latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

iniciado no meretrício das palavras
cedi as prostituições acadêmicas
com mortos conceitos disseminados
exercitei a necrofilia dos sistemas
dormi com os séculos e os clássicos
vendi meu corpo ao mundo das ideias
mergulhei nos bordéis literários
na sarjeta dos tempos modernos
diante da orgia de egos inflados
me despi das crenças e dos credos
na cabeça dos donos de títulos
vomitei as razões dos meus versos
testemunhei os contos do vigário
entre camisas de força estéticas
condenado pela analise do discurso
defendi prosas etílicas e lisérgicas
perante todas citações bibliográficas
retornei ao universo da conversa

Quando nossos joelhos se cansam de dobrar é hora de caminharmos com as próprias pernas. Apesar de não estarmos sozinhos, necessitamos, a todo instante, exercitar nossa auto suficiência, que assim como um martelo, pode ser utilizado de forma útil ou se transformar numa arma com enorme potencial de ferir e até matar. As coisas, assim como os sentimentos e as virtudes, não são boas em si mesmas, tudo depende do uso que fazemos delas, afinal, a única diferença do remédio para o veneno é apenas a quantidade. Nutrir um profundo sentimento de dependência em relação a divindade, seres e coisas é extremamente desgastante, desnecessário e prejudicial, em vários sentidos e aspectos, pois ele conhece intimamente nossas reais necessidades. Isto não quer dizer que vamos abrir mão da oração e da prece, meios extremamente eficazes e efetivos de se entrar em contato consciente com o Deus presente em nós mesmos. Cuidar de si mesmo é, ou deveria ser, um dos principais atributos de todos nós. Infelizmente, muitos pais, na tentativa inútil de poupar os filhos do sofrimento ou no intuito de realizar mimosamente todas as suas vontades e caprichos, impedem seu filho de crescer e amadurecer em contato com as dificuldades e necessidades imanentes a vida e as limitações de nossa espécie. Pequenos exemplos podem ser fartamente citados, desde de impedir que o mesmo seja responsável pela limpeza de suas vasilhas, utensílios, cômodos, roupas e pertences até a escolha consciente dos lugares e pessoas que o mesmo possa ou não frequentar. Apesar de num primeiro momento ser importante o monitoramento das atividades realizadas e empreendidas pelos filhos, pois os pais são responsáveis por fornecer as primeiras diretrizes éticas e morais, num segundo, é necessário confiar na educação e nos conhecimentos transmitidos e repassados para que o filho possa de fato exercitar seu livre arbítrio e se responsabilizar pelas consequências de suas escolhas. Quem não permite ao filho vivenciar suas próprias experiências o priva de importantes aprendizados, pois o erro e o acerto depende incondicionalmente da sua total e irrestrita liberdade. Poderíamos mergulhar a fundo nos padrões educacionais difundidos pelas últimas gerações, desde metade do século passado até os dias de hoje, mas confesso que não possuo bagagem, paciência e vontade para empreender este tipo de análise e estudo, por isso  procuro pautar, além da minha própria experiência, na vivência de pessoas próximas e distantes que comungam comigo suas práticas pedagógicas infantis. Nada mais revelador do que a postura extremista adotada por certos pais, a permissividade dos ditos liberais contrasta com a autoridade e a rigidez dos que optam por uma disciplina quase militar,  pois poucos possuem em si mesmos a capacidade de navegar ou de ir de um extremo a outro com sabedoria e acerto. Neste cenário é possível contemplar desde dos mandos e desmandos de uma criança que se tornou a autoridade e o rei do lar, até a perda de certos elementos infantis que caracterizam e definem o termo infância. É preciso encontrar elementos e dispositivos corretos para fazer com que as crianças possam tomar consciência que fazem parte de um todo unificado, e que sua participação como membro ativo desta microesfera, no caso, a família, é importante e realmente necessário. Manter uma postura permissiva sem nenhum tipo de critério ou o mínimo de disciplina pode ser agradável ou tolerável na casa dos avôs, mas no dia-dia, tende a ser um dos principais motivos e fatores dos futuros desvios de personalidade, pois uma pessoa que não conhece limites só consegue estabelecer como metas e objetivos essenciais o imediatismo sugerido por suas vontades. Mais tarde, ao se deparar com a realidade sofrerá um terrível choque, pois suas expectativas nem sempre poderão ser atendidas e supridas naquele exato momento. Por outro lado, todo ambiente punitivo e castrador, irá se revelar como uma atmosfera totalmente estranha e distinta daquela vislumbrada no interior de si mesmo, será difícil para esta pessoa estabelecer conexões entre aquilo que se sente e aquilo que deve ou pode fazer, dependente da aprovação dos outros, passou a se portar na tentativa de agradar os pais para que os mesmos pudessem parar de violar seus espaços e direitos. É necessário entender que as crianças possuem uma sensibilidade e uma percepção aguçada em relação a nós adultos, se aquilo que exteriorizamos em palavras não são contempladas nas nossas atitudes, dificilmente iremos conseguir o verdadeiro respeito e o mínimo de autoridade para podermos educar e ajudar nossos filhos a serem guias de si mesmos. A Instituição Família, assim como toda e qualquer Instituição, só sobrevive, se a mesma tiver uma estrutura física organizada, pois o conceito de família está intimamente vinculado com o objeto casa. Torna-se necessário fazer com que a criança desde cedo perceba qual o seu papel e quais são as obrigações e necessidades que a vida, mais do que a vontade dos pais, o impôs pois quanto mais cedo a criança compreender os reais motivos para empreender determinada tarefa e não outra, mais cedo estará consciente do seu papel no seio da sociedade, independente das gratificações ou compensações advindas de determinadas práticas ou atitudes. Nenhuma atitude nasce isolada, o marido que não ajuda a esposa nas tarefas domésticas não terá voz ativa e dificilmente será ouvido com os mesmos "olhos", é preciso revisar certos conceitos e hábitos, ir além da discussão de classe, raças e gêneros, pois o elemento humano ainda é o fator mais forte e crucial nas relações. De todas as missões, talvez esta seja a mais difícil e a mais bela, ser pai e mãe, felizes os pais que erram pois é sinal que estão perto de seus filhos: os erros são provas irrefutáveis que foram verdadeiramente pais. Quem não erra, não está presente!

