressivo avanço da ciência.


mato verde, verde mato

come mato, mata a sede

fuma mato, mata verde

na minha seca de um dia

mil baseados apertados na bahia

fuma verde, o mato mata

o sol arretado veste escassez

no palidez do rosto o remédio

na miséria do solo dejetos

olhos convulsos desconexos

dívida com a vida sendo paga

pela dor cura-se a chaga

ou seria mesmo a vida ingrata

de certa forma a origem desconheço

na divindade dos fatos me baseio

ao soluço do mundo algemado

passo a bola baseado

contemplo no pasto deitado

a imensidão e beleza dos astros

me dito a ação!!!

quando

não existe prazer no lazer

não se tem para ser
não se faz para viver

falta o mínimo necessário
um sopro vital é apagado

reunião de verbos essenciais
na ausência de valores reais

paralelo ao desperdício omisso,
do vale compra da moeda orgânica

a plasticidade invísivel do suicida
que nunca renova sua espera ânsia

nas ruas, pessoas normais transitam
em busca de novidades, verdades e objetos
pode ser um alimento ou um veneno
para continuarem vivendo


cem ratos no apartamento


apetece a vontade ficar parada
uma tarde a tôa, sem fazer nada
observando as pessoas, caladas
senhores de pernas cruzadas
pombas pacatas pousam na praça

enquanto na rua, vertigem
procura, anda, sonda, vasculha
entre bancos, quitandas, viaturas

motores pulsantes emitem um som a mais
alguém persiste em permanecer vivo
acorrentado ao sexto sentido
admiro o despojamento inato dos animais

e eu continuo respirando...



Há de brotar uma bela flor

neste tenebroso jardim

onde habita a dor



Ignoro o seu nome,

a sua cor,

a sua essência,

mas creio ingenuamente no amor


pressinto sua passagem,

como uma nevada,

preenchida por sutis cristais

refrigerará minha alma


alegrará minha existência


nos dias frios

destarte solitário

sua presença

em minha memória

me fortalecerá


ela me transforma


não sei seu nome

sua existência

neste instante passa

no interior de um ventre

macio e cálido


anseio por sua presença

amena, pequena,

antes de tudo

saudável



penso em ti

como em mim

à anos atrás



a distância

que nos separa

desperta a saudade

mesmo não tendo nascido

sinto

a sua ausência declarada



será uma menina sapeca e levada

destas que se machucam

correndo pelas calçadas?



não existe limite

para a imaginação



não consigo parar

por um instante sequer

de nela pensar

quando for mulher

reconhecerá

em meu rosto,

traços seus


sua vida

versos meus

escrito inocente

avassalador

estou pertubado

perplexo

pelo excesso

de Amor...


Em meio a um aglomerado de átomos lascivos,

pressinto um ardente desejo de fusão...

a fissão nuclear ainda não ocorreu,

pelo menos por aqui,

mas alguém continua a perguntar...

e o mistério indecifrável persiste,

a matéria de fato existe?

O vácuo atômico,

prerrogativa quântica,

já foi elaborado,

por magos esclarecidos,

por cientistas pesquisado,

estou persuadido pelo poder do verso

e sinto que um dia estaremos no espaço,

dançando a valsa dos mortos vivos

num ritmo energeticamente insuspeitável

e com um corpo certamente invisível.

Quais notas, instrumentos, ritmos serão tocados?

se por um lado, a essência do universo musical

é revestida por um suave tom enigmático

por outro, sua aparência terráquea é banalizada

pela perspectiva da formiga capitalista

que vive em função da lucratividade do mercado.



quando não temos nada mais para dizer
e nem mesmo sabemos o que iremos escrever
insistimos, e nossa presunção não se rebaixa
o orgulho, como erva daninha cresce
e o cérebro, paralizado, cede
ao desejo de mais um verso
de mais um arroubo poético
preferível ler e não ser comentado
caminho anônimo, observo telhados
procuro palavras para revestí-las de idéias
ou seria justamente o contrário
o obtuso trago de um cigarro apagado
quando dermos conta da verdade,
talvez seja um pouco tarde...
mas nunca, tarde demais
o tarde demais é uma alegoria
o seu corpo, minha mente fantasia
nesta triste tarde, respiro rotina
hoje é sexta feira, a noite anuncia
os discípulos da alegria agora brindam
numa mesa de um bar qualquer se purificam
e eu aqui, calmamente sentado espero
o meu momento de também ser eterno.

