tolo
sagaz
articulado
lado
arte
manifesto
infesto
festa
frestas
segredos
desejos
velados
cores
volúpia
cigarro
baco
dança
orgia
energia
frequência
sintonia
devoro
palavras
mundo
gritos
gemidos
sussurros
teatro
máscaras
ilusão
cosmos
infinito
distração
música
poema
plástico
vomito
concreto
ilógico
mito
conceito
simbólico
hino
preceito
despótico
muda
telepatia
virtual
cor
forma
ideal
árvore
frutos
raiz
verme
abutre
aprendiz
sonora
abundância
de idéias
no caos
monossilábico
da vida...
imagem
passagem
ímpar
trânsito
caótico
de verbos
pulsão
primitiva
prima
por inércia
covardia
anorexia
___________________________________________
vivida
vi vida
passar
gemer
vi ver
----------------------------------------------------------------------
morte:
inicio
do fim
.
processo
prenúncio
do óbvio
anúncio
de acesso
ao ócio
perspectiva
extendida
ao nervo
óptico
vida
subjetiva
tecida
ao léu
existência
esquecida
na ida
do dono
codificadas
imagens
reflexos
sórdidos
receptores
lunares
inteligíveis
imagens
indizíveis
paisagens
físico
magno
ético
messiânico
mecânico
profético
céu
leste
abscesso
doce
beijo
obcecado
cercado
seca
cerca
seco
lago
espelho
alado
lodo
diario
diodo
doído
endoidado
endiabrado
iodo
moinho
moído
imaculado
olvido
ouvido
eu vi
o vidro
ofuscado
diamante
depreciada
gema
urra
livre
no tempo
a passar!!!!
(neutros ou aliados não importa
é o mesmo cenário)
(israel tem interesse tbm)
no futuro veremos cristo.
O mito da novidade é continuamente reafirmado nas propagandas e comerciais, na vitrine das vaidades possuir o novo é um acréscimo de força a personalidade, valores humanos atrelados a objetos superficiais, ideologia sórdida, consumidora dos mais belos ideais. E não por acaso a beleza sempre esteve associada a idéia de justiça, mas para uma sociedade reduzida a estatística os números revelam tão somente a miséria imposta a maioria dos povos.
Os devaneios solitários sugerem épocas, cores e transmutações, não posso fugir do sofrimento e do lugar comum, eles me pertecem e considero meu bem mais precioso, talvez o último resquício palpável de minha própria humanidade. Ainda não consegui superar o sentir pelo pensar e minha intuição diz que nesta e em outras vidas isto será impossível, pois o coração bate e sua cadência acelera meu anseio pela morte.
As almas levianas e infantis, acorrentadas ao aspecto exterior da vida, virão seus sonhos e desejos serem reduzidos as cinzas. Num tempo de leveza e paz, a união dos povos se faz necessária pela manutenção da guerra.
Vivemos numa era marcada pela presunção? Pela angústia? Que era? O que é uma coisa moderna? O abestado no plenário ou uma carne sendo vendida no mercado? Somos portadores de uma doença incurável, impossível contemplar feliz e de bom grado um pássaro engaiolado. Somos vítimas e algozes da loucura mas nos contentamos com as migalhas do hedonismo e do prazer proporcionado pelos sentidos... sois suas vestes, seu trabalho e o escárnio sórdido do esquema publicitário. Quem terá a ousadia de arrotar uma guerrilha verbal? O demagogo, o político, o místico ou um ser inclassificável? Vejo bordões ultrapassados, ouço imagens de um diagnóstico pré fabricado, até quando seremos responsáveis pela irresponsabilidade de não assumir a dor alheia? Escrevo para eruditos, pedantes e falsos idólos, mas me diga quem pagou a sua universidade? Licenciatura? Reverter para as vítimas do sistema (que nos bancaram) o que eu aprendi? Nunca será... É, precisamos mesmo usar óculos... pelo menos assim nossa caveira assume um ar interessante. Enfeites, por sexo ou por pura vaidade... Quanto vale para ti o valor sincero e singelo da amizade? O número que enfeita o cabeçalho do seu orkut, ou será que realmente todos que estão inseridos no seu facebook? Gostaria de quebrar uma vidraça, pegar a bola do time adversário e furá-la. Onde está o sentido enigma da vida? No nosso interior? Mas temos medo e desejamos a competitividade, me diga quem foi o primeiro, o melhor da sua classe? A sociedade tem medo de artistas preferem aqueles que se adaptam de forma inconsciente e frívola aos moldes herdados por uma estrutura fria e rígida. Será a religião o ópio do mundo? Será que não podemos ser aquilo que realmente somos, loucos e surdos? Me diga onde estará o seu tesouro pois lá estará seu coração... Abrace o seu ego com carinho, é preciso sim ser si mesmo para poder carregar no peito uma vontade transcedental de mudança. Me diga que você deseja a abastança pois até mesmo nos redutos esquerdistas eu prevejo o desejo oportunista. Estamos mortos na senzala dos desejos, me diga o que queres, eu lhe dou