latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

Diante de uma mídia alarmante e sensacionalista, onde a tragédia trasmuta-se em pontos no ibope, as pessoas respiram o pesado ar da insegurança e da descrença. Como se não bastasse ficar oito horas acorrentadas a tarefas que lhe são impostas arbitrariamente, ainda são "obrigadas" a suportar o peso das tribulações alheias. Isto, num primeiro momento pode soar como uma falta de caridade, mas as vezes somos sobrecarregados com tanta informação de teor negativo, de que adianta eu saber de có todos os males do mundo? Não seria mais proveitoso ver a exemplificação de bons hábitos e belos costumes?
É fácil criticar a mídia, mas não podemos perder de vista que se trata de homens. A palavra homem tornou-se sinônimo de interesse. Em que a mídia está interessada? Em nos informar? Em nos entreter? Qual a base de sustentação ideológica? Em que se apóia? Quais são seus fundamentos e suas prioridades? A construção de um mundo mais justo e mais humano deveria ser a pauta do dia de todos os seres.
Ora, as principais redes de televisão não são instituições de caridade que vivem da esmola alheia, precisam se manter e pagar suas "contas". Seus contribuintes são variados e vão desde o dono de uma rede internacional de azeitonas até o presidente da república. Para a mídia se manter é preciso vender. As palavras chaves se resumem em compra e venda. É preciso primeiro criar um vínculo entre o consumidor e o objeto. Cabe ao bom vendedor entrelaçar o cunho de necessidade ao seu produto. É quase uma obrigação ter "isto" para ser "isso". O "isto" nem sempre é necessário e o "isso" nem sempre é a verdadeira felicidade. Ao imantar essas imagens e dar notoriedade ao lado falso da moeda, a mídia é responsável pela elevação do sentimento de frustração e impotência perante a existência; temos que levar em conta que vivemos num país com uma enorme desigualdade social e que a maioria de seus habitantes economicamente ativos ganham um salário irrisório que lhe impede de usufruir das novidades do sistema.
Há uma previsão da Organização Mundial de Saúde de que trinta por cento da população mundial irá sofrer de depressão nos próximos anos. A depressão para ser compreendida em sua totalidade deve ser analisada a partir de uma ótica multifocal, os componentes psiquícos, biológicos, químicos, físicos, o meio em que a pessoa está inserida, seus gostos e aptidões, sua família, suas crenças internalizadas devem ser estudadas paulatinamente, formando um todo interligado onde a parte afeta o todo e onde o todo só pode ser compreendido por suas partes, realizando desta forma uma possível síntese do processo. O grande lance da contemporaneidade é saber ver a ligação entre as partes... tudo está contido em tudo, mesmo que em planos superpostos. Você deve estar se perguntando onde entra a mídia nisso tudo? Em tudo poderia dizer. Ora, quantas horas as pessoas ficam em frente ao programa de televisão, principalmente os jovens e as crianças? A alimentação, os hábitos, o vestuário, a linguagem, o comportamento ético moral é absorvido de forma imediata e direta. O que é o bom e o que é ruim? O estudo da filosofia é extremamente necessário para podermos levantar certos questionamentos imprenscindíveis na formação de uma consciência crítica, autônoma que se eleve por si mesma ao universal; que tenha a coragem e o principalmente o poder de fazer uso de seu próprio entendimento. É interessante elevar o pensamento da maioria das pessoas aos estado de total desconfiança sobre suas crenças mais íntimas e por isso mesmo mais valiosas? É interessante pra quem e pra que? As pessoas tendem a adotar precipitamente comportamentos pragmáticos de resultados imediatos, concretos, visíveis, palpáveis que lhe rendam frutos aqui e agora. Não há um verdadeiro planejamento tendo em vistas a eternidade da alma e o desabrochar de suas potencialidades. A finitude da vida faz da morte a conselheira mais próxima: "todos iremos morrer mesmo" "de que adianta viver uma vida de austeridades e sacrifícios se tudo vira pó". É preciso alargar os horizontes e tentar transcender essa realidade. Diante de tantos problemas, que sabemos não ser de ordem imaginária, nem caprichosa, seria muito fácil nos rendemos ao pessimismo mas sempre há uma saída e diante de tal postura sempre existe outra otimista. A verdade é que não nos devemos abater diante das adversidades, pois de nada adiantará, o nosso destino está em nossas mãos e através do auto conhecimento poderemos desbravar outros mundos, outros sonhos e outras perspectivas... bem mais enobrecedoras!!!!!!!!

Após uma sucessão de fatos marcados por uma desmedida embriaguez, o corpo contraído ressente-se e alma, envergonha-se. Mas de nada adianta enclausurar-se... a exteriorização de nossos atos apenas reflete o que carregamos dentro de nossa mente que assim como nosso quarto dever ser diariamente limpo e revisto. Crescemos e nem sempre percebemos que a roupa que na estação passada nos servia confortavelmente talvez não sirva mais, isto não quer dizer que iremos descartá-la de forma irrefletida, se ainda está nova podemos doá-la.... assim são as idéias, em determinado momento adotamos certos pontos de vista como verdades absolutas e universais para noutro instante nos desfazermos como uma roupa velha. Quando adolescentes nos iludimos facilmente em relação a realidade, fantasiamos coisas e seres e acreditamos piamente no poder de transformá-los a nosso bel prazer.... a inocência faz parte do processo e a ingenuidade que antes nos servia como escudo, quando crescemos torna-se um empecilho. Se quisermos caminhar seguros a rota da evolução, devemos primeiramente sermos sinceros conosco mesmos em primeiro lugar, depois perante os outros! É aquela clássica pergunta: o quanto de verdade somos capazes de suportar?
A primeira ordem vigente que claramente percebemos ao nascermos é a instituída em nosso lar, quantos sim e não ouvimos até que finalmente poderíamos decidir por nós mesmos quais caminhos seguir... a escola com certeza foi a segunda e quantos professores não foram responsáveis pelo aprimoramento de nosso ser? Mas quantos também não foram cruéis ao extremo de não darem créditos ao nossos sonhos... ao se fazerem porta voz da verdade muitas vezes emitiam juízos que mais se assemelhavam a uma tentativa de justificarem os fracassos de suas vidas.
Diante de uma mídia alarmante e sensacionalista, onde a tragédia trasmuta-se em pontos no ibope, as pessoas respiram o pesado ar da insegurança e da descrença. Como se não bastasse ficar oito horas acorrentadas a tarefas que lhe são impostas arbitrariamente, ainda são "obrigadas" a suportar o peso das tribulações alheias.

filosofiahindu@hotmail.com disse...
A poesia sempre embebedou-se nas fontes da loucura e do delírio, as percepções alteradas, seja por drogas - como no caso de baudelaire ( haxixe, ópio, vinho ), cruz e souza (chá de lírio,etc - ou por um divino extase de origem místico religiosa - tagore, murilo mendes, cecilia meirelles - provocam um arrebatamento que o poeta se transforma num verdadeiro Hermes, um mensageiro que se encontra na linha fronteiriça entre o que se convencionalmente chamamos de real e de espiritual. O poeta é um médium, é um ser que consegue ver além do tempo e do espaço, para ele não existem véus nem barreiras, tudo se mostra claro e límpido, as coisas se revelam de forma imediata e espontânea. A poesia é o instrumento, é sua morada, é onde ele faz vísivel, é onde ele materializa sua substância que é éterea e imutável... o espírito se corporifica... o poeta vivifica as palavras com seu ritmo e coerência. Como diria o filósofo francês Blaise Pascal: "Todos os homens são loucos e aquele que se diz são comete outro tipo de loucura". Mas não iremos nos entregar ao eufórico clima dionisiaco nietzscheano, ao contrário, iremos recorrer ao fantástico mundo abordado pelos loucos e não tentar interpretá-los mas compreender a sua unidade, única, singular e em sua percepção, perfeita, por que não?boas produções poéticas...

Hoje podemos adotar muitos pontos de vista sobre o mesmo assunto... Posso abordar um tema a partir de um ponto de vista global ou particular. As questões referentes ao consumo de drogas provocam discussões polêmicas que sempre irão envolver a família, a sociedade e o estado. As esferas públicas e privadas precisam se fundir se quiserem chegar a um ponto em comum que beneficiem e auxiliem de fato aquele que verdadeiramente precisa: o dependente químico.
Não basta fazer uma análise social e buscar as causas do problema, seria o mesmo que querer fazer um raio x na perna de um soldado com a perna quebrada em meio a guerra.

A verdade é que desde os primórdios os homens utilizavam certas substâncias no intuito de alterarem sua consciência, de poderem entrar em contato com uma realidade que transcendia sua percepção... Muitas destas substâncias tiveram e até hoje tem um caráter místico religioso. São tratadas de maneira sagrada e as pessoas que dela se utilizam sabem de suas responsabilidades e consequências. Num outro tópico poderemos abordar de forma mais aprofundada, no entanto não é este o foco principal desta abordagem.

Estamos falando de um problema de importância capital na evolução da humanidade. Todos possuímos certas necessidades e carências internas que precisam ser satisfeitas à luz da razão. Não basta buscar a felicidade fora de si, nem mesmo fazer com que a verdade seja refém de algo exterior a nós mesmos. Mas precisamos analisar o porquê de tantas pessoas buscarem nas drogas o alívio para suas frustrações e inibições... e se quisermos sermos mais ousados, afirmaremos que existem também aqueles que "aparentemente" não possuem "carências" mas que recorrem ao seu uso de forma sistemática e corriqueira e que se por um lado não apresentam os visíveis sintomas - desleixo com a aparência, desequilibrio nas áreas sócio afetivas, econômicas, religiosas, etc - que caracterizam o dependente químico - principalmente aquele que está no "fundo do poço" - possuem em si mesmo o gérmen da dependência latente.

Cresce assustadoramente a porcentagem dos usuários de drogas e os motivos são os mais variados possíveis, todavia, ao contrário do que poderíamos supor, o principal ainda continua sendo a curiosidade. Só para citar um exemplo: seríamos capazes de catalogar em quantos filmes o uso drogas aparece associado a imagens de bem estar e prazer? Não sejamos hipócritas; o uso de drogas, principalmente no ínicio, produz uma sensação de prazer e é descabível e desnecessário o relato dos iniciados... Também não podemos deixar de atestar o número daqueles que delas se utilizam por um breve intervalo de tempo e que não encontram necessidade de buscarem ajuda para poderem se desvencilhar da dependência, na verdade nem mesmo chegaram a desenvolver. Mas o perigo reside justamente aí, na impossibilidade de dosarmos a quantidade ideal para cada organismo, esse valor é uma constante inclassificável, visto estarmos tratando de seres únicos e individuais. Não é só! Quantas pessoas ao usarem o crack não ficaram viciadas na primeira latada? Sem dúvida, o crack possui um efeito devastador, incrível o seu potencial, a sua capacidade de destruir o ser socialmente, moralmente, espiritualmente, materialmente, enfim, não é a tôa que até traficantes que nunca usaram a lhe classificam como a "droga do diabo". Ela afeta o que de mais íntimo e precioso nós possuímos a capacidade de nos amarmos. Ela suga e retira paulatinamente o caráter da pessoa, cegando-a e deixando-a a mercê do destino. Precisaríamos de um tópico inteiro para abordarmos essa droga que com certeza é uma das mais indesejáveis em nosso meio, visto que sua presença é sinônimo de dor e desespero. Onde quer que se encontre o crack, ali estará a violência em sua forma mais brutal e letal.

Para não ficarmos demasiado extensos, não podemos deixar de abordar as leis que regem a sociedade em relação ao tratamento dispendido ao usuário. Quem é o usuário de drogas? É um criminoso? Qual o seu crime? Perante Deus com certeza a destruição de seus corpo, o templo do espírito. Perante a sociedade, as vezes nenhum. Ora, quantas pessoas fumam na maior tranquilidade seu baseado e nem por isso deixam de cumprir quase que religiosamente suas funções sociais. Nunca faltam ao trabalho, sempre andam bem asseados, são pessoas respeitáveis, que não deixam transparecer os sintomas de sua dependência. Esses são com certeza os verdadeiros doentes, são os mais cegos, pois não se acreditam portadores da dependência e muitos creêm piamente que são capazes de deixarem as drogas quando quiserem, eis sua maior ilusão.

As drogas atuam no organismo de forma similar, não distiguindo ricos ou pobres, bons ou maus, seu efeito é o mesmo, não digo isso em relação as viagens, pois com certeza as pessoas que possuem maus pendores serão sempre pertubadas pelas más viagens... trata-se de questões subjetivas e este por enquanto não é o caso. Vamos tratar do físico, do vísivel, daquilo que não pode deixar de ser diagnosticado e tratado enquanto é tempo. Os neurônios ainda são objetos de estudo e no futuro poderão ser contemplados como células regenerativas. Não nos cabe aqui delinear um quadro negro simplesmente pelo fato de sermos contra o uso de drogas, definitivamente não, mas não podemos deixar de perceber que as pessoas que delas fizeram uso por um tempo prolongado mais cedo ou mais tarde irão sentir na pele as consequências: perda de memória, baixo poder de raciocínio lógico, falha no pensar refletindo no agir, perda de funções motoras, lesões nos sistemas cardiovasculares, respiratórios, digestivos, etc, isso sem contar no stress, na depressão e nos distúrbios de origem comportamental e sexual, enfim a lista de males seria intermináveis. E o mais triste é que o mais das vezes as pessoas já estão comprometidas de tal forma que aparecem muitos sintomas ao mesmo tempo, desinteresse pelas coisas que antes lhe proporcionavam prazer, distanciamento dos amigos e familiares, descrença na espiritualidade, enfim....

O melhor meio de se ajudar um dependente é através do diálogo e da troca de experiências. A mútua confiança se faz necessária se alguém deseje realmente ajudar. É imprescindível a compreensão de que se trata de uma doença incurável e não de uma simples falha de caráter. Não se trata de um vagabundo mas de um doente: esta mudança de perspectiva é essencial para que se possa efetivar de fato o auxílio. As principais armas que devem ser usadas para combater o uso de drogas ainda serão o amor que une, a esperança que pacientemente confia na divina providência e a admissão do quanto somos impotentes para mudar o comportamento alheio sem a ajuda do envolvido. O dependente também desempenha um papel fundamental visto que a verdadeira recuperação se dá a partir do momento de que há um envolvimento verdadeiro do mesmo com sua "doença". "Só Por Hoje" "Muita Força"

Num mundo dito globalizado, podemos discorrer livremente sobre qualquer assunto sem o medo de sermos excomungados e lançados covardemente numa fogueira... no entanto... somos responsáveis perante nossa consciência sobre o que está sendo dito. Não temos idéia de quem serão nossos leitores...

Gostaria de lhes comunicar o inefável, o indizível, escolher belas palavras e interessantes temas, entretanto sobre aquilo que não podemos falar devemos nos calar!!!

As palavras possuem aroma, cheiro, sons, tonalidades diversas que suavizam a forma pela qual se expresssar; a preocupação pela linguagem sempre foi tema recorrente nas principais obras filosóficas de todos os tempos... nunca houve sequer uma separatividade entre a purificação da alma e a sublimação das palavras que reunidas numa sala possuem o encantador efeito de nos levar a uma dimensão harmônica ou caótica!!! A sua essência está fundamentada no conhecimento de quem escreve, sendo refém de sua sensibilidade e percepção. No entanto o sujeito que lê reflete... o conhecimento não nasce de uma submissa passividade, cega e arbitrária que digere todos os pensamentos sem um príncipio seletivo, natural e progressivo.

O que são as palavras senão o melhor meio de revolucionar o pensamento de toda uma geração?

A palavra não é apenas meio, é fim em si mesma. A instrumentalização da razão e da palavra possui a doce ilusão de que o conhecimento também não é um fim em si mesmo. Na contemporaneidade isso pode soar mal, mas é o preço que pagamos por descuidarmos de certos aspectos essencias: por exemplo. O porquê da educação e da aprendizagem. O que a primeira vista nos aparece como algo simples é de extrema importância no ato de educar. O educador precisa fazer com que o aluno pense sobre o próprio ato de pensar... A metafísica da linguagem. Até que ponto as imagens verbais não nos remetem a um estado de extâse e de manifestação de um conteúdo existente em outra dimensão. A dimensão éterea e universal abarcada pelos olhos de Deus!!!!!!
esse é só um esboço de alguns temas que dá pano pra manga...

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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