peço a Deus Sabedoria
ilumine a correria
proteja a periferia
salve salve poesia
além da vã filosofia
o pão nosso de cada dia
quem ora também vigia
abençoe nossa família


postura na conduta
caminho em linha reta
conversa não faz curva
detesto dedo de seta
dissemino a cultura
pois só isso
me interessa
caminho devagar
pois também
já tive pressa
sem ansiedade
sem frescura
sem promessa
viver pela verdade
aqui agora
é o que me resta
sou linha de frente
não vim para agradar
valores são princípios
não tente negociar
a verdade tem seu preço
estou disposto a pagar
mais um dia se inicia
para me experimentar
na arena dos conflitos
feitos para me provar
na vida existem ciclos
abertos para fechar
a presença da mudança
ajuda a reciclar
ideias positivas
enriquecem o pensar
embelezo o pensamento
para poder elevar
entrego minha vida
para Deus abençoar
oração é vitamina
suplemento alimentar 
fortalece o espirito
ajuda a meditar
na busca pelo equilíbrio
o segredo é ponderar
como diria o mestre
cada coisa em seu lugar
hora de recolher
hora de se revelar
para ouvir o coração
preciso é silenciar
abra mão da distração
procure um bom lugar
onde possa sorrir
e também possa chorar
se sinta a vontade
inclusive pra gritar
se tiver uma cachoeira
para poder se banhar
natureza é remédio

farmácia popular
alto poder magnético
energia pra curar

O despertar espiritual
fecunda uma nova era
o espirito imortal
é o sentido da Terra
a vida se apresenta
aberta e renovada
pura consciência
percepção dilatada
pelo conhecimento
a rota foi alterada
a visão se amplia
horizonte se expande
gigante vira um ponto
e o ponto vira mutante
sou filho do universo
um espirito errante
exilado de capela
reencarnei como atlante
vivendo a lei de ação
no estilo bumerangue
pregando sempre a paz
cansado de bangue bangue
em nome da verdade
dou minha vida,
o meu sangue
onde você se esconde
em qual ato se perdeu
me diga qual é seu santo
que eu lhe revelo o meu
talvez seja um anjo
um escriba ou fariseu
entre tantos reis
o mestre se fez plebeu
poderia ter sido anunciado
com trovões e raios
pela multidão recebido
e aclamado
mas testemunhamos
justamente o contrário
apenas uma estrela
foi o sinal necessário
pelos três reis magos
protegido e amparado
este é o relato
feito para refletir
se ele que era grande
se fez humilde assim
o que posso dizer
ou esperar de mim?

O sentido da existência
está sendo desvelado
mantenho a mente aberta
o corpo sempre fechado
vivendo o  fim dos tempos
que foram profetizados
desperta tu que dormes
venha sonhar acordado
já não temos tempo
todo apoio é necessário
quem assiste o irmão
por Deus é abençoado
tudo já foi dito
a 2000 anos passados
o que nos restou
do amor crucificado
nos limites do templo
seu exemplo sufocado
caminho na presença
do irmão necessitado
ofereço um sorriso
o aperto de um abraço
pois em sua rude face
vejo Jesus disfarçado
a vida é tão simples
eu é que sou complicado
tento focar atitudes
evito olhar pro lado
comparou perdeu
já diria o ditado
aquilo que for meu
com certeza está guardado

