latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!


vi rude virtude
no palco da vida

tudo representa arte
mundo apresenta parte

mundo arte
tudo parte
reapresenta

a arte representa o mundo
projeção divina
esculpida
por uma
subjetiva
estética
analítica
fonte inesgotável de energia
imagine um prisma
com o poder do imã
ponto de vista

controverso
diversificado
diverso
significado
contra o verso
subjuga
o vulgo
confere
o jugo
isto é feio
aquilo é belo

arte, ator, artista

poeta musicista

plástico artista

aretê
ar
et
arte
ator, artista

imitam, protagonizam, inventam

a vida!!!


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no ideológico céu
de conceitos diversos
a arquitetura do universo
é um pálido reflexo
do poder divino impresso
neste planeta imerso
na caótica razão do verso!!!


******************************


Não me reconheço neste triste e velho adereço

Com facilidade nestes dias sombrios me entristeço

Como gostaria de poder morar em outro endereço

Talvez em Saturno, Marte, melhor Urano reconheço

Nem por um minuto sequer do Cosmos eu esqueço

A solidão com todo o seu peso me sobrecarrega

A esperança neste momento para mim é uma quimera

Quisera me ausentar por um segundo do planeta Terra

Quem me dera, Quem me dera, Quem me dera

Exposições de fantásticos quadros de miséria

Pintados com as fortes cores concretas da guerra

Um acervo emblemático, cujo conteúdo trágico

É banalmente retratado todos os dias no noticiário

(SEMPRE NO MESMO HORÁRIO!!!)

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esquecemos de nossas verdadeiras casas,

podaram impunemente as nossas asas

do amor essência só restou a nossa casca

nem mesmo temos o divino poder telepata

Neste corpo selvagem todo instinto é primata

o que verdadeiramente nos envenena e mata

é a substituição da espécie pelo conceito de raça

ingênuas, negras, fortes, brancas, amarelas e pardas

Daquele Jeito!!!


criar atividade

para uma nova idade ativa

na cavidade da vida subjetiva

cavar a vinda de uma era infinda

em que a ida seja ainda infinita

ensejo com isso lhe mostrar

que a mescla casual de palavras

pode ser no fundo inércia

de uma mente sutilmente vaga

embriagada à alma se rende

à estas combinações matemáticas

mas a substância poética é inclassificável

impossível contestar um fato dado

geometricamente linear na prática disforme

aglutinamos pensamentos uniformes

na tentativa inútil de ordenar o caos

premissa irrefutável para nos tornar imortal

no fim vencerão aqueles

que souberem destruir

arrancarem de dentro de si

o sentido de imensurável fruir estético

pois tudo é transitório e efêmero

neste renovável fluir eterno

blasfemo o extático

excomungo o parasita

no fim vale a afirmação da vida

e isto para todo poeta basta.


estimulado pelo medo e pânico generalizado

mais um negro do gueto se sente inferiorizado

sem auto estima para contemplar as belezas da vida

sua ínfima existência passa despercebida, obscurecida

sem sonhos ou estímulos que lhe injetem energia

somente reflete sobre o desprezo e a inevitável hipocrisia

nos olhos da sociedade regida pela indubítável lógica fria

de um sistema que exclui e determina

quem são os escolhidos de sua seita maligna

onde o egoísmo, a vaidade e o orgulho predomina

querem dizimar nossa etnia, enfraquecendo nossa auto estima

mas somos fortes descendentes de negros escravos, lendários

assim como um cometa que atravessa este planeta em segundos

quando morremos não vagamos simplesmente nos transmutamos

e pelo universo juntamente com nossa falange passeamos

e sorrimos quando vemos na mente vulgar estampado

o estranhamento por termos sido previamente avisados

de que no dia do banquete divino seríamos convidados

por muito tempo, desde que pisamos nesta terra, esperados

no céu o solene cortejo de milhares de espíritos

todos unidos pelo poder verdadeiro de um único rito

o amor universal que nos envolve e nos enlaça

fazendo nos esquecer das diferenças de credos e de raças

tecemos nossas vidas de acordo com os nossos atos

mas os pensamentos também neste molde se encaixam

tudo é vida é movimento, e o que para nós é sutil, para outro é palpável

é preciso ter a mente aberta para novas idéias e concepções

se não quisermos nos tornar reféns de nossos preconceitos e ilusões


Hediondo ato suicida
imperdoável

transito pelo mundo invisível,
insondável

diariamente adormeço com dificuldade
por não conseguir apagar da memória
a sua insensata e terrificante imagem

planeta diferente com atos inusitados,
solenes
dias frios, mortos, imprevisíveis e quentes

tudo se mistura neste parâmetro articulado
é como um quebra cabeça montado ao contrário

não entendo muito destas coisas de amor
mas ninguém é livre se não pagar o impostor

o imposto é o tributo deste estado corrupto

o poema político descaracterizado pelo crítico
é um insulto linguístico no meio dito artístico

poetas revolucionários são raros, escassos
e dificilmente se encontram neste espaço

onde todos estão acostumados,
a receberem seus códigos decodificados

um site de procura inaugura uma nova era
onde a preguiça e a letargia mental impera

neste novo tempo de calculadoras e agendas
onde a memória nem se quer se lembra
de seu último esforço empregado

queremos sempre ser os primeiros
mesmos que estejemos errados

a tecnologia nem sempre representa o progresso
e a mediocridade nem sequer reflete sobre o verso

é preferível me rotular e me julgar sequelado
do que por um minuto se imaginar deste lado

continuo na minha rica batalha diária
em que a poesia é minha filha abastada

o luto é apenas temporário, acaba no túmulo

minha roupagem terrena é perecível e pequena
perto da luminosidade eterna que minha alma encerra

verdadeiro profeta é aquele que ousa ser si mesmo
sem medo do preconceito e dos olhares alheios,

normal


o sóbrio menino sombrio
compõe seu ébrio som
dissonante

letras consideradas subversivas
versam sob o sub mundo da vida

desconhece a lei orgânica
regida por um organismo estatal

reconhece a ignorância
de seu regime ancestral

força bruta dilapidada
eternizada nos confrontos

Observo, mudo, o concreto
concerto incerto de credos
verticalmente reto
mirando inconsciente
vertiginoso espaço céu

Naquele prédio o tédio
é burocrático
Precisa-se de alguém para autorizar
Nada anda naquele andar
aleijado
chama-se Estado

Apenas o elevador
eleva a nossa dor

e nossa Miss Éria
Continua desfilando!


Vejo um circo montado às avessas... Os palhaços deste circo, ao contrário dos que conheço, preferem rir do quê propagar a alegria em lar alheio. Sorriem de nosso sofrimento. O jornal precisa da tragédia. A tragédia é o sentido do universo, senão deste planeta. A miséria estampada nas camadas periféricas provoca a repulsa dos que se vestem com a roupa adequada do sistema, não se despem de seus impulsos egoístas, ao contrário, se esforçam para possuírem sempre mais e mais. As nações de caráter beligerante se protegem de uma guerra invisível que se faz presente aos olhos inimigos que desejam ao máximo o excitamento do fogo ardente das paixões humanas. A besta fera que em nós reside gargalha perante a derrota e a tristeza de milhares que no palco da vida nunca terão a mínima chance de se tornarem protagonistas. Os animais descansam despreocupados e nós lutamos contra todos e contra ninguém. Nascemos preenchidos por um enigma, por um mistério insondável. Comportamentos ascéticos, estóicos, radicais religiosos clamam a Alá a benção para poderem matar em seu nome. A liberdade fictícia contida na retina de profetas adormece no idealismo ingênuo de rebeldes visionários. O toque de recolher é uma realidade em diversas cidades. O horário transformado em meio de nos enclausurar. Muralhas de ferro nos separam e cresce assustadoramente o número de fronteiras. Estamos juntos mesmo estando separados, ao mesmo tempo, ao mesmo espaço. Romper com os limites impostos por nossa humana condição não é suficiente, não basta ter certeza é preciso experimentar. O experimento conosco mesmo nos define e nos divide, numa hierarquia infinita, entre aqueles que sabem, aqueles que imaginam e os que nem sequer cogitam da existência de uma possível verdade universal. Caminhamos desprovidos de um olhar mais aguçado e no tempestivo mar das vaidades humanas nos perdemos no colossal labirinto das futilidades e das artimanhas criadas no intuito de iludir nossa mente. Nem mesmo sabemos o que é o verdadeiro amor. Sentimos de fato a dor e até mesmo sua presença não inibe nosso comportamento vil e selvagem. Poetas, mártires, inumeráveis possibilidades de contraste em meio a reduzidas perspectivas convergentes. A revolução coletiva foi abortada em função de um estilo de vida extremamente individualista e alienante. As portas de nosso ser está fechada ao verdadeiro encontro com o outro. Por isso a inexistência de proselitismo no seio espírita me convence da dificuldade de reunirmos quatro corações sinceros, carregados do mesmo propósito e do mesmo fraterno sentimento. Urge defender abertamente uma posição condizente com nossa mais íntima vontade de renovação e mudança.


meu verso
é um protesto
manifesto

contra todo tipo
de amor
ao inverso

doravante levante
uma bandeira
liberdade tardia,
herança mineira

seria a honraria
exibida na prateleira
o enfeite desejado
na hora derradeira?

este
verso
raquítico
requer
um
remédio
salutar

para
que
seu
corpo
que
hoje
se
encontra
em
estado
vegetativo
nunca
deixe
de
res
pirar



Minhas lisas lentes lesadas


pressentem





o luto imanente


ao limite do mundo,





no local da labuta


leio na lacuna verbal


o conselho impresso


nos classificados do jornal





Meu lar: labirinto interno indecifrável





Lento sussurro,


licito o céu





atravesso os mundos


e em todos


vejo o enfático destino cruel





morte: terra, pó, verme





No calendário,


dia de finados





um fino trato tardio


no feriado





Na beleza do cheiro flores


Na ternura dos rostos lágrimas


Na lembrança dos corpos temores





Deus no céu se embriaga


Na presença de sua criação





Para a alma basta


um sopro de consolação





eterno sofrimento infindável


irrealizável desejo imediato





viver é ver ao avesso


o que existe


por de trás dos túmulos





vidas, arrepios, murmúrios


chão de lamentação,





degusto sua dor


saboreio sua agonia


experimento com malícia


a textura grelhada de sua carne





algoz que na noite expia


seus sonhos dilacerados





sou um verme


na sua mente


implantado





sou um cadáver


a andar vivo


na luz do dia





sou a quimera


recitada pelo poeta





hoje tudo é fúnebre e cadavérico


neste lindo florido cemitério

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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