Latentes Viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

Faço rima, verso e prosa
poesia indecorosa
quantas vezes já quis ler 
O Nome da Rosa 

Minha mente é insana
o espírito proclama
um dia até julguei
que seria bom de cama

Pergunte minha dama
se ela ainda me ama
depois dos meus segredos
se existe algum drama

Por aqui há quem trama
se perde no jogo
a vida é um labirinto
tabuleiro cabuloso

Pense bem sua jogada
qual será sua tacada
será que estará vivo
para a próxima rodada

Já deram a largada
o bicho está solto
escolha seu cavalo
ou aposte de novo

O ritmo é nervoso 
convite para os manos
convoque todas minas
arquitetem os planos 

Demorei muito anos
para enxergar com clareza
depois de tanto tempo
também tenho minhas certezas

A verdade é a beleza 
refletida no olhar 
vai além da cor da pele
do que tem para ofertar

Importante duvidar
tanto como acreditar
nem tudo vem de graça
é necessário buscar

No tatame irei lutar
até o fim da vida
com meu sangue
escrevo versos
cicatrizo minhas feridas 

Procurando a saída
da eterna escuridão
com apenas uma vela
e uma prece acesa na mão

Para o mundo digo não
sempre quando tentado
sei que não sou perfeito
nenhum anjo alado

Já estive acorrentando
preso as minhas vontades
hoje sou o maior refém
da própria liberdade

Neste poço de maldade
já desci até o final
conheço muitos perigos
se correr será fatal
  
Mestrado espiritual
defendido com ardor
avaliado pela vida
minha tese de terror


No passado suicida
deixei loucas lembranças
meus piores pesadelos
todos traumas de infância  

E nossos olhos não se cansam de ver, nem nossos ouvidos de ouvir. Enquanto as mais belas melodias se esvanecem, a cultura aparece como algo supérfluo, descartável e artificial. Nos porões da miséria o espírito se sufoca, perante a ausência de ar e de ideias. Tudo se torna fútil e efêmero. Uma mísera reunião de pessoas dispostas a recitar seus pseudo poemas melodramáticos sob a luz do luar já desponta no cenário da cidade como um grande evento de cunho artístico e cultural. As pessoas bebem e se entorpecem para esquecer de si e dos outros. Empreendemos miraculosas fugas de nós mesmos. Fugimos, desnorteados, de nossas vidas e abandonamos nossa existência à sorte das decisões realizadas pelo Estado. Nossa família é um resíduo do mundo pré fabricado e destinado ao consumo de si próprio. Nossa falência, material e espiritual, é diagnosticada, paradoxalmente, como fruto de um excesso. As margens do progresso e da sofisticação, jazem, milhares de almas esquecidas e abandonadas, reféns de todo tipo de crenças, ilusões e sortilégios. Ao espírito científico prestamos as nossas mais elevadas e contumazes reverências na forma de bocejos semi coletivos ou na atitude boquiaberta de pequenos espasmos provocados pela consciência de nossa própria ignorância. Insolentes comentários são emitidos na ausência do portador de inumeráveis virtudes e privilégios. A sua natureza circunspecta é vítima do tacanho e medíocre olhar alheio, que não consegue ver nada além de si mesmo. Nossos sentidos não nos enganam somente sobre as coisas deste mundo, mas também sobre as do outro. Nossos olhos, semi cerrados, a realidade, não conseguem mais distinguir os corpos das sombras e assim permanecemos, presos em nossas confortáveis cavernas, anestesiados pela rotina e preenchidos pela falsa segurança e comodidade proporcionada pelos muros, câmaras e senhas de acesso. Pânico das gerações futuras e de todas as crianças que um dia sonharam em incendiar as instituições que roubaram a presença de seus pais. Soluços e gemidos são emitidos no seio da noite trágica, e o céu, mar de espelhos, refletem de forma fidedigna, nossa triste e medonha imagem. O terrível asco dos deuses ferem a nossa dignidade, nada nos resta, nem mesmo o amor próprio.

vivo preso no agora
sem esperar pelo amanhã
declaro minha guerra
bom dia Vietnã

mais um membro do clã
dos vampiros vacinados
sigo com a mente alerta
e os sentidos aguçados

no front fui soldado
ferido em pleno combate
minha alma se expande
minha mente se debate

criador da minha arte
sou movido pelo som
sinta o peso da batida
transpira todo meu dom

nunca serei tão bom
quanto fui no passado
ontem tive pena
hoje carrego escárnio

malandro ou otário
por quem serei julgado
atire a primeira pedra
o isento de pecados

me diz o que é errado
neste mundo animal
aceitar sua loucura
ou fingir que é normal

me diz quem é o tal
que se julga superior
acima da verdade 
nobre homem de valor

por aqui quem prega amor
acaba crucificado
se transforma num ídolo
com os pés de barro 

dinheiro adoidado
no templo do pecado
nem o nome de Deus
no mundo é perdoado

não tem pobre coitado
vítima do destino
a colheita dos atos
pelo tempo é exigido   

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Admiro todas as pessoas que ousam pensar por si mesmas.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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