Eu vim do inferno
reconheço o meu lugar
quantos irmãos preparados
treinados para matar
magnéticos olhares
hipnose coletiva

multidão de seres
mortos ainda em vida
desprezam a Palavra
rejeitam a Sabedoria
se o ócio é remédio
a preguiça é letargia
 
não aceitam ajuda
preferem a teimosia

tem a mente fechada
a insanidade como guia
espíritos errantes
kamikazes, suicidas
legião de demônios
em atitudes destrutivas
disseminam o ódio
abrindo várias feridas
destilam o veneno
a chaga da hipocrisia
com sede de vingança
revoltados com a vida
colheram o que plantaram
os frutos de sua chacina
bem vindo a batalha
está é a minha lida
me preparo para a guerra
pois já vivo a guerrilha

dou minha cara a tapa
mato um leão por dia
desviando da maldade
presente em cada esquina

esteja ela apertada
ou no espelho estendida
seja cristalizada
ou em sua forma líquida
hoje respiro saúde
um novo estilo de vida
pela dor do aprendizado
compreendi a harmonia
sofrimento me ensinou
o valor da alegria
o peso da amizade
o preço da covardia
a presença da coragem
prenúncio da ousadia
a paz se faz presente
a prece é energia
eleva o pensamento
refina a sintonia
seleção de frequência
só vibração positiva
a mente é minha arma
pensamentos: munição

as obras realizadas
o escudo, a proteção

pois fora da caridade
não existe salvação
a certeza da vitória
a minha maior visão
rever minha trajetória
uma sábia decisão
aprender com a derrota
na humildade da lição

conhecendo a mim mesmo
cumprindo minha missão
além da disciplina
do poder da oração
atitude construtiva
conduta determinada
no inicio é difícil
parece uma longa estrada
cheia de armadilhas
repleta de ciladas
o que parece impossível
é o principio da caminhada
a vida me testa
tentando me revelar
o quanto vale a pena
todo dia acreditar
não tenho tempo a perder
nem tempo pra lamentar
a tristeza esmorece
quando ouso levantar
ergo minha cabeça

para o alto mirar
só é possível vencer
se ousar tentar

o desafio é exercício
terapia milenar 
a liberdade do processo
responsável de sonhar 
se sou livre para agir
sou aquilo que plantar
semeio a esperança
no intuito de encontrar
mil motivos pra sorrir
muito poucos pra chorar
se sou sua semelhança
fui criado pra criar
se um dia cair
mil vezes vou levantar
não tenho o que temer
pois aprendi a respeitar
o tempo é o senhor
o mestre a revelar
que nada permanece
tudo muda de lugar
se hoje estou em cima
em baixo posso estar
basta ter humildade
com paciência observar
acredito no mistério
no silêncio secular
se falar é prata
é ouro escutar
o que não tem remédio
é necessário aceitar
o passado é algo dado
impossível modicar
vários estão presos
mas cegos se julgam livres
as ilusões do mundo
levaram suas raízes
podem habitar o topo
ou as tristes marquises
se não tiverem amor
serão seres infelizes

Diante da mediocridade e do verniz político e social presente nas principais instituições cinematográficas, literárias, teatrais e acadêmicas do país, ouso dizer, que a verdade repousa solene nos braços do poder e da insana vaidade, digo isso sem o menor constrangimento ou qualquer tipo de ressentimento oculto ou camuflado nas "entrelinhas". Poderia dizer que assim como os ideias libertários outrora defendidos e esposados por jovens revolucionários foram esquecidos e abandonados pelos mesmos ao assumirem o poder, as nossas manifestações artísticas e culturais se transformaram em supremas caricaturas ostentadas e exibidas no intuito de angariar fundos e subsídios de forma indiscriminada  através do Estado. Artistas jazem esquecidos em algum recanto lúgubre e envelhecido caso não optem conscientemente por participar ativamente dos modelos instituídos por normas e critérios ditos oficiais. Não basta se enquadrar nas normas e regras emitidas pela ABNT é preciso ostentar títulos e projetos, participação em conferências, simpósios e seminários, além claro, de ser contemplado pelas leis de incentivo a cultura ou qualquer bolsa concedida pelo Governo. Poucos idealistas exercitam e executam a arte com total desinteresse mercadológico e acadêmico, escasseiam o número de pessoas que agem movidas por um sentido maior que a própria arte, que em sua essência representa uma das principais vias de acesso ao divino em nós. O objetivo de toda expressão artística, se é que existe, deveria ser o de operar uma profunda transformação na nossa maneira de sentir e perceber o mundo e os seres, nos tirar da mórbida passividade promovida pela maquinal rotina e nos levar a sermos agentes autônomos de nossa própria realidade e existência pois refletir sobre o próprio ato de existir não é algo tão simples e natural assim como se imagina. O esforço empreendido na busca por nossa essência nos afigura um dos mais belos movimentos e diligências a serem realizados por nossa alma, ávida por novos conhecimentos, faculdades e aptidões. Somente a experiência é capaz de fazer com que nos sintamos a vontade para emitirmos determinados conceitos e eliminarmos outros, algumas questões que nos afiguram importante num dado momento em outras não possuem nenhum sentido ou valor, sendo descartadas pela ação eficaz do tempo. Os nomes e títulos serão esquecidos e relegados ao vão esquecimento mas as obras irão se perpetuar além do espaço e do tempo, este pode ser um dos principais fatores que nos levam de encontro as grandes coisas, feitos e descobertas: nossa intrínseca vontade de "permanecermos" na eternidade, talvez este seja o segredo e o verdadeiro motivo que impulsionou os grandes inventos, experimentos e obras da humanidade. Nada além do desejo de se imortalizar através de sua própria obra, pois poucos poderiam saborear o resultado dos seus esforços e realizações como mera consequência da sua obstinada vontade e determinação em seguir a risca as metas e objetivos traçados com esmero, zelo e profunda consciência do caminho a ser percorrido e dos obstáculos a serem superados. A adversidade se revela como artífice de nossas forças e habilidades, pois ela norteia e nos impulsiona a mudança, nos retirando de forma saudável e criativa da estável zona de conforto, pois é preciso reagir e se reinventar caso quisermos participar de forma laboriosa e ativa dos processos inerentes a própria "vida". Enquanto alguns seres privilegiados ocupam as cadeiras de alguma agremiação literária ou promovem filmes e curtas a custa do nosso dinheiro, outros promovem por si mesmos a necessária catarse coletiva para que alguns poucos possam conseguir enxergar e perceber em si a razão maior de sua existência. Os verdadeiros artistas nunca irão sucumbir perante o rugido de qualquer pessoa ou instituição, pois viver de forma artística e original é seu modo de vida, depende disso a sua sobrevivência mais do que a própria existência.

 
Atualmente as redes sociais se transformaram num repositório de opiniões e num grande aglomerado de pseudo especialistas, muitos querem e todos podem emitir o seu juízo sem possuir profundo conhecimento do tema esposado: desde pequenos comentários sobre jogos de futebol à análise da política internacional. De fato, todos somos pensadores natos e a facilidade com que temos acesso as informações nos permite refletir e sondar os mais diversos temas e assuntos. No entanto, várias  pessoas parecem se sentir incomodadas com este fato: do povo se meter a pensar e a emitir opinião. Nada mais injusto e preconceituoso, para tanto vale lembrar do célebre filósofo iluminista francês Voltaire  "posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las". Triste é constatar que nós brasileiros carregamos o pesado fardo de sempre sermos retratados como o país do futuro,  como se não fossemos capazes de assumir nosso presente. Infelizmente, ainda não admitimos as nossas raízes, não nos orgulhamos da nossa história e dos nossos antepassados, nossos filhos buscam anestesiados alhures antigos soníferos ideológicos: "países distantes", "pátrias longínquas", nações heroicas, quiçá orgulhosas de sua história e conquistas mas que ainda respiram na decadente atmosfera elitista   preenchida pelos tóxicos gases das  convenções e tradições seculares.  Poderíamos refletir um pouco mais sobre as bases que se fundam este pretenso orgulho, pois deveria ser muito vexatório orgulhar-se da dominação e exploração indiscriminada  de povos e seres, de bens e recursos. Um dos principais motivos de não nos aceitarmos no presente é justamente o fato de evitarmos mergulhar nas profundas águas de nosso remoto passado, isto nos impede de crescer e evoluir, em todos os sentidos e aspectos. O que era para ser uma regra, tornou-se uma exceção: é muito raro você encontrar um brasileiro disposto a conhecer e desbravar a sua história e origem, poucos possuem conhecimentos sobre a cultura e os costumes de nossos povos ancestrais: os indígenas   e os negros. Mesmo com a imensa diversidade de tribos (guarani, guajajara, ianomâmi, xavante, pataxó, tupinambá, etc)  e nações (nagôs, jejes, fantis, axântis, gás, minas, malês, hauças, kanuris, tapas, gruncis, fulas e mandigas etc) , com a riqueza linguística que permeia várias palavras de nosso idioma ainda sim não despertamos para o fato que temos um imenso contingente de informações e relatos a serem transmitidos e estudados, seria uma das mais belas formas de reparação aos danos e atrocidades cometidos contra estes povos no decorrer dos últimos cinco séculos. Seria muita ingenuidade não reconhecer o eurocentrismo implícito nos livros didáticos desde do de  História ao de Ciências, os mitos africanos que remontam mais de sete mil anos não são citados e nem sequer mencionados, ao contrário, são relegados a segundo plano enquanto Ilíada e Odisseia são descritas e erroneamente difundidas como os primeiros poemas épicos do planeta, o que é um grande absurdo tendo em vista a vasta produção poética e literária hindu, onde se destaca os vedas e os upanishads. Por outro lado, temos uma pequena massa ressentida por termos sido dominados e colonizados por portugueses, ora, basta lembrar que na época Portugal era uma das grandes potências mundiais, ao lado da Espanha, seria quase inevitável não sermos "descobertos" leia-se invadidos, por uma destas nações. Poderíamos discorrer sobre os benefícios adquiridos pelo fato de termos sido colonizados pelos portugueses desde da herança linguística, cultural e social até os malefícios - todo bônus tem seu ônus  - produzidos pelo peso excessivo de uma vampiresca monarquia forjada por burocráticos parasitas sociais disfarçados pelos títulos outorgados em troca de favores e privilégios pessoais, um imenso contingente de seres destinados a sobreviver a custa do "Estado", reflexo que se estende até os dias atuais. Mas não podemos deixar de notar as vantagens advindas de tal processo, pois devemos a ele o fato de termos sido educados sobre as bases europeias, e longe da estéril discussão sobre a legitimidade da invasão, não podemos deixar de perceber que isto nos aproximou do berço da civilização ocidental, lançando as raízes que nos iriam distinguir enquanto povo, pois é justamente este laço: português, africano e indígena , que nos caracterizam sobremaneira. Portugal, além de nos trazer a cultura, a ciência e a filosofia, nos ofereceu a imanente  musicalidade da língua portuguesa o que nos rendeu notáveis poetas e músicos de todos os estilos e matizes; a magia dos ritos africanos nos concedeu um dos mais belos sincretismos religiosos do mundo, deu frutos a um ritmo, luta e rito únicos e absolutamente originais, o samba, a capoeira e a umbanda respectivamente,  sem citar os dribles infernais proporcionados pelo molejo e a ginga de verdadeiros gênios da bola; o índio nos cedeu sua relação de amor e respeito pela natureza, novos temperos, novos sabores, conhecimentos milenares sobre o uso de ervas e raízes, plantio, caça e pesca, além de sua religião milenarmente ancestral. Esta miscigenação nos confere atributos únicos e inestimáveis, para o bem e para o mal, pois não podemos deixar de dizer que o português nos trouxe a preguiça e a vontade de tirar vantagem de tudo e de todos, o índio a desobediência e a incivilidade e assim como o negro a forma de pensar as coisas miticamente nos distanciando sensivelmente do aspecto prático, cientifico e racional da vida. Isto tão somente nos serve como possíveis parâmetros na tentativa de compreender melhor a nossa recusa em aceitar o outro enquanto ser vivente, logo pensante (cogito, ergo sum). Se quisermos crescer e evoluir enquanto nação devemos buscar (re) conhecer nossas raízes, matrizes e tradições assim estaremos dando o primeiro passo sincero em direção a aceitação plena do (pensamento) outro. 

 
 
Estamos passando por um momento de transição planetária e as ocorrências podem ser sentidas nos níveis físico, mental e espiritual sendo que as revoluções ocorrem em todas as áreas e sentidos. Profundas transformações sociais, políticas e econômicas estão ocorrendo em vários pontos do globo e considerável parcela da população mundial ainda sofre com problemas de ordem estrutural: comunicação, saúde, transporte, educação, energia e segurança. O modelo capitalista vigente norteia a forma de produção e de formação da cultura à utilização de nosso tempo, da percepção que temos do mundo ao desenvolvimento de novas técnicas para o plantio e manejo dos alimentos, da criação de novas ferramentas de interação social ao estabelecimento de doenças psíquicas e de stress extremo, por esta e outras razões o mesmo deve ser repensado e discutido sob a ótica da preservação e manutenção do planeta, pois o que num primeiro momento afigurou como visível propulsor do desenvolvimento e do progresso hoje pode ser considerado como palpável sintoma da decadência e do descrédito. Não podemos nos esquecer dos verdadeiros fins e intuitos pela qual foram criadas e disseminadas a cultura das máquinas: fazer com que um maior número de pessoas tivessem acesso ao mesmo bem e produto; reduzir o esforço físico e a jornada de trabalho (pesado ou não); aumentar o número de horas livres do ser para que o mesmo prime pelo cultivo e desenvolvimento de suas potencialidades latentes entre elas o desabrochar das faculdades artísticas, cientificas, filosóficas e transcendentais. O progresso tecnológico veio para libertar e   não o contrário, para escravizar e fazer com que o mesmo se sinta sobrecarregado, aprisionado a uma vida pautada em função das leis de mercado e do grande capital. No entanto, apesar dos grandes avanços, ainda precisamos rever certas leis trabalhistas, instaurar um novo modelo agrário que contemple o pequeno produtor e destine um pedaço de terra para todo e qualquer ser vivente. 
 

Paralelo a isto observamos a quebra de paradigmas, padrões e conceitos comportamentais como o soerguimento do feminismo, do movimento gay e dos grupos favoráveis a liberalização da maconha por exemplo. Nos aspectos filosóficos, científicos e religiosos, contemplamos uma série de novas ideias, descobertas e práticas meditativas que nos impulsionam ao lento e gradual desvelamento de nosso ser e da própria existência. "Novos" questionamentos e sugestivas respostas apontam para uma realidade totalmente diversa da que hoje vivenciamos e acreditamos ser empiricamente possível. É possível encontrar relatos entre os mais diversos povos sobre a sobrevivência da alma e apesar de ignorarmos aspectos básicos inerentes ao nosso próprio processo evolutivo e desejarmos ardentemente nos portarmos como crianças universais, forças invisíveis do cosmos preparam o solo para que a semente do espirito germine e renda bons frutos. A sutilização de nossos corpos astrais irão permitir o desvelamento de novas faculdades, e finalmente iremos nos libertar dos nossos medos, preconceitos e traumas, pois não teremos mais dúvidas, anseios e inseguranças, estamos nos aproximando de uma era de luz e claridade, e mesmo que algumas profecias apontem para o fim, isto será apenas o começo, apesar dos tempos difíceis que se aproximam, todo neófito e estudante sincero, desejoso de encontrar respostas para aparentes questões insolúveis encontrará em si mesmo um manancial de saber e fonte inesgotável de aprendizado, iremos nos aproximar da realidade última das coisas através da prece e da meditação, a religião irá se diluir nos rios da ciência e da filosofia, sua presença será meio e não fim último da vida ou de uma suposta salvação, não haverá espaço para aqueles que ousarem doutrinar através de dogmas, prêmios e castigos ou que ousem exercer seu domínio pelo medo e pelo terror pois atravessamos séculos para aprender que o verdadeiro agente transformador das consciências e da nossa maneira de reagir perante as adversidades da vida é o amor que constrói, une e agrega e a razão que ilumina, amplia e discerne.

 
empreendedorismo
estilo agressivo
superfaturamento
lucro abusivo
individualismo
perfil mercenário
tempo é dinheiro
proibido olhar pro lado
mão de obra barata
exerce duplo fascínio
primeiro economiza
depois garante domínio
sem acesso aos meios
de produção em massa
sua força de trabalho
produtiva sai de graça
altos investimentos
correndo muitos riscos
atingindo o sucesso
ignorando os avisos
sempre se excedendo
nunca chega atrasado
o trabalho assume
a dimensão do escravo
vive em função dos zeros
em sua conta bancária
sua vida espiritual
rendida à monetária
sempre anda alinhado
por todos aplaudido
é sempre respeitado
e cercado de amigos
exibe vários títulos
exerce sua nobreza
sabe se impor
se portar na mesa
sua fina gentileza
sempre admirada
goza dos aplausos
da plateia desvairada
postura egoísta
reverenciada
na lista da Forbes
anualmente coroada
valores invertidos
princípios corrompidos
nem tudo que é bom
é belo e colorido
cultura nociva
sistema engrandece
sem reflexão
fortalece minha tese

 
 

uso camisa de força
na boca uma mordaça
a ditadura do silêncio
opressão que se disfarça
dou vida ao personagem
reverencio a máscara
finjo ser submisso
participo desta farsa
talvez seja uma criança
fazendo breve pirraça
talvez seja só um louco
que pra outro faça graça
talvez seja um palhaço
perdido triste na praça
ou apenas um doente
bebendo sua cachaça
minha voz não é ouvida
e nunca é escutada
e minha alma presença
é sempre subestimada
me recolho no invisível
anonimato da raça


quantos amigos perdidos
rendidos e derrotados
quantos venceram o conflito
enquanto alguns desertaram
vários já se perderam
e outros se encontraram
alguns são reféns do medo
outros servos do Estado
alguns estão de joelhos
outros de braços armados
alguns estão sem bandeira
outros uniformizados
alguns tem tanta riqueza
outros desafortunados
alguns gozam de beleza
outros prezam o trabalho
alguns vivem na tristeza
outros em sonho acordado
alguns são de outro planeta
e outros deste escravo
alguns caminham no abismo
outros livres já voaram
alguns parecem vampiros
outros anjos enjaulados
desprenderam-se do mundo
do seu tempo atrasado
hoje atravessam céus
em ritmo acelerado
contemplam a imensidão
e a beleza dos astros
desvelam a dimensão
viajam sem deixar rastro 
muitos conseguem só ver
poucos querem enxergar
muitos conseguem ouvir
poucos podem escutar
o segredo do mundo
descoberto em um segundo
íntimo do universo
do seu silêncio profundo

 

Já estive em perigo
hoje tomo cuidado
com aperto de mãos,
elogios e abraços
no meio do sorriso
o inimigo camuflado
pelas minhas fraquezas
a todo instante provado
conheço o desespero,
o apelo do fracasso
evito jogar pedra
pois também tenho telhado
se hoje julgar
amanhã serei julgado
pois o que plantar
colherei sempre dobrado
nada irá faltar
me sinto sempre amparado
por Ti sou protegido
pois me reconheço fraco
És a minha força
a minha certeza
És o meu refugio
a minha fortaleza
ontem tive medo
hoje tenho coragem
vencendo o preconceito
o orgulho e a vaidade
cultivo a minha fé
alimento a humildade
valorizo o respeito
busco a serenidade
sei que não sou perfeito
mas luto pela verdade
reconheço os meus erros
perante a humanidade
espelho da consciência
exige honestidade
se ontem não sabia
podia justificar
mas agora sabendo
não posso me enganar
aquilo que não quero
devo sempre evitar
sei que é difícil
mas é possível tentar
o pior vacilo
é nunca se arriscar
o nosso destino
viemos pra conquistar
a luz se faz presente
para quem ousa sonhar
acima das estrelas
existe um bom lugar
mas dentro do coração
o melhor para habitar

sou o grito
o desperdício
a nova visão


o espirito
esquecido
pela sua
ego ambição

****************************************************

no paraíso
o sol excessivo
cega a alma
ilumina o espirito


nesta selva opaca
o corpo primata
mente enjaulada
nobre luz ofuscada



e no terreiro
tem batuque
tem candomblé
tem tambor
Atotô Obaluaê
__________________________________

no momento transição
respiro evolução
processo transmutação


no acorde do infinito
uma nova nota vibra
equilíbrio excessivo
harmoniza o individuo




paz para o espirito
luz para o indeciso
a experiência da crença
ameniza o conflito



rumores de guerra
no Planeta Terra


Inicio do Fim
Bem Vindo
a Nova Era

_________________________________________

entre profecias
evidentes visões
alucinações
longínquas constelações
sensíveis percepções
alteram-se os padrões
do nível vibratório
pensamento é energia
invisível é o óbvio
louco sonho real
viagem no plano astral
sem bagagem
sem know how

============================================

liberdade de verdade
é o que nos resta
o resto é bobagem
e não nos interessa

nada desta vida
nenhum morto leva
apenas consciência
leve, livre e desperta

eis um bom lugar
para se encontrar
dentro de você
poder comungar

seu estado de espirito
sua serenidade
sua sabedoria
seu poder
sua verdade

gozar sua amizade
na simplicidade
esboço um sorriso
pois isso é felicidade

sem notoriedade
ares de vaidade
o ego infeliz
só vê sua própria imagem

a  luz sua missão
o resto é desperdício
fruto da vil ambição

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

no interior
ruídos
lhe deixam
opaco

leve
livre
solto
vazio
sensato

em silêncio
trabalho

nada
disso
falo

apenas
respeito

contemplo
vislumbro

perspectivas
normais
de um
outro
mundo

coerência
racional
sistêmica
desaba

em frações
de segundo
o espanto
disfarça

e segue
sendo
outro

mas
sempre
foi o
mesmo

a mascara
em seu rosto

esconde
seu eu
verdadeiro

aqui
não
tem
segredo

nenhum
cômodo
secreto

a sombra
é fruto da luz
seu inicio
discreto

 
Quando adolescente, tinha prometido a mim mesmo, que nunca iria ousar pronunciar aquela velha frase diariamente repetida pelos nossos avôs: "antigamente era melhor" mas, infelizmente não consegui sair do lugar comum e hoje faço coro: no meu tempo era diferente. A indústria do entretenimento foi a grande responsável pela ruptura social e familiar existente no seio sociedade. Não é preciso ser nenhum expert para perceber que a simples presença do aparelho de TV em nossa casa provocou drásticas mudanças comportamentais. Imaginemos por um segundo a vida antes da televisão: os pais chegavam em casa e buscavam saber sobre a vida dos filhos e da esposa, pois isto lhe servia como entretenimento e distração dos seus próprios problemas; a cozinha era o lugar da família, com a TV passou a ser a sala; pais e filhos ainda ocupam o mesmo espaço; existia uma hierarquia definida sobre a escolha dos canais e a programação, geralmente a criança assistia aos desenhos nos momentos em que os pais estavam ausente; o homem assistia ao jornal e ao futebol e a mulher assistia novela, este modelo se repetiu entre várias gerações, no entanto, a facilidade de crédito,  o aumento da produção em série e o barateamento das novas tecnologias fez com que grande parte das pessoas tivessem acesso a um grande número de componentes eletrônicos. A família que antes era uma célula se dividiu em várias e hoje cada membro possui sua própria TV, computador, rádio e celular, para só citar os de uso mais comum. Cada qual possui um cômodo e reproduz no interior da própria família o comportamento individualista que irá reger a vida "lá fora". E assim passamos a reproduzir e alimentar todos os valores que conscientemente criticamos e atacamos: o excesso de individualismo, egoísmo e isolamento social. Ninguém em sã consciência ousaria defender este tipo de comportamento entre os membros da própria família. Por mais que a privacidade seja um dos principais elementos na construção de nossa identidade, pois acelera positivamente o principio de individuação, a partilha e o interesse pela vida do outro ocupava um lugar de destaque  tanto nas relações familiares como nas relações sociais. Hoje a arte do diálogo e do desvelamento de si mesmo está sendo paulatinamente substituída pela interação virtual, a presença que poderia ser sentida pela percepção direta de um simples olhar ou gesto está cedendo lugar a um  tipo diferente de relação. Não saberia pontuar os aspectos positivos e negativos desta forma de contato sem o peso de um determinado tipo de preconceito pois sou de uma geração que ainda era possível contemplar crianças subindo em árvores, brincando livremente pelas ruas, senhores sentados no meio fio contando "causos" relatos e experiências, desde simples piadas até as suas próprias vivências. A imaginação era exercitada na criação de histórias e fantasias, heróis imaginários habitavam nossas mentes,  em um segundo poderia surgir uma nova brincadeira, etc. Não seria capaz de afirmar de forma ingênua e descabida que as crianças de hoje estão destituídas do poder e da capacidade para tanto mas é inegável que o processo se dá por outros meios e formas. Por mais interessante e esclarecedor que pudesse ser a tentativa de compreender os processos pedagógicos de aprendizado, desenvolvimento cognitivo e relacionamentos interpessoais da criança, ainda assim estaria reduzido ao meu ponto de vista pessoal e particular, dificilmente teríamos acesso a um conjunto de experiências homogêneas que pudesse servir de referencial para uma pesquisa realizada com números e estatísticas fixas e imutáveis que  que nos servissem de molde e parâmetro  para o entendimento das gerações passadas, presentes e futuras. Hoje vivenciamos planos superpostos, e ao mesmo tempo que podemos contemplar crianças multifuncionais, que possuem o desenvolvimento de várias habilidades em si mesmas por outro podemos observar crianças que não possuem nenhum tipo de acesso ou estimulo externo para o despertar de seu potencial latente e criativo. Claro que certas ressalvas podem e devem ser feitas pois é impossível ignorar que antes do advento de determinadas tecnologias e do crescente sentimento de medo e insegurança despertado pela presença constante da violência e do aumento do consumo de drogas pesadas, entre elas o crack, as crianças brincavam entre si nas ruas e lugares públicos, eram responsáveis por legislar, executar e judiciar, ou seja, exercitavam desde cedo o conceito de cidadania sem a interferência de algum órgão fiscalizador externo pois criavam as próprias leis e regras de cada brincadeira. Todas eram executadas mediante o estabelecimento de um "consenso comum" e todos eram punidos de forma igual. O principio de isonomia era imanente, para dar um simples exemplo, podemos citar o pique esconde: imagine meia dúzia de crianças correndo desesperadas procurando o melhor lugar para se esconder, no inicio do pique foi tirado o famoso "zerinho ou um", os dois últimos tiravam no par ou ímpar, o que perdesse ficaria imbuído pela função de procurar. As regras eram bem simples: o que pegasse deveria virar o rosto para a parede, poste ou árvore e contar em voz alta até o número 40 por exemplo, depois disso poderia ir a procura dos demais. Para se salvar as crianças escondidas deveriam correr em direção ao lugar em que o pega era "batido" e gritar o nome assim ele estaria salvo. A medida que ia encontrando as crianças o mesmo ia correndo ao lugar de batida e dizia o nome do coleguinha. O último ou primeiro a ser achado estaria sendo responsável pelo pique, ou seja, temos neste pequeno exemplo, em termos práticos, as atividades que legislam, executam e judiciam. Não é preciso ir muito longe para afirmar de forma categórica que está prática estimula e ajuda a criança a desenvolver o senso de responsabilidade e justiça, de ganho e de perda e claro, aumento considerável de inteligência emocional no contato interpessoal. É lamentável perceber que as crianças estão sendo educadas para terem uma vida individual e isolada, com parâmetros, metas e objetivos bem definidos, numa sociedade que prima pelo sucesso e pela conquista de bens materiais acima dos bens éticos e morais dificilmente irá refletir seriamente sobre os ganhos e perdas de uma infância com menos tecnologia e mais liberdade individual a criança. Acredito que no futuro o próprio termo infância deverá ser pensado e discutido em outros termos e não naqueles que um dia tivemos a oportunidade de vivenciarmos. 

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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