Latentes Viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

Seria interessante se pudéssemos voltar no tempo e termos uma aula viva de história. Veríamos que a realidade de hoje, mesmo com todas os seus problemas – ou se preferirmos: desafios – ainda sim é bem melhor do que o mundo de ontem.


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Nos falta uma análise crítica em relação ao modo de produção e consumo capitalista, que reproduz um estilo de vida egoísta e materialista pautado no individualismo exacerbado. Vivemos num planeta cujos recursos são escasseados e mal divididos: fato. O problema não está no consumo e sim na produção. Será que alguém ainda se questiona sobre a matéria prima e gastos necessários na produção de um carro ou caminhão?

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Quanto menor nossas necessidades, maiores serão nossas riquezas. O trabalho, que deveria ser fonte de renda, prazer e satisfação - principalmente nestes tempos de automação, em que as máquinas são responsáveis pela execução de grande parte do trabalho cansativo, repetitivo e pesado – se transforma num castigo, corretivo à ser aplicado a uma espécie que convive com o risco e perigo de ser responsável por sua própria extinção.

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Para quem se encontra no topo da pirâmide é extremamente vantajoso e desejável a perpetuação de uma sociedade organizada em hierarquias, com funções executadas e definidas por uma suposta meritocracia que oculta a luta e divisão de classes. 

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O grande medo, de todo e qualquer empresário ou político, verdadeiramente rico e poderoso, é o esclarecimento das massas e sua recusa em ceder sua mão de obra em troca de um salário irrisório. Se um dia os trabalhadores de todos os países reivindicarem a justa divisão de recursos e riquezas, a nobreza terá que descer do salto, deixar a casa grande e conviver com a senzala.  Eis seu maior medo: se reconhecer povo.

bem vindo aos novos tempos
extrema direita fascista
privatizando direitos
monopolizam divisas

os meninos na pista
sonham em ser sócio
todos querem ser dono
de seu próprio negócio 

sem tempo para a ócio 
jaz a poesia
construtores de pontes
mataram a filosofia

na tela do smart
acompanho em tempo real
o fúnebre cortejo
de seu lúgubre funeral

sem ciências humanas
a sociedade padece
sem tempo de escrever
ou ler a própria tese

o povo como gado
domesticado e dócil
absorve passivamente
o inaceitável como óbvio


O discurso promovido pelo ódio a um único indivíduo e partido concedeu concessões de venda e entrega de nossas riquezas nacionais, vide Amazônia, petróleo e Petrobrás. Sim, a esquerda brasileira deve ser reconstruída e repensada sob o risco de ver suas principais bandeiras naufragarem no tempestuoso mar do descaso, do desprezo e da indiferença. 

O preço de ter feito política a moda antiga, com alianças escusas e descabidas com raposas e aves de rapina da famigerada oligarquia foi pago com o impeachment e o inglório resultado obtido nas últimas eleições. Primando pelo “toma lá, dá cá”, negociando cargos e verbas, alinhando e submetendo seu discurso político e ideológico ao poder de mando e desmando do mercado e de megaempresários, a esquerda brasileira, sobretudo petista, colheu os frutos de seus atos em sua derrocada política e moral. 
  
A elitista golpista e destituída de qualquer caráter e critério ético e moral se viu imbuída da missão de privatizar ganhos e privilégios, enriquecendo o próprio bolso e empobrecendo de vez a nação. É mil vezes preferível entregar nossos recursos para os gringos do que deixá-lo na mão dos políticos corruptos e do Estado devasso. 

O neoliberalismo econômico e o conservadorismo político levou nossa classe média ao delírio, e o povo, como num surto hipnótico coletivo foi arrebanhado por uma legião de sanguessugas e vampiros, lobos em vestes de cordeiros.  Através de mensagens e imagens negativas, baseadas em mentiras (fakenews), reproduzidas à exaustão no púlpito e pela mídia conseguiram convencê-lo que o maior problema da nação era apenas um: Luis Inácio Lula da Silva do PT.  

O caminho para o soerguimento será árduo e pouquíssimas pessoas poderiam prever que em pleno século XXI seríamos capazes de temer o retorno a 64.  A cada dia amanheço sob a tônica do pessimismo e da indiferença. Difícil acreditar e alimentar a esperança em dias melhores tendo como presidente Jair Messias Bolsonaro. A verdadeira revolução não será promulgada através de ritos, leis e passeatas, conflitos, apitos e dissensões mas sim pelo esforço diário e contínuo pela elevação de classes e consciências. 

Os donos da Terra sorriem perante as profecias científicas e bíblicas, ignorando os danos e prejuízos a médio e longo prazo proporcionado pela exploração indiscriminada dos recursos naturais. Raríssimos estudos políticos, econômicos e sociais tratam de forma séria, metódica e acadêmica a nefasta influência do orgulho, da vaidade e do egoísmo na manutenção e perpetuação da violência e da miséria.

A melhoria de vida e condições de nosso povo se dará mediante a educação, a luta de classes e a libertação de consciências. O velho e carcomido discurso do “querer é poder” e da “meritocracia” serve apenas para atestar e legitimar, de forma embusteira e falaciosa, o “status quo” de uma elite ociosa, superficial e fugaz. 

O auto conhecimento é, e sempre será, o antídoto contra a ignorância e a inércia. O verdadeiro inimigo reside dentro e não fora. Os políticos, assim como os donos do poder e do mercado, poderão imprimir o efeito negativo de seus atos, se recusando a dividir riquezas e multiplicando as formas de medo e opressão, mas nunca poderão controlar os nossos pensamentos. 

O Brasil não é um país para principiantes, já profetizava o maestro Antônio Carlos Jobim. Difícil de ser lido, compreendido e interpretado num primeiro momento em virtude de sua dimensão continental, num segundo é forçoso aceitar o desafio de aprofundar o estudo de suas raízes, matrizes e origens. Além das diferenças geográficas, ambientais e climáticas, que resulta numa biodiversidade rica e complexa, de faunas, floras e sistemas, somos uma mistura de raças, culturas e credos. É necessário transpor o abismo da ignorância criado pela intolerância para nos libertarmos do cativeiro dos erros e preconceitos ancestrais. De que adianta a interpretação acadêmica, histórica e sociológica realizada por Buarques, Freires e Fernandes se do homem cordial ao bolsominion à uma longa fileira a ser percorrida?

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Admiro todas as pessoas que ousam pensar por si mesmas.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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