latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

Imagine por um segundo a seguinte cena: um professor de filosofia dando aula sobre a importância de nós pensarmos por nós mesmos, em seguida, o aluno emite um juízo e o professor indaga: qual filósofo sustenta sua argumentação? Por estas e outras, me distanciei sensivelmente do ensino acadêmico e de suas diretrizes, suas matrizes respiram o ar decadente de velhos embusteiros do intelecto, professores que se ocultam sob uma espessa névoa de conceitos, preenchidos por vãs miragens subjetivas, reféns do medo, do orgulho e da insana vaidade de se julgarem os únicos detentores da verdadeira interpretação e sentido de um texto.  A maioria além de não  permitir ao aluno criar suas próprias ideias e sistemas, de certa forma o impede de percorrer o seu próprio caminho, criar suas próprias sentenças, crenças e afirmações, afinal, quem ele pensa que é para poder ousar este movimento livre e criativo? Tenho certeza que muitos filósofos se estremeceram de raiva e pararam de ler este texto quando se depararam com a palavra "crença", afinal, na filosofia em nada se crê, tudo se sabe, mas ouso dizer que tudo se renova, inclusive o sentido aqui empregado. Temos a crença que para se filosofar é necessário recorrer a terminologia filosófica utilizada na academia, quando várias questões poderiam ser formuladas sem necessariamente apelar para seu próprio ensino inclusive. Realmente, a primeira vista pode parecer contraditório, para um professor de filosofia defender este tipo de ideia, mas os questionamentos mais importantes sobre a nossa existência está próximo não só do filósofo como do comum dos mortais. Não existe nenhum ser humano, em sã consciência que não tenha pensado sobre a morte, a origem da vida e dos seres, que não tenha de certa forma se espantando diante da existência. A condição para todo processo filosófico é a capacidade de se espantar, pois as coisas não são tão simples como parecem, a realidade das coisas não reside naquilo que elas aparentam, mas naquilo que elas são de fato, a cortina de elétrons, nêutrons e prótons vela a essência de todas as coisas, a combinação de certos elementos, a troca incessante de moléculas, partículas, de matéria, proporciona a ideia de um incessante fluxo que sugere a ideia do permanente movimento. Questionar por si mesmo a sua própria origem é um ato de extrema coragem e beleza, pois quem indaga, pensa, quem pensa, além de refletir, busca por respostas, e estas não estão prontas, como estão inseridas no devir, estão sempre em constante mutação, apesar de alguns possuírem a crença no mundo das ideias, na existência de um plano imutável que pode ser alcançado pela pura abstração do intelecto, ainda temos algumas questões perturbadoras que nos levam de encontro ao pensar filosófico. A certeza inabalável da morte física é algo que nos leva a questionar a finalidade da vida, apesar de muitos acreditarem na ocorrência casual dos fenômenos, de rejeitarem sistematicamente toda ideia que possa estabelecer um certo sentido para o caos, isto não quer dizer que a mesma não possua um sentido maior totalmente diferente deste difundido pela sociedade contemporânea, que se apoia no saber como meio para atingir a realização de seus desejos e anseios mais íntimos e próximos, nem tudo aquilo que existe pode ser medido, mensurado e tocado, pelo menos nos termos estabelecidos pela ciência de hoje, no futuro as pessoas poderão admitir a possibilidade de cada pensamento emitido pelo ser humano possuir uma frequência e peso específicos, o que parece invisível, leve e sem nenhuma propriedade latente poderá ser estudado sob a mesma perspectiva com que estudamos um objeto. O estudo do ser irá nos levar de encontro a algumas questões importantes, que ao serem tratadas por instituições de cunho religioso, por exemplo, provoca divisões, discussões e todo tipo de sectarismo, ainda estamos longe de alcançarmos uma base comum, seja no âmbito do discurso, das práticas e dos ritos, apesar de algumas se apresentarem mais como filosofia e ciência, é na esfera do religioso que se concentra as suas atenções, temos um fascínio por tudo aquilo que ainda não conseguimos entender e explicar de forma racional, necessitamos buscar novos meios e modos para podermos compreender e entender determinados fenômenos. As leis da física são regidas por observações e experimentos, e cada uma tem a sua função enquanto agente especifico naquele tempo e espaço, pois de acordo com o espírito de cada época, todo cientista, filósofo e artista goza de um pequeno resquício da eternidade, além de serem sempre evocados dentro dos colégios e das universidades, suas obras refletem sobretudo a tentativa de compreenderem a origem e o fim último de todas as coisas, imprimir um sentido universal através de sua lente particular sempre foram as principais tentativas de todos os sistematizadores e fundadores de religião, fazer com que sua crença na imortalidade seja aceita como algo dado sem passar pelo crivo da experiência e da razão é algo bem improvável, e poucos ousariam optar pela admissão pura e simples desta possibilidade, acredito piamente, que se todos tivessem o poder e a capacidade de desenvolverem suas faculdades e terem de fato a prova irrefutável de certos fenômenos e princípios a partir da analise e do conhecimento de si mesmos, o mundo estaria repleto de seres conscientes e despertos, seres que já se despiram da falta de humildade de reconhecer a legitimidade de um criador e da existência do espírito eterno e imortal, sem romantismo ou qualquer tipo de idealidade religiosa ou ancestral, o mundo perdido se transformaria no mundo a ser buscado, pois a esperança se tornaria certeza, e a nossa percepção do tempo e do espaço se dilataria pela eternidade dos anos, os números e a vida seriam reduzidas as suas justas medidas e proporções, o futuro não seria algo a ser temido, mas sim entendido e perfeitamente previsto e modificável, visto as dimensões do tempo estarem todas intimamente entrelaçadas pelas leis de causa e efeito, ação e reação, não nos cabe aqui, delinear um quadro e oferecer fartos argumentos para que as pessoas possam sair convencidas de sua imortalidade, mas podemos sim, estar certos que existem certos convites que não podem e não devem passar despercebidos a uma alma mais atenta e sensível aos apelos do intelecto. A formação de todos os seres perpassa pelo contato consciente com o Ser Superior imanente a própria criação, a nossa maior preocupação deveria ser pela busca incessante da verdade, custe o que custar, o desvelamento ininterrupto e continuo da realidade a nossa meta e a sensibilização gradativa das nossas potencialidades o alvo, pois somente através da educação, da sutilização do espirito poderemos travar um contato direto e imediato com os seres de outras esferas, sem nenhum tipo de obstáculo ou perturbação proveniente de nossa inferioridade e da nossa ignorância. Precisamos nos abrir a certas realidades, caso estejamos interessados na melhoria individual e coletiva do planeta, a criação de escolas destinada a educar pessoas que reconheçam a importância e a necessidade de preservamos os recursos naturais, de mantermos uma postura de respeito e de afeto pelo outro, de valorizar sobretudo as relações humanas, mais do que a relação homem máquina, de restabelecer o ser ao seu verdadeiro lugar, pois apesar de não sermos o centro do universo, é preciso exercer o auto respeito e o auto amor, isto só será possível com o estimulo e o incentivo de fazerem as pessoas pensarem e agirem por si mesmas, de forma autônoma, totalmente livre e original, para isso "serve" a filosofia!  

A dependência química é uma doença incurável, progressiva e de determinação fatal. Seu diagnóstico é de difícil detecção visto que somente seu portador pode afirmar que o é. Vários são os motivos que podem levar as pessoas a usarem drogas entre eles podemos destacar os principais fatores: cultural, social e curiosidade. Movidos pelo ímpeto das novidades e para se auto afirmarem perante o grupo, milhares de jovens se aventuram por um caminho que muita das vezes se afigura sem volta. A primeira vista parece um exagero esta consideração, mas ao analisarmos friamente os números levantados pelas estatísticas iremos constatar que somente três por cento das pessoas que desenvolvem a dependência conseguem interromper o seu uso e ter sua vida de volta. O primeiro contato e estimulo ocorre de diversas formas. Acima de tudo devemos nos lembrar que nossa sociedade é essencialmente alcoolista e todos nós em algum ponto da existência já usamos drogas. Num primeiro momento, pode parecer absurdo mas ao questionarmos seriamente as pessoas, poucas seriam aquelas que não saberiam dizer qual o gosto de uma simples cerveja. As pessoas são impelidas, estimuladas a terem um comportamento ditado pela regras sociais e de convivência além da mídia que propaga e divulga o consumo de álcool como algo positivo, onde jovens se divertem felizes e contentes: seus belos corpos e alegria contagiante nem de longe corresponde a realidade de quem vive o drama de ter um familiar ou mesmo ser vitima direta do alcoolismo. O álcool, ao contrário do que é apregoado, é um droga pesadíssima e seu uso continuo leva a degradação física, mental, espiritual e social. A perda de auto estima, de amor próprio, de dignidade e auto respeito são apenas alguns dos aspectos negativos e perniciosos além das discussões, do desequilíbrio nas relações sócio afetivas, no ambiente de trabalho, no seio familiar e social. A pessoa se transforma num membro improdutivo da sociedade e sua vida torna-se em todos os sentidos e aspectos totalmente disfuncional. O  mesmo perde uma das mais preciosas faculdades de todo ser humano: o direito de fazer escolhas. Não tendo mais o poder de controlar a própria existência, se torna dependente da substância, de pessoas, lugares e principalmente de seu próprio comportamento insano e auto destrutivo. É interessante notar que um dos efeitos mais deletérios ocorre na personalidade do indivíduo, como passou anos se escondendo atrás do uso de substâncias que alteram seu humor, ele é incapaz de lidar com a vida como ela é: não amadureceu, pois não se confrontou; não se deu a oportunidade de crescer perante os desafios e adversidades normais da existência: preferiu fugir, se esconder, interromper seu processo evolutivo para ceder aos apelos imediatos do instinto e do prazer. O seu auto engano, a sua imaturidade e principalmente suas vontades, de origem egocêntrica, tirânica e individualista o levou a cometer os mais excêntricos abusos e excessos. Incapaz de olhar para si mesmo sem o véu das sensações promovidas pelas drogas, o mesmo se habituou a viver numa cortina de ferro, que só pode ser aberta mediante uma auto avaliação honesta, para tanto é preciso ter a mente aberta e uma dose generosa de boa vontade. Um dos maiores prejuízos sofridos por quem fez ou faz uso de qualquer tipo de substância é o déficit no seu coeficiente emocional. O mesmo não possui as ferramentas necessárias para lidar com os problemas que surgem no cotidiano da vida de qualquer pessoa, procrastina aquilo que deve ser feito no aqui e agora. Isto pode ser percebido no adiamento daquelas tarefas que comumente achamos chatas, pequenas e monótonas, como arrumar a cama, estender a toalha, arrumar as gavetas, colocar as coisas em ordem. Levando para aspectos mais relevantes da vida podemos perceber que se trata essencialmente de um pessoa que não sabe cuidar de si, que possui descuidos com seu aspecto pessoal. A maioria dos dependentes são pessoas imaturas e irresponsáveis que possuem a estranha mania de culpar pessoas, hábitos e lugares pelos seus fracassos, não assumem as rédeas da sua vida, são os primeiros a apontar e a fazer críticas ao estado, a família e a sociedade. Eternos insatisfeitos buscam a causa de seus problemas no exterior, se preferível, bem longe de si próprios, não passa pela suas cabeças que a causa de tantos males, insucessos e fracassos resida ao contrário, bem perto, dentro deles mesmos. Se tornaram mestres da manipulação, anos convivendo com uma farsa que acabaram por se tornar a própria, vivem sob a máscara do orgulho e da prepotência, arrogantes, se julgam melhores do que realmente são e vendem a imagem de serem possuidores de grandes virtudes quando na verdade sofrem de um terrível mal: a adicção.  