é hora de acordar
tente por um segundo
adivinhar meus segredos
aquilo que eu digo
loucura aos olhos alheios
já não tenho medo
de ser arremessado
conheço meu abismo
de cor e salteado
cada metro quadrado
no inferno percorrido
me deu conhecimento
a malícia do maligno
sei quem está comigo
caminhando lado a lado
mesmo que esteja certo
radicalmente errado
o peso do meu fardo
no ombro carregado
me fez um homem forte
um pouco mais sábio
é bom seguir em frente
firme, atento e vigilante
mantendo um pé atrás
e outro adiante
fui espírito errante
das trevas habitante
até da forma humana
um dia estive distante
será mesmo humilhante
para o homem degradante
chegar no fim da vida
ser carvão, não diamante
desde do início sou mutante
me mantenho concentrado
em elevar a consciência
e alterar o seu estado
tente identificar
minha rima no radar
seu sinal é invisível
difícil de rastrear
vim pra disseminar
plantar minha semente
enxerto de ideias
numa mente consciente
no passado fui presente
travei guerras milenares
desbravador de terras
descobridor de mares
hoje estou pelos ares
irradiando energia
opero em alta frequência
refinando a sintonia
valorizo minha família
pique Máfia Italiana
no estilo Cosa Nostra
ação siciliana
sem visão de Poliana
já vejo tudo embaçado
meus óculos cor de rosa
pela vida foi quebrado
do abismo retirado
pura bondade celeste
agradeço a Deus
por ser cabra da peste
As vezes, não nos damos conta, de que os mais caros afetos e afeições podem ser desfeitos pela simples adoção ou abandono, de certos hábitos e lugares. Nunca estamos, verdadeiramente preparados para lidarmos com certas questões que a vida, algumas vezes nos sugere, por outras nos impõe. O sentimento de perda, por exemplo, é um dos mais difíceis e duros de lidar, seja o falecimento de um ente querido ou o término de um relacionamento afetivo. O simples fato de ter parado de beber e de ingerir determinados tipos de substâncias me levou ao distanciamento natural e gradativo de pessoas, que ainda hoje, amo, admiro, estimo e respeito. Apesar do imenso afeto que sinto, não posso abrir mão do que tenho de mais importante: a minha vida. Não posso colocar a minha vida em jogo por um mero capricho da minha e de outras vontades. Estar com certas pessoas em determinados lugares é um alto fator de risco que deve ser avaliado com carinho e cuidado, pois sei que a recaída nunca é acidental e minha recuperação deve estar sempre em primeiro lugar: "primeiro as coisas primeiras". As pessoas, portadoras de uma doença progressiva, incurável e determinação fatal, como no meu caso, a dependência química, sabem muito bem o que quero dizer. Apesar dos incontáveis convites e dos inúmeros pedidos para estar presente em certos eventos, sei da necessidade que sinto, de me recolher e de me preservar. Por mais difícil que seja, para mim e para o outro, tenho que admitir minha impotência perante a minha doença. Não foi e nunca será fácil, admitir todos os dias que sou um doente e que preciso de ajuda. Que não quero, não posso e não devo, em nenhum minuto sequer, alimentar o ingênuo desejo do uso, nem por um leve suspiro saudosista da vontade. Para quem está de fora, parece se tratar de uma verdadeira batalha, e realmente o é, quando ainda, não nos rendemos e não entregamos nossas vidas e vontades aos cuidados de um Deus da nossa compreensão. No meu caso, acredito que seja extremamente amoroso, zeloso e cuidadoso e que se manifesta, sobretudo, através das pessoas. Por muitos anos, vivi cego e alheio, aos seus mais íntimos desejos e vontades. Minha vida era pautada pela teimosia, pela prepotência e pela arrogância. Hoje, munido das ferramentas do amor e da humildade, possuo mais facilidade de falar de mim mesmo com honestidade e sem restrição. Não tenho medo de meus traumas, medos e fantasmas. Apesar de não serem poucas, as sequelas advindas do uso, não existe maior bem estar do que estar e me sentir limpo só por hoje. É difícil para mim aceitar, que um dia, eu cheguei acreditar, que a felicidade residia num copo, numa seda, numa carreira na quebrada, na boca ou no bar. Perdi muito tempo entre conversas e almas vazias. Transbordava insanidade e era um poço de insatisfação. Projetava nos outros, na família, no governo e na sociedade as minhas expectativas, desejos e frustrações. Nunca assumia, inteiramente, a responsabilidade pelas consequências da minha maneira de agir, sentir e pensar. Sempre buscava saídas e soluções simplistas e pouco razoáveis que pudessem justificar e defender, meu suposto direito ao uso. As vezes sou invadido por uma grande sensação de dor, mágoa e arrependimento, mas me lembro de que tudo serviu para o meu crescimento, afinal, "o que não me mata, me fortalece". Confesso que hoje, sou e estou, mas sábio e sóbrio do que a 24 horas atrás. Só Por Hoje! Funciona!
Alguém que esteja disposto a buscar, com honestidade, as respostas para o atual momento histórico brasileiro, irá se deparar, inevitavelmente, com uma blindagem midiática da imprensa escrita, virtual e televisiva. Nunca, na história deste país, foram inauguradas tantas escolas e institutos federais. Foram 407 no total. Existiam apenas 140 escolas federais sendo que nenhuma delas foi criada no governo anterior. É interessante notar, que nunca, na história deste país, os espaços públicos e privados (universidades, aeroportos e shoppings), antes reservados e utilizados de forma exclusiva e permanente por uma pequena parcela privilegiada (economicamente) da população tinham sido ocupados e destinados a classe dos trabalhadores e excluídos socialmente. Dificilmente iremos, novamente, presenciar e testemunhar, tamanho índice de inserção e de investimentos destinados as áreas de saúde e educação. Quantas instituições e empresas estatais foram privatizadas no governo petista? Ao contrário, alguém poderia citar os números levantados pela privataria tucana? Como iremos explicar a nossos filhos, que uma insatisfação com os preços das passagens de ônibus, a nível municipal, serviu para federalizar e legitimar a revolta a nível nacional, em especial, com a figura da presidenta Dilma Rousseff, que ao contrário de seus acusadores, nunca esteve envolvida em casos ou denúncias de corrupção? Como iremos explicar a nossos filhos, que manifestações políticas realizadas com camisetas vermelhas são "atos de vandalismo" e com as camisas da seleção brasileira "atos de cidadania e prática democrática"? Como iremos explicar aos nossos filhos, que a maior operação policial orquestrada pelo magistrado, defendida com unhas e dentes pela elite econômica brasileira, se limitou a acusar e condenar membros de partidos da esquerda ou anteriormente a eles associados, e a arquivar e absorver políticos cujos nomes e partidos foram citados inúmeras vezes no desenrolar do processo? Como iremos explicar aos nosso filhos, que todas as benesses conquistadas e difundidas pelos partidos de esquerda foram frutos obtidos graças aos procedimentos econômicos realizados pela direita, enquanto toda crise, conflito e perda, neste sentido (econômico) se deve a ingerência e a corrupção dos mesmos? Como iremos explicar aos nossos filhos que os políticos mais corruptos da nação foram aqueles que se recusaram a vender seu patrimônio e que eram os únicos que detinham um projeto nacional a médio e longo prazo, principalmente na área de educação? Como iremos explicar aos nossos filhos uma classe média, que se diz preocupada, com os destinos da nação, conseguiu destituir, através de um golpe, uma presidenta inocenta, e assistir, passiva e inerte a concretização de medidas absurdas ( como a reforma da previdência, trabalhista, o teto dos gastos, a legalização dos jogos, a venda da petrobras, etc)? Como explicar aos nossos filhos o significado de bater panelas à presença do gigante pato amarelo, cujas inscrições já denunciavam as verdadeiras intenções de seus idealizadores: "não vou pagar o pato". O recado foi dado de forma clara, direta e concisa, qualquer pessoa minimamente informada e esclarecida, sabia quem iria, de fato, pagá-lo. Uma coisa era certa: não seriam os mais ricos nem os mais afortunados. O agravamento do debate de classes se deu, principalmente, pela ascensão das minorias, que passaram a frequentar os shoppings, a marcarem rolezinhos, a causarem ruídos e barulhos nos aeroportos e principalmente, a frequentarem os redutos do saber e do conhecimento, conscientizando-se tanto política quanto academicamente. Nunca na história deste país, conseguimos enxergar tantas pessoas tendo acesso as portas do conforto e da comodidade, do consumo a perspectiva de crescimento econômico e social. Aguardo cenas do próximo capítulo, para que este texto não seja apenas mais um grande imbróglio ideológico, partidário e parcial.
a história se repete
sempre o mesmo final
dificilmente o bem
consegue ganhar do mal
no hospício universal
entre loucos internados
alguns se dizem donos
do que por Deus foi criado
é bom tomar cuidado
para evitar se perder
a sanidade é um fio
invisível que ninguém vê
pela razão tente crer
num princípio imutável
que rege nossas vidas
controla nossos atos
me baseio nos fatos
observando os rastros
da perfeição divina
na imensidão dos astros
A
sociedade estimula o uso do álcool de forma aberta, direta e
escancarada, outras vezes, de forma sutil, indireta e velada. É possível
assistir a inúmeros comerciais e propagandas veiculados no intuito de
atrair o público jovem. Na ânsia de serem vistos, reconhecidos e admirados, os adolescentes acabam adotando certos hábitos e costumes para serem aceitos sem reservas pela sociedade. Devido a imaturidade e a inexperiência, os jovens representam o público alvo da indústria do álcool, pois são mais suscetíveis e vulneráveis as suas investidas e tentativas de convencimento e manipulação. Portadores de profundos conhecimentos sobre a personalidade e o
comportamento humanos, notórios publicitários exploram de forma
indiscriminada as fraquezas e reveses desta idade, geradas pela insegurança e pela saudável vontade de se auto afirmarem perante o grupo. A sociedade aceita e absorve, sem crítica alguma, o consumo e presença do álcool em seu meio. Não é preciso ser nenhum especialista para constatar que este hábito, uma vez instalado e adquirido, tende a se tornar nocivo e pernicioso a médio e longo prazo. Quando realizado de maneira compulsiva e obsessiva afeta de forma negativa a vida do indivíduo, em todos os aspectos e sentidos: físico, mental e espiritual. O alcoolismo é um grave problema a nível nacional e suas consequências são imprevisíveis, trágicas e catastróficas. A maioria das ocorrências e delitos policiais realizadas pela parte da noite possui sua presença, senão como mote principal, como figura ilustre e permanente, que aparece presente na maioria dos acidentes de trânsito, da violência doméstica, nos casos de estupros, discussões e assassinatos. O álcool é uma substância que merece posição de destaque e a difusão de seu uso nos ajuda na compreensão e entendimento de grande parte dos problemas do país e do comportamento das pessoas. Não podemos subestimar o efeito negativo deste hábito milenar cultivado a duras penas, a custo de muita dor e sofrimento. Quem possui um membro familiar dependente do álcool, é capaz de dizer e relatar, com lucidez, clareza e propriedade, os males advindos do abuso e uso da substância. Quantas dores e males seriam plenamente evitados com a simples escolha e opção pela não ingestão de bebida alcoólica.
Após ter me atualizado e informado sobre as principais notícias e manchetes do Brasil e do Mundo, sou invadido por uma imensa sensação de vazio e de inutilidade. Qual o preço pago para não sermos considerados pessoas alienadas e alheias aos processos políticos, econômicos e sociais do país? O que fazer com tanta informação? Qual vantagem advém do fato de sermos seres extremamente politizados e antenados com os questionamentos e mudanças de nosso tempo se não podemos operar bruscas e profundas transformações na realidade? De que vale refletir diversas vezes sobre o mesmo assunto, problema e tema se nunca seremos capazes de modificar a resposta, mesmo sendo capazes de apontar as soluções? Por diversas vezes, preenchido por um grande sentimento de impotência, abandonei, peremptoriamente, a leitura do jornal pela metade, sem vontade de insistir na sua execução. A mesma novela, com novos personagens: desde escândalos políticos a sugestão de uma nova receita culinária. A eterna repetição corriqueira de fatos e fotos, do mesmo jeito e da mesma forma. Sinceramente: cansa. Mas, tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Estamos vivendo o mesmo período político que a Itália
dos anos 70 e a Colômbia dos anos 80 com a grande diferença de termos
meios de controle e dominação de massas muito mais sofisticados e tecnologicamente evoluídos. A elite econômica do país, dita de direita,
cuja ala mais conservadora e radical é representada por militares,
monopolizava sozinha o tráfico de drogas e armas em nosso país sendo que
os Estados Unidos (AR-15) eram seus principais fornecedores. Com o
nascimento do Crime Organizado, a Queda do Muro de Berlim e o fim do
Regime Militar no final da década de 80, outros países passaram a fazer parte deste lucrativo
negócio, destacando-se Alemanha (HK), Rússia (AK-47) e Israel (UZI).
Vou listar uma série de fatores que determinaram, para o bem e para o
mal, a formação desta nova ordem e do nosso sistema político. O ministro
das comunicações, pós ditadura, no governo Sarney, Antônio Carlos
Magalhães, distribui entre seus amigos e aliados, a concessão de
retransmissão dos sinais da rede globo. Roberto Marinho,
inteligentemente, utilizou de seu poder e estabeleceu uma perigosa rede
de influência política para manter e perpetuar o seu império. A
Petrobas, nesta época, começa a assinar contratos com empresas de índole
no mínimo duvidosa que já tinham interesse na sua privatização.
Veja bem, até então, já temos uma relação promíscua, que se estende até
os dias de hoje, entre os meios de comunicação de massa, políticos,
empreiteiras e o tráfico de armas e drogas. Financiadas pelos principais
cartéis de drogas do
mundo (incluindo o de Cali, Medellin e Tijuana) e pelas maiores e
principais
máfias (na época a italiana, pois hoje já se sabe das ramificações com o
Al Queda, Iakuza e a máfia russa), as principais facções criminosas no
Brasil passaram a desempenhar importante papel na aquisição de
armas e drogas. O Brasil sempre serviu de
rota e
ponte entre produtores e fornecedores, entre a América e a Europa, se
alguém
tiver dúvidas pesquise o caso Ilha Bella. Pois bem, para não me alongar
muito, mas para fazer com que visualizem com seus próprios olhos
este cenário, gostaria de lhe convidar para percorrer os corredores da
história e citar uma nação que tenha aceitado em seu meio a realização de tão arriscado consórcio. O aeroporto em Cláudio e o helicóptero de Zezé Perrela são apenas a ponta do iceberg. Hoje, militares e
narcotraficantes estão de mãos dadas, sorrindo, perante os cifrões
obtidos com seu lucrativo negócio. Os principais e maiores segmentos
políticos, econômicos e sociais da sociedade estão corrompidos, desde
dos banqueiros, empreiteiros, empresários da comunicação até o menor que
empunha seu fuzil e vende um papelote. Para não parecer teoria da
conspiração, pesquise os nomes dos deputados que compõem a Assembleia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, você verá que 50% respondem ou
já responderam processo por assassinato. Espero que, após refletirmos
sobre
estes dados, possamos lançar outro olhar para a realidade e pensarmos
melhor
sobre a nossa postura frente as urnas. A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.
A imaginação é mais importante que o conhecimento.
Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.
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