o preço... é isto e mais nada... o resto é bobagem e fantasia, não repare nos meninos que passam a sua infância na esquina... seja indiferente, tolo e selvagem o que vale realmente é a sua cultural bobagem... não pense que pertencestes a humanidade, o que importa é a sua íntima e egoísta felicidade... seja isso, queira aquilo e se possível grite seu nome nos holofotes pois até artistas se transformam em pavões... na selva o que vale é a lei do mais forte, seja no sul, ou seja no norte, a geografia ainda está viva e suas fronteiras são bem delimitadas, não queira pousar no oriente, queira os refinados sepulcros caiados do ocidente... brutal dissonância no país em que o vaticano em 60% de nossas terras ainda manda... políticos são marionetes e as construtoras, empreiteiras , vão bem obrigado... mídias sociais eclodem e fico feliz quando escrevo de forma livre e espontânea para os famigerados e famitos de conhecimento... quero mais é que os acadêmicos se danem... oxalá nos abençõe!!! Um brinde a cachaça e ao tabaco! As maiores invenções do mundo! TIM TIM
na memória
escondidos
nem comungo
de um mundo ideal,
dito metafísico
sou apenas
mais um
ser-no-mundo
tentando ser mudo
projeto inconsciente
nos outros
minha imagem
estou na infância
respirando outros ares
é a insatisfação comigo
que me une ao verbo
exteriorizar a dor imanente
através de um verso
poeta é aquele
que escreve poesia
independente da palavra,
de sua matéria prima,
a dor é alegria disfarçada
para o sábio o tempo
nunca por ele passa
deveras esperar
sempre o inevitável:
a morte,
o calor do último trago
a xícara de café oculta
o promíscuo instante
decifrar os mistérios
da existência
através dos extáticos
livros da estante
instante, estante,
quanto tempo levei
para poder rimar
num segundo apenas
um neurônio a queimar
somos livres pensadores
ambulantes
sem hemisférios,
ou língua predominante
o que vale na hora h
é a poesia sincera
pensar é uma arte
transcedental
nestes tempos de exercício
virtual
é só isso,
que interessa
o resto é
pura demagogia!
foram diluídos
pela necessidade
de pagar os impostos,
os dizímos da liberdade
gostaria de neste instante
por um segundo levitar
acima deste humano horizonte
o espírito contemplar
infelizmente em meus versos
consagro o pessimismo
a lucidez do desencanto
é um eterno farol íntimo
no rol das preocupações humanas
destaco a vaidade
no palco da existência
vários atores
e quase nenhuma
pessoa de verdade!!!
com as mãos engessadas
preconceito de ser um bandido
poeta lírico com endereço fixo
e hábitos acorrentados
a rotina é uma deusa pervesa
que com destreza adestra
e domestifica os humanos animais...
sou um relés mortal a ansiar
por desventurada liberdade,
num solo de aves de rapinas,
empresários, banqueiros e estelionátarios,
da frágil carne humana fresca
sou a decomposição
de uma sociedade desajustada
conspiro para que tudo acabe em cinzas,
ou desague num rio de lágrimas
sou o afugentado da senzala
a dois mil anos
pedindo sua carta de alforria
sou a tiazinha afogada
no corrego podre do gueto
sou o viciado,
deliquente fudido
a contemplar as fezes podres
que boiam na superficie do rio
sou o sanguinário
a derramar sangue
no dia de amanhã
sou a fada madrinha
que realiza a luz do dia
seus mais pérfidos
e íntimos desejos
sou um zé ninguém
a vociferar bestialidades
um irrísivel pigmento
a definhar sua sórdida carne
sou o vício incontido
do louco mendigo faminto
o escárnio maior
da sociedade capital
o verme autoritário
na esquina a lhe dar geral
sem ao menos poder lhe ver
como mais um igual
o ser desnutrido alheio
a comodidade brutal do sistema
lavo minhas louças divinas
na pia maniqueísta do dilema
o dia dia é meu hino de louvor
a um deus refugiado pelo diabo
sou o pobre comunista a sorrir
de um verso anarquista no muro pixado
eu sou o verso pobre e vil
recitado na periferia
de uma cidade mineira
o bebâdo de cachaça,
o bobo da corte,
que é desprezado
a torto e a direita
eu sou o sonho
de um poeta divagador,
eu sou o desejo renascentista
de um versado e por que não,
jurídico doutor
sou espelho incoerente
do outro que me vê
e sempre me viu
como vil demente
Pertenço a selva dos instintos
sou animal poeta incompreendido
estereótipo de um tempo caduco
serei lúcido ou maluco, abissal
desconfigurado pelo mundo dito real
pertenço a classe dos nobres
que mora no centro da periferia
o rebelde político inconformado
com a ditadura imposta pela rotina
o débil verme enclausurado
no limite de sua crença metafísica
idiota ou anjo alado,
serei sempre classificado
o que importa neste momento?
se para a morte remeto o meu aceno?