O seu comportamento é totalmente modelado pelas convenções externas e não possuem parâmetros internos para auferirem seu auto valor. Caem repetidas vezes em avaliações errôneas sobre si mesmos e sobre as pessoas a sua volta, projetam suas insatisfações e não possuem nenhum pudor em apontar os erros e defeitos dos outros e da sociedade. Não possuem a honestidade para fazerem uma auto análise sincera, de reconhecerem em si mesmos os seus defeitos, não possuem a coragem e a lucidez para se auto criticarem, são verdadeiramente cegos em relação ao universo interno de si mesmos. Não se conhecem, por isto julgam, e ao julgar se sentem superiores somente para ocultarem a sua própria inferioridade, que se viesse a ser descoberta poderia distanciar aqueles que são objetos de suas atenções e mantenedores de seu estado de espírito doente, carente e deplorável. É possível a toda pessoa que sofre deste mal se recuperar desde que peça e aceite ajuda, desde que possua o real e sincero desejo de parar de usar. O uso deve ser interrompido imediatamente, e não há escolha: a abstinência deve ser completa e total. Uma para eles é muito e mil não bastam, uma vez que tenham ingerido qualquer quantidade de qualquer substância por mínimo que seja, já basta para desencadear a abertura de um ciclo vicioso marcado pela obsessão e pela compulsão de usar. A obsessão corresponde ao aspecto mental da doença: a sucessão de pensamentos e ideias relacionadas ao uso. A compulsão ao aspecto físico: uma vez que se inicia o uso não consegue parar. É uma doença com um poder extremamente auto destrutivo, de grama em grama de bar em bar o usuário vai cavando com suas próprias mãos o seu fundo de poço. Muitos acreditam que somente ao atingir este nível de completa destruição o indivíduo se rende e busca de fato as vias da recuperação. Muitos permanecerão no auto engano justamente pelo fato de não presenciarem e não atingirem este nível, pois sua doença se oculta na aparência dos jogos sociais, profissionais e familiares. Como possui relativo equilíbrio e não sofreu nenhum dano e perda grave acredita-se detentor do controle e dono de sua própria vida, ledo engano. Muitos não precisaram chegar ao fundo de poço para reconhecerem que possuíam sérios problemas com as drogas, inclusive o álcool, bastou uma auto analise sincera para poderem admitir que eram impotentes perante o uso. Isto varia muito, de pessoa para pessoa, pois é muito difícil definir e estabelecer, como foi dito acima, os parâmetros para afirmar que uma pessoa é realmente dependente. Um dos melhores caminhos para aqueles que querem e podem se tratar, é o encaminhamento as comunidades terapêuticas que ofereçam tratamento especializado baseado nos doze passos da irmandade de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Os passos se resumem em princípios espirituais que se postos em prática levam o indivíduo a ter um contato consciente com Deus e a ter uma vida positiva, saudável e produtiva. É de suma importância as frequências regulares as reuniões. A prática do programa possibilita um crescimento efetivo e satisfatório. É possível perceber a mudança em questões de dias: o físico é o primeiro a manifestar as diferenças e a adoção de novas ideias e princípios provoca uma mudança na mente, que passa a canalizar suas energias para a recuperação. O espiritual é totalmente renovado pois há uma mudança significativa na sua personalidade, ou seja, o mesmo além de evitar pessoas, hábitos e lugares, procura novas pessoas, novos ambientes e novos hábitos que além de agregar valor acrescente algo positivo em sua vida. É uma mudança que se dá paulatinamente, dia após dia. As vinte e quatro horas são adotadas como meio para aliviar o peso do passado e o medo do futuro: é uma medida terapêutica para que o indivíduo possa exercitar sua liberdade diária, sem perder o foco e a diretriz do essencial, que é não usar, custe o que custar. Um adicto limpo em pouco tempo colhe os benefícios da sua abstinência. Além das pessoas a sua volta notarem a diferença, ele recupera dia após dia a sua liberdade e sobretudo a sua vida, que se torna alegre e divertida sem necessitar de fazer uso de nada, pois já tem tudo: a própria vida.

perpétua poeira
 no baú
dos sonhos

assimetria
de sentimentos
passados

loucos,
surdos,
desventurados

pequenos surtos
vendidos
por ambulantes

traumas varrem
minhas eternas
sequelas

nos escombros
do tempo
vasculho miragens

pilhagens
de memórias
estendidas
no varal
da vida

lavo
minhas máculas
no tanque
da existência

varro
a poeira
do desanimo

limpo
a gelatinosa
ideia
do fracasso

aceito
e acolho
a luz do dia

nos refolhos
da alma

surgem
as caravelas
da coragem

os fantasmas
da aurora

os desatinos
de outrora

a espera
de alguém

experimento
o vazio
dos dias

no silêncio
das horas

na imensidão
da saudade

nos oceanos
da vida

cicatrizes
abertas

ações
curam
feridas

alguém
parte
em busca

de tesouros
longínquos

em terras
estranhas

profundos
abismos

seres
desconhecidos
entoam
líricos hinos

fantasiam
as dores

mitificam
pecados

adornam
virtudes

enterram o ser
na virtualidade
do momento
pregresso

pressinto
o prenúncio
da carne

algema
invisível
que se
rompe
nos delírios
concretos
da noite

açoite
de desejos,
martírio
da vontade

estradas
repisadas
pelo caos

amaldiçoam
os bêbados
o trepados
e os sóbrios

sarcasmo
inerte
da matéria

os loucos
respiram
a margem

descansam
da cidade

suas retinas
viajam

nas dimensões
do ócio

nos abrigos
invisíveis
da alma

as sutis
sensações
do agora

navegam
na nostalgia
dos mares

respiram
a solidão
dos oceanos

acenam
alegres
para suas
próprias
dores

despedem-se
da humanidade
seu último
resquício

se despem
do imediatismo

da úlcera
suprema

vivem
no agora
livre
e fugaz
nada demais

ao homem
plantado
no chão

das convenções
e das certezas

cheio de si
e de outros
iguais

na mesmice
imposta
por suas
vistas

perece
o grito
sufocado
pela
aparência

se submete
ao crivo
e ao dito
dos dilemas!

ser
ou ter
eis
a questão!

 
 

talvez seja escravo da tristeza
ou mero servo da saudade
o que reside em meu peito
é a presença da vontade

toco o céu das cores loucas
dos tons cinzas de prata
o dia se despe, se despede
resta a noite, a madrugada

nem se quer por um momento
deixo de em ti pensar
será porque não me lembro
ou porque não sei amar

tanto faz se este verso
faz para ti algum sentido
ninguém no mundo sabe
a dor que no agora sinto

as palavras são pequenas
não podem expressar
a saudade dilacera
entristece o meu olhar

queria ser uma ave
para o céu atravessar
em um segundo estaria
pronto para te amar

os meus versos são simples
são escritos com verdade
o sentimento é verdadeiro
traiçoeiro como a realidade

sua presença na memória
me faz sempre despertar
menos um dia se aproxima
da hora de te beijar

seu olhar é algo doce
que eu gosto de fitar
ficaria a tarde inteira
somente a te observar

minha felicidade é simples
bem pequena e vulgar
está na sua companhia
no seu jeito de ser e estar

a longa distância me devora
me leva contigo a sonhar
não existe nenhum remédio
só me resta somente esperar


sinto vontade de te ver
somente lhe abraçar
contemplar a sua face
o brilho do seu olhar

é querer só estar perto
sem nada ter o que falar
ouvindo manso o silêncio
nós dois a se completar


ficaria a vida inteira
escrevendo apaixonado
só eu sei como sou feliz
por ter você ao me lado

o amor é uma semente
no coração semeado
cresce assustadoramente
em solo apaixonado

estes versos singelos
eu fiz para você lembrar
que existe um homem louco
pronto para te amar

olho agora para o céu
imenso e estrelado
faço apenas um pedido
permaneça do meu lado
 

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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