Até que a saidera nos separe!!!
Amém!!!



Na natureza é vísivel a existência dos fortes e dos fracos, daqueles que nascem para matar (o leão por exemplo) e daqueles que nascem para morrer, que são sacrificados para que outros possam sobreviver ( o gnu por exemplo). Mas, se por um lado, gostamos de nos ver distantes da nossa animalidade ancestral, por outros ignoramos os princípios éticos e morais que deveriam permear nossa conduta e enriquecer a existência com valores nobres e dignos que nos elevem enquanto seres destinados a compartilhar dos segredos imanentes à Criação. Sem quaisquer considerações metafísicas ou espirituais, mas devemos nos conscientizar que todos estamos interligados de uma forma dinâmica, onde o todo afeta as partes e as partes afetam o todo. A população é responsável por uma porcentagem de lixo e resíduos tóxicos emitidos no meio ambiente, mas as grandes empresas, ainda sim, são as maiores causadoras do problema e todos aqueles que se beneficiam e utilizam seus produtos, alimentam de forma direta, esta indústria do consumo onde objetos são descartados de forma compulsória e sistemática, sendo taxados de ultrapassados. O conceito de progresso, hoje, não representa o conceito de felicidade. Nossas crianças não são criadas nas sombras dos velhos quintais e não raro já se acham atenados as novidades tecnológicas apregoadas pelo sistema. Ontem davámos banho em nossos cachorros com sabão de coco e água fria e nunca ninguém passou mal. Contávamos casos e tinhámos tempo de trocarmos nossas experiências e comungar nossos ideais. Os olhos nos olhos, está expressão tão rara e tão escassa, cede, cada vez mais, lugar a um cenário decadente em que a ausência de diálogo provoca a todo instante, fraturas expostas e aparentemente incuráveis como a violência e o aumento de ingestão de alcoól e outras drogas. O ser humano perdeu o contato consigo mesmo. Isto é apenas o reflexo desta crise de valores em que vivemos, em que mulheres jaca, melão, ainda servem como referência para nossas ingênuas crianças.


o limite do réu
a vida sem véu
deus é cruel
sadismo inato
prefiro o oculto
espanto difuso
bandeja de ratos
condenados pelos rastros
de ignóbil pretensão
um verso pobre e vão
um minuto intacto
no silêncio da noite
dueto necessário
ao acorde eternizado
pela analogia dos astros
pulsantes membranas sociais
fragéis desmoronamentos grupais
aterrorizados pelas coisas banais
a morte, o sangue, a dor, a revolta, o ódio
plastificado das prateleiras
no espelho vitrine das lojas brasileiras
pastores, padres, políticos, igrejas
instituições públicas, federais
aparato burocrático indispensável
ao cultivo das amebas ancestrais
em pleno vigor literário
um poeta morreu asfixiado
pelos caos iletrado
do trânsito engarrafado
perdido no abismo trafego
entre feras, ogros e elfos
um laço de magia lasciva
uma chama acesa, viva
permita-me viver só
só viver é permitido
a morte é um artificio rígido
absoluta certeza, cego instinto
no chão terra irei me decompor
mais um poema escrito sem amor
como uma bela flor sendo contemplada
pela multidão distraída e desavisada
andando na contramão, não vi a placa
como uma criança vil e assustada
em meio a parafernália pragmáticas
dieta cultural iminente,
ao corpo espirito a mente se extende
tudo é artificial, neste novo tempo virtual
menos o seu rosto, sua face animal.

malabaristas, diaristas, motoristas,
funções exercidas pela escravizada maioria
no suor de seu rosto, o peso da saliva
sob o cansaço físico, o exercício mental
em outros planos, a dimensão espiritual
a revolta com o tráflico de drogas,
saberes ideais ocultados na forma de um paradigma
meninos e meninas que já não brincam na esquina
alguém acabou de assaltar uma padaria
na faixa de gaza tiros a luz do dia
mais um banco quebra na suiça
um palhaço anestesia o sentido da mídia
alguém ri e destroí milhares de sonhos
abortos, contorções, falsos planos
alguém nasce no palco da existência
a sua idade espiritual que revela
o conceito mórbido da selva
vive em benefício da mudança genética
dna inscrito em cada parasitária célula
recebe o conteúdo informativo como guia
vive as expensas da rotina
fantasia com delicada ternura a alegria
estimula com encanto e doçura a nostalgia
em meio a multidão enfurecida
acorrentado aos desejos consumistas
de uma sociedade patética e rídicula
com letras garrafais seduz e glorifica
os propensos ídolos globais
servidores fiéis de satanáz
trabalho árduo e competitivo
poesia traduzida como lixo
quântico, maquinal, repetitivo
iludido caminho entristecido
rostos sofridos, corações corrompidos
um minuto de sacríficio em benefício
da paz e ordem mundial
atrás de um imposto universal
pagar com amor a moeda de césar
aglutinar a dor com a salvação eterna
o medo do desconhecido que encerra
a porta de um novo mundo,
de uma nova era
com diversas teorias, ideologias e sistemas
psicologia adversa, com destreza educa,
desde cedo reza, um hábito que despreza
o raciocinio culto, vítima de uma quimera
supostas guerrilhas verbais
no espaço demarcado por animais
sorrir da desgraça e da tragédia
chorar no berço de uma nova existência




As questões políticas sempre estarão em primeira instância se considerarmos o seu aspecto dinâmico e prático de influenciar decisivamente a vida de um grande número de pessoas de forma imediata e "espontânea". Até pouco tempo atrás, não era raro atribuir a denominação intelectual a quem defendia de forma impetuosa e ousada os ideais da esquerda. Ser de esquerda ou ser intelectual era praticamente a mesma coisa, prinpalmente na Europa em que a expressão intelectual de esquerda soava como uma redundância. No entanto, após o declínio do comunismo e do enfraquecimento do discurso marxista no seio das principais potências mundiais, o capitalismo e seus tentáculos multinacionais acenaram como uma luz no fim do túnel. Os grandes avanços tecnológicos na área das comunicações, o advento da internet, proporcionou uma ligeira vertigem às grandes corporações de reduzir o globo à uma única aldeia global. A indústria cultural, em especial a cinematográfica, serviu e ainda serve como difusor de um modelo de vida baseado no consumo e no status quo. O grande dragão do Estado vê sua máquina burocrática crescer assustadoramente, e com ela a chama de seu fogo em forma de impostos injustificáveis e emendas descabíveis que em sua grande maioria visa apenas o enriquecimento ilícito e imoral de seus servos eleitos por uma população ignorante do poder do voto. Diante desta perspectiva, podemos dizer que atravessamos um período em que as reflexões sobre um novo modo de governo se faz urgente e necessária. A idéia do Estado unificado e centralizado cujo poder emana de uma única pessoa, nos remetendo a monarquia, deve ser discutida e analisada de forma criteriosa por todo os segmentos da sociedade. Invariavelmente, os grandes centros urbanos já enfrentam o "problema" do poder paralelo que, mesmo que seja de forma autoritária, arca com certas responsabilidades que caberiam exclusivamente ao Estado. Jean Paul Sartre, filósofo e romancista francês,um dos principais expoentes do existencialismo do século passado, em sua obra "O que é Literatura" expõe de maneira clara e contudente o principal argumento que o levou a duvidar das poucas possibilidades de governabilidade existentes em nosso meio. Segundo o filósofo, é muito mais fácil pensarmos que só existem o socialismo, o comunismo, o anarquismo e capitalismo do que afirmarmos a possibilidade de cada ser pensar e agir de por si só, de forma autônoma e independente, sem a força coercitiva do Estado; cada ser é em si mesmo um governo a parte, e diante das diversidade seria incoerente a defesa de um único Estado vigente em nossa sociedade. A idéia de Estado Paralelo sempre esteve diretamente ligado ao crime organizado, ou seja, às facções criminosas presentes nos grandes centros urbanos e que hoje possuem ramificações por todo o país. Se Che Guevara renascesse hoje no Brasil com os mesmos ideais que defendeu na revolução cubana, com certeza não menosprezaria a possibilidade de uma luta armada contra o atual governo. A tomada de poder pelos militares provocou uma das maiores feridas na história de nosso país e no fundo, ainda somos herdeiros dessa geração que além de ter sido financiada pela corte americana, foi a principal responsável pela manuntenção dos grandes latifúndios e pelos grandes monopólios.



Não tenho tempo de postar um texto
não sei o título, a métrica e o adereço
excluído do mundo louco por um minuto me lanço
perdidamente apaixonado no espaço agora danço

não aceno com alegria para meu passado
nem procuro no futuro um diferente retrato
vivo agora, sou fugaz e transitório
procuro no vazio da escrita a realização do ócio

entre históricas paisagens um insight letal
em meio as romagens de um período feudal
passeio pelo tempo procurando as luzes
procurando fogo, para queimar as cruzes

não tenho tempo para lamentar minhas perdas
no plano metafísico guardo algumas certezas
sem o dogmatismo estéril das bestas
rio do discurso evasivo de algumas igrejas

transporto para dentro de mim a visão
na certeza do EU-SOU posso ser então
pois todo louco certamente guarda
dentro de si como jóia rara

a plenitude da imortalidade
nas nuvens do céu vejo a liberdade

atravesso este portal com um riso
debochado, irônico e esquisito
me vejo menor do que um mosquito
para poder viver imune ao sentido

deste teatro barato e ridículo


Sobreviver em meio ao caos é uma atitude que exige garra, persistência e sobretudo criatividade, no entanto estes atributos indispensáveis para o sucesso de qualquer empreendimento tornam-se vazio de sentido quando os resultados alcançados não atendem as expectativas esperadas. As realizações que empreendemos ao longo de nossa existência nos facultam valiosas experiências, lapidando nosso discernimento e nos conferindo a maturidade na escolha de nossas ações. De qualquer forma, sempre que emitimos um juízo coletivo, ocultamos de forma tendeciosa nossas diferenças e singularidades. No plano social esta discrepância é notoriamente visível e palpável. Uma transformação radical na forma de pensar e agir deve ser operada dentro do sistema e o melhor recurso para que isso aconteça de forma livre e dinâmica é a educação. Esta mesma educação que é tratada com descaso em com desdém, hoje, satisfaz os interesses do Estado, em especial o brasileiro, vejamos por quê. Se fizermos uma análise da história política do país iremos constatar que o poder sempre esteve na mão das mesmas facções, digo famílias, sendo que o fim último de suas ações sempre foi o mesmo, utilizar-se da máquina pública para enriquecimento pessoal. Um dos principais artíficios utilizados por todos os ditadores e por todos aqueles que visem a sua perpetuação no poder é o sutil, mas perceptível, velamento de seus verdadeiros interesses e intenções. A confecção desta capa ideológica é feita mediante o sucateamento das instituições de ensino, escassez de investimentos na área educacional e salários irrisórios para o corpo docente público. O efeito destas medidas produz drásticas consequências no universo psíquico de cada indivíduo que além de ser obrigado a pagar os impostos estatais e privados (energia, água, comunicação, transportes, etc.) se vê privado da possibilidade de reinvindicar seus direitos visto a porta da justiça se encontrar distante da sua realidade. . Como se não bastasse a fúria do sistema, os grandes telejornais ainda propagam o medo de forma generalizada. Neste ambiente insosso, em que todo e qualquer tipo de pensamento contrário é conceituado como radical, trafegam multidões de seres destinados tão somente a pocriar, trabalhar, e viver uma vida medíocre, sem perspectivas reais de crescimento interno ou de uma suposta prosperidade externa. Tudo se justifica pelo atual estado de coisas, e uma crise mundial já se transforma em justificativa para o aumento descabido de preços e tarifas. Podemos constatar que a miséria espiritual, além de provocar o embrutecimento do espírito, distorce os valores éticos e morais em função de um comportamento estereotipado e neurótico que vive em função do relógio e da produtividade: o tempo, que deveria ser utilizado a favor do homem, torna-se seu principal inimigo. É extremamente infímo o número de seres humanos que possuem a liberdade de estarem mais com suas famílias do que em seu trabalho. No mercado reina a soberana competitividade que transfere a responsabilidade do malogro pessoal ao indivíduo, independente das condições que o mesmo tenha de se aperfeiçoar e de conhecer de fato as regras deste jogo sórdido e mesquinho. A libertação das consciências representa, de fato, um perigo para a elite brasileira que se apropria de forma covarde e desumana da força de trabalho alheia. Pode soar como mais um discurso marxista, mas quando os trabalhadores brasileiros tiverem a real dimensão de seu poder e da sua importância a elite brasileira será obrigada a se ver como realmente é: hipócrita, egoísta, fútil e individualista. A inversão de valores é tão forte que os seres mais egóistas já possuem revistas próprias, em que são exaltados os valores superficiais da matéria, e toda sua vaidade exarcebada é estampada vulgarmente nas fotos tiradas em lugares exóticos e paradisíacos que lhe proporcionem a mais podre futilidade humana, a de querer ser reconhecido pelos seus bens materias e não pelas suas qualidades espirituais, ou pelos seus supostos talentos inatos. E vamos que vamos!!!!



Conjuro todos os viciados e excluídos do sistema a manifestarem abertamente seu opulento vigor em transformarem essas carcaças, que futuramente serão reduzidas ao nada, num artigo artístico e cultural.



Os sentidos anestesiados por potentes soníferos ideológicos são incapazes de perceber o condicionamento criado para que permaneçam nostálgicos e passivos frente às mudanças globais.



Enquanto chips invisíveis vão sendo lentamente implantados em alguns seres privilegiados ou simplesmente atrelados a seitas de cunho ideológico duvidoso, muitos homens ainda ousam crer na unicidade de sua existência e que a Terra é o único planeta habitável.



Nas raias da loucura e no intuito de auferir credibilidade perante um público respeitável, admiro a eloquência irrepreensível dos políticos assim como a fala repetida pelos papagaios.



Versos surrealistas que se realizam diante de mim, projeções astrais que se afiguram reais desdobram-se em anéis que se ligam e se interpenetram... os anéis de saturno escondem os segredos do mundo e em um segundo calado fico pensando nesta possibilidade louca... não sei em quê ou em quem acreditar além de mim mesmo...



Se por um lado não possuo a sensibilidade de um médium experimentado pela espiritualidade por outro não posso negar o que sinto e o que vejo enquanto um ser programado para morrer e deixar na terra rastros de uma lembrança alegre e fugaz.



Cazuza, Raul, Tim Maia, tocam harpas com os anjos do céu, na brancura angélica das nuvens procuram com certeza algum papel...



e nos movemos diariamente sem saber o por quê, sem entender a eterna necessidade de sempre nos mover... conhecer novos lugares, paragens e miragens... estabelecer amizades com seres invísiveis e a parte da realidade no intuito de nos auto iludirmos e de tentarmos esquecer por pelo menos um segundo nossa face humana e animal...



Entre plásticos revestidos de um fino pó branco, vítimas de um vício insano... possíveis resíduos tóxicos destinados ao travamento da arcada dentária e ao delírio esquizóide do cérebro dependente de substâncias psicoativas, aditivada com a mais potente química dos antigos ancestrais do mundo pré colombiano...



infelizmente não podemos avaliar a extensão dos danos causados a médio e longo prazo, mas basta observar o comportamento e a vida de determinados seres e teremos o resultado exato de nossa intinerante pesquisa toxocológica...



Enquanto isso, humanos geneticamente modificados formam uma nova espécie de seres abduzidos com poderes ultramagnéticos de absorção de energia alheia, uma espécie parasitária que simplesmente reproduz tudo aquilo que recebe, enfim, veremos nossa tese estampada nos olhos dilatados e nos narizes escorrendo sabe deus o que...



é tudo uma questão de semiótica e a física quântica irá debelar novos conceitos, abalando as estruturas e as convenções ultrapassadas que não aceitam nada além de suas hilariantes risadas... sim... o fim do mundo está próximo e o que vc lê não é loucura é a mais pura realidade...



o nível de lucidez no planeta terra está baixo e o discernimento escasso da população terrestre irá provocar fraturas expostas a céu aberto, basta ver os lixões e os esgostos para constatar a crise de valores em que vivemos...



o mundo onde as bestas são cravadas com o 666 mas mesmo assim ainda gozam de um prestígio político inconfudível... é de se esperar que algo de terrivelmente cômico aconteça para que a neurótica pláteia possa aplaudir de maneira irrefletida e irrevente o espetáculo do circo dos horrores...

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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