Latentes Viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!

 
Atualmente as redes sociais se transformaram num repositório de opiniões e num grande aglomerado de pseudo especialistas, muitos querem e todos podem emitir o seu juízo sem possuir profundo conhecimento do tema esposado: desde pequenos comentários sobre jogos de futebol à análise da política internacional. De fato, todos somos pensadores natos e a facilidade com que temos acesso as informações nos permite refletir e sondar os mais diversos temas e assuntos. No entanto, várias  pessoas parecem se sentir incomodadas com este fato: do povo se meter a pensar e a emitir opinião. Nada mais injusto e preconceituoso, para tanto vale lembrar do célebre filósofo iluminista francês Voltaire  "posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las". Triste é constatar que nós brasileiros carregamos o pesado fardo de sempre sermos retratados como o país do futuro,  como se não fossemos capazes de assumir nosso presente. Infelizmente, ainda não admitimos as nossas raízes, não nos orgulhamos da nossa história e dos nossos antepassados, nossos filhos buscam anestesiados alhures antigos soníferos ideológicos: "países distantes", "pátrias longínquas", nações heroicas, quiçá orgulhosas de sua história e conquistas mas que ainda respiram na decadente atmosfera elitista   preenchida pelos tóxicos gases das  convenções e tradições seculares.  Poderíamos refletir um pouco mais sobre as bases que se fundam este pretenso orgulho, pois deveria ser muito vexatório orgulhar-se da dominação e exploração indiscriminada  de povos e seres, de bens e recursos. Um dos principais motivos de não nos aceitarmos no presente é justamente o fato de evitarmos mergulhar nas profundas águas de nosso remoto passado, isto nos impede de crescer e evoluir, em todos os sentidos e aspectos. O que era para ser uma regra, tornou-se uma exceção: é muito raro você encontrar um brasileiro disposto a conhecer e desbravar a sua história e origem, poucos possuem conhecimentos sobre a cultura e os costumes de nossos povos ancestrais: os indígenas   e os negros. Mesmo com a imensa diversidade de tribos (guarani, guajajara, ianomâmi, xavante, pataxó, tupinambá, etc)  e nações (nagôs, jejes, fantis, axântis, gás, minas, malês, hauças, kanuris, tapas, gruncis, fulas e mandigas etc) , com a riqueza linguística que permeia várias palavras de nosso idioma ainda sim não despertamos para o fato que temos um imenso contingente de informações e relatos a serem transmitidos e estudados, seria uma das mais belas formas de reparação aos danos e atrocidades cometidos contra estes povos no decorrer dos últimos cinco séculos. Seria muita ingenuidade não reconhecer o eurocentrismo implícito nos livros didáticos desde do de  História ao de Ciências, os mitos africanos que remontam mais de sete mil anos não são citados e nem sequer mencionados, ao contrário, são relegados a segundo plano enquanto Ilíada e Odisseia são descritas e erroneamente difundidas como os primeiros poemas épicos do planeta, o que é um grande absurdo tendo em vista a vasta produção poética e literária hindu, onde se destaca os vedas e os upanishads. Por outro lado, temos uma pequena massa ressentida por termos sido dominados e colonizados por portugueses, ora, basta lembrar que na época Portugal era uma das grandes potências mundiais, ao lado da Espanha, seria quase inevitável não sermos "descobertos" leia-se invadidos, por uma destas nações. Poderíamos discorrer sobre os benefícios adquiridos pelo fato de termos sido colonizados pelos portugueses desde da herança linguística, cultural e social até os malefícios - todo bônus tem seu ônus  - produzidos pelo peso excessivo de uma vampiresca monarquia forjada por burocráticos parasitas sociais disfarçados pelos títulos outorgados em troca de favores e privilégios pessoais, um imenso contingente de seres destinados a sobreviver a custa do "Estado", reflexo que se estende até os dias atuais. Mas não podemos deixar de notar as vantagens advindas de tal processo, pois devemos a ele o fato de termos sido educados sobre as bases europeias, e longe da estéril discussão sobre a legitimidade da invasão, não podemos deixar de perceber que isto nos aproximou do berço da civilização ocidental, lançando as raízes que nos iriam distinguir enquanto povo, pois é justamente este laço: português, africano e indígena , que nos caracterizam sobremaneira. Portugal, além de nos trazer a cultura, a ciência e a filosofia, nos ofereceu a imanente  musicalidade da língua portuguesa o que nos rendeu notáveis poetas e músicos de todos os estilos e matizes; a magia dos ritos africanos nos concedeu um dos mais belos sincretismos religiosos do mundo, deu frutos a um ritmo, luta e rito únicos e absolutamente originais, o samba, a capoeira e a umbanda respectivamente,  sem citar os dribles infernais proporcionados pelo molejo e a ginga de verdadeiros gênios da bola; o índio nos cedeu sua relação de amor e respeito pela natureza, novos temperos, novos sabores, conhecimentos milenares sobre o uso de ervas e raízes, plantio, caça e pesca, além de sua religião milenarmente ancestral. Esta miscigenação nos confere atributos únicos e inestimáveis, para o bem e para o mal, pois não podemos deixar de dizer que o português nos trouxe a preguiça e a vontade de tirar vantagem de tudo e de todos, o índio a desobediência e a incivilidade e assim como o negro a forma de pensar as coisas miticamente nos distanciando sensivelmente do aspecto prático, cientifico e racional da vida. Isto tão somente nos serve como possíveis parâmetros na tentativa de compreender melhor a nossa recusa em aceitar o outro enquanto ser vivente, logo pensante (cogito, ergo sum). Se quisermos crescer e evoluir enquanto nação devemos buscar (re) conhecer nossas raízes, matrizes e tradições assim estaremos dando o primeiro passo sincero em direção a aceitação plena do (pensamento) outro. 

 
 
Estamos passando por um momento de transição planetária e as ocorrências podem ser sentidas nos níveis físico, mental e espiritual sendo que as revoluções ocorrem em todas as áreas e sentidos. Profundas transformações sociais, políticas e econômicas estão ocorrