latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!



Conjuro todos os viciados e excluídos do sistema a manifestarem abertamente seu opulento vigor em transformarem essas carcaças, que futuramente serão reduzidas ao nada, num artigo artístico e cultural.



Os sentidos anestesiados por potentes soníferos ideológicos são incapazes de perceber o condicionamento criado para que permaneçam nostálgicos e passivos frente às mudanças globais.



Enquanto chips invisíveis vão sendo lentamente implantados em alguns seres privilegiados ou simplesmente atrelados a seitas de cunho ideológico duvidoso, muitos homens ainda ousam crer na unicidade de sua existência e que a Terra é o único planeta habitável.



Nas raias da loucura e no intuito de auferir credibilidade perante um público respeitável, admiro a eloquência irrepreensível dos políticos assim como a fala repetida pelos papagaios.



Versos surrealistas que se realizam diante de mim, projeções astrais que se afiguram reais desdobram-se em anéis que se ligam e se interpenetram... os anéis de saturno escondem os segredos do mundo e em um segundo calado fico pensando nesta possibilidade louca... não sei em quê ou em quem acreditar além de mim mesmo...



Se por um lado não possuo a sensibilidade de um médium experimentado pela espiritualidade por outro não posso negar o que sinto e o que vejo enquanto um ser programado para morrer e deixar na terra rastros de uma lembrança alegre e fugaz.



Cazuza, Raul, Tim Maia, tocam harpas com os anjos do céu, na brancura angélica das nuvens procuram com certeza algum papel...



e nos movemos diariamente sem saber o por quê, sem entender a eterna necessidade de sempre nos mover... conhecer novos lugares, paragens e miragens... estabelecer amizades com seres invísiveis e a parte da realidade no intuito de nos auto iludirmos e de tentarmos esquecer por pelo menos um segundo nossa face humana e animal...



Entre plásticos revestidos de um fino pó branco, vítimas de um vício insano... possíveis resíduos tóxicos destinados ao travamento da arcada dentária e ao delírio esquizóide do cérebro dependente de substâncias psicoativas, aditivada com a mais potente química dos antigos ancestrais do mundo pré colombiano...



infelizmente não podemos avaliar a extensão dos danos causados a médio e longo prazo, mas basta observar o comportamento e a vida de determinados seres e teremos o resultado exato de nossa intinerante pesquisa toxocológica...



Enquanto isso, humanos geneticamente modificados formam uma nova espécie de seres abduzidos com poderes ultramagnéticos de absorção de energia alheia, uma espécie parasitária que simplesmente reproduz tudo aquilo que recebe, enfim, veremos nossa tese estampada nos olhos dilatados e nos narizes escorrendo sabe deus o que...



é tudo uma questão de semiótica e a física quântica irá debelar novos conceitos, abalando as estruturas e as convenções ultrapassadas que não aceitam nada além de suas hilariantes risadas... sim... o fim do mundo está próximo e o que vc lê não é loucura é a mais pura realidade...



o nível de lucidez no planeta terra está baixo e o discernimento escasso da população terrestre irá provocar fraturas expostas a céu aberto, basta ver os lixões e os esgostos para constatar a crise de valores em que vivemos...



o mundo onde as bestas são cravadas com o 666 mas mesmo assim ainda gozam de um prestígio político inconfudível... é de se esperar que algo de terrivelmente cômico aconteça para que a neurótica pláteia possa aplaudir de maneira irrefletida e irrevente o espetáculo do circo dos horrores...


na canção matinal faço esforço,
me entrego ao mundo injusto
desprezo do homem alheio a si mesmo
me banho no rio de lágrimas
escassez de terra e de sentimento
dinheiro amontoado no banco
reduzidas perspectivas globais
catarses sistemáticas, abissais
confroto de profanas teorias
uma luz mesmo que sombria
um elogio a mesma vida
futuro reduzido ao pó cadavérico
fantasmas sorriem de nossas quimeras
pensar o horizonte além da matéria
substância primordial e eterna
no céu o concerto de sons embriagantes
deuses que dançam de forma alucinante
no solo chão um homem desfacelado
sem brilho, ao corpo algemado
no presidio terra perdido
um aglomerado de atómos vazios
bem vindo ao reino metafísico
onde sorrir de si mesmo é um ofício
ao homem anjo um destino alado
no ventre parto mais um pecado,
malditas sejam as serpentes
as víboras e as raças dementes
premeditam crimes ausentes
criam artifícios e ambientes
no intuito de iludir a mente
preferem se ver tristemente...


diante do contexto global nefasto
misérias expostas à luz do dia
cérebros mutilados pela rotina
brigas por um pedaço de pasto

repiso as teorias mundanas
me inspiro no olhar do trabalhador braçal
em meio ao palavrório do requinte intelectual
fomentando gozos e discussões
repensando o verbo, colhendo impressões

no fim os ratos comerão os restos
as baratas desfilarão nos dejetos
do homem corpo objeto

Total de visualizações de página

GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

Posts mais Lidos e Visualizados

Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

Follow by Email

Translate

Google+ Followers