latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

Quando optei por fazer filosofia sabia, de antemão, das dificuldades que iria enfrentar... Sempre acreditei na educação como o único meio de transformação real da sociedade, no entanto, não posso deixar de manifestar minha indignação com discursos evasivos de caráter meramente mercadológico que visam acima de tudo acentuar discussões de cunho ideológico duvidoso. A arte de educar é um sacerdócio e as pessoas que não estão satisfeitas com seus salários que procurem outra profissão, conheço domésticas, pedreiros, faxineiros, garis, malabaristas, balconistas, que ganham bem menos e nem por isso saem por aí com este aspecto fúnebre e triste. Infelizmente, em nosso país, uma série de fatores contribui para que nossos jovens e crianças se sintam realmente inferiores. Não temos um incentivo real na formulação de projetos que estimulem a criação de uma tecnologia propriamente nacional. Apenas reproduzimos o que os outros já criaram. Culpados? Políticos, padres, pastores, mídia, pais, sociedade... todos em algum nível contribuem para este atual estado de coisas... Então faço a seguinte proposta, fora microsoft, fora orkut, fora msn, fora honda, fora yamaha, fora multinacionais, fora globo... o jovem brasileiro atingiu um nível de alienação tão profundo que não conseguiria viver sem estes "benefícios", tudo isso em nome de um suposto progresso... Creio que seria mais interessante a discussão em torno das soluções do que simplesmente apontar os erros e fazer comparações descabidas com outros povos e nações. Como diria nosso saudoso Serginho do Rock, não podemos nos tornar "terceiros mundistas revoltados". Façamos nossa parte, de boa vontade e se os políticos - classe esta que me provoca ojeriza - não estão preocupados com isso, façamos como Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá, que não precisaram desta esfera para exemplificar seus atos e propagar seu amor pela grande humanidade sofredora. O homem é um animal político, diria Aristóteles, Bertold Brecht acharia este tipo de discurso inadmissível, mas isto é o que eles pensam e não acredito em nenhum tipo de autoridade para fundamentar qualquer tipo de discurso... Por isso volto a frisar, quem quiser, hoje, no Brasil, se tornar um bom educador, não ignore as dificuldades, abrace a profissão ou a deixe por outra mais satisfatória e mais rentável. Não quero com isso defender abertamente a passividade e a submissão, mas já estamos cansados desta espécie de discurso que enfatiza de forma negativa o papel do professor reduzindo sua perspectiva em relação ao outro à dimensão mercadológica. Paciência e Amor são essenciais. Na verdade, são prerrogativas indispensáveis nesta luta que empreendemos todos os dias contra as mazelas e torpezas que se fazem visíveis aos olhos de todos. Acredito que se alguém lançasse uma bomba no senado não seria cruelmente condenado, ao contrário, seria digno de aplausos e de placa de honra ao mérito. Pense bem, o próprio Che Guevara só acreditou na revolução armada... Não existe meio termo... Se renascesse hoje no Brasil apoiaria com certeza o PCC ou o Comando Vermelho, não duvideis desta louca possibilidade. Ou os educadores procurem meios de atingir seu alvo, ou seja, fazer com que seus alunos apreciem o prazer de conhecer, ou se unam e reivindiquem de forma violenta seus direitos, pois essa lenga lenga de salários, más condições de trabalho, etc, irá se arrastar penosamente por muitas décadas, visto nossos atuais governantes não estarem interessados na elevação do saber e conhecimento da coletividade. Ou procurem outra profissão... ou melhor, deixem tudo do jeito que está.... talvez na ruína e decadência total do sistema esteja a saída, ou melhor, o começo dos novos tempos. Mesmo que nos transformemos em bestas feras, será melhor experimentarmos a dor e o sofrimento do que compactuarmos com o medo e com posturas covardes que não reconhecem este mundo como um lugar inferior e atrasado. Aos maus governantes, o peso de sua consciência e a ação do tempo serão remédios salutares que lhes lançarão no abismo vil de suas ações impensadas e irrefletidas, se não existe por um lado o inferno cristão, existe umbrais e abismos, regiões trevosas habitadas por espíritos malévolos que lhe aplicarão o corretivo necessário. Prefiro crer na justiça divina, pois as dos homens, em especial a dos brasileiros, está dançada desde muito tempo. A esperança é a admissão do sofrimento, é sinal de que as coisas não estão bem no presente e que devemos projetar no futuro nossas expectativas, se Cristo, que era bom, foi crucificado, o que devemos esperar, para nós? O céu das consolações celestiais? Não. Deveríamos, todos nós, sem exceção, sofrer cada vez mais, sorrir cada vez menos e não dividirmos com os outros o peso de nossas dúvidas e aflições. Somos imperfeitos e defeituosos. Deixe o paraíso material para os ricos, o sofrimento terreno para os pobres e o futuro celestial para os justos. O tempo é senhor soberano e verdadeiro de todas as coisas. Se os governantes preferem à rota da ignorância e da indiferença, beleza, colherão por sua vez, os frutos nas manifestações cada vez mais violentas daqueles que estão à margem. Seus filhos serão esquartejados, sequestrados, e eu, por minha vez, não terei nenhum tipo de compaixão. O salmo 109 para inimigo é categórico, que não haja quem tenha compaixão de seus órfãos, para quem sabe ler um pingo é letra. Por uma sociedade mais justa e mais humana, o extremado ódio contra estes princípios medíocres que emanam das esferas públicas, estaduais e federais... O barco da vida continua a navegar sob o mar da existência corporal... Mas o espírito, este sim, imortal e eterno, será objeto de estudo e meditação. Nos estudos econômicos do mundo ainda não estão contidos o egoísmo e a vaidade como os principais obstáculos a serem suplantados caso desejemos de fato vivermos numa sociedade mais justa e igualitária. Isto é só o que eu penso... Nada mais que isso...


Diante de um mundo repleto de seres incapazes de sacrificarem seus desejos em prol do bem estar coletivo, me sinto impelido a escrever sobre as misérias e torpezas humanas. Como se não bastasse o mal inerente a nossa espécie e condição, ainda somos obrigados a conviver com nossas próprias mazelas. Pressinto um fim trágico e respiro o ar fúnebre e decadente de um parasita social que vive as expensas do estado... Não me considero digno de pena nem mesmo faço minhas apostas em nenhum tipo de revolução, muito menos social. O egoísmo é o sentimento predominante e na eminência de refletir sobre certos aspectos considerados como dados imanentes a esta realidade, não posso aceitar de bom grado o respaldo de ser considerado membro ativo de uma sociedade frívola e incrédula que brincam ingenuamente à imagem e semelhança de deus. Quem são, estes seres, que a todo instante, nos submetem ao pesado fardo de seus delírios megalomaníacos e completamente incompatíveis com a realidade do espírito eterno e imortal.




O cenário cosmopolita, desejado por todos aqueles que apreciam verdadeiramente a singularidade e a diversidade, como fatores indispensáveis ao enriquecimento cultural de uma nação está sendo desestruturado e desmotivado em função de um comportamento estereotipado e dito universal. Ao queremos realizar a unificação dos povos pela igualdade de costumes estamos reduzindo as possibilidades de nos expressarmos e agirmos de acordo com nosso “estilo” inato.




Os povos ocidentais sempre se projetaram com uma falsa superioridade na tentativa de exportarem seu modelo de vida como sendo o único capaz de atingir a verdade. As possibilidades dos povos primitivos e das pessoas que não possuem o acesso ao seu modo de conhecimento sempre foram considerados mínimo e por que não insignificantes. A hierarquização da espécie sempre foi uma prerrogativa dos grandes ditadores e de todos aqueles que não conseguem enxergar na diferença a verdadeira razão de ser de nossa existência. O sentido da vida está justamente relacionado ao fato de nos expressarmos de maneira única e individual.







Enquanto determinados trabalhos são valorizados outros são considerados medíocres e capazes de serem realizados por qualquer pessoa sem instrução ou sem as ferramentas básicas do conhecimento dito acadêmico. A quantidade de horas, que deveria servir como o termômetro de nosso salário acaba por ser tornar um conceito obsoleto e injusto. O conceito de justiça está relacionado a manutenção do poder de uns poucos sobre a grande maioria. Quem dita as regras do jogo econômico? Quantas bombas atômicas serão construídas no intuito de nos auto defendermos de maneira errônea das grandes potências mundiais, reproduzindo desta maneira a sua forma de agir e pensar. A paz armada é uma realidade e enquanto investimos parte de nosso tempo e energia na construção de aparatos bélicos e perniciosos à manutenção de nossa vida no planeta estaremos retrocedendo no tempo e voltando ao estado de barbárie mesmo em meio a todas estas comodidades tecnológicas proporcionada pelo progressivo avanço da ciência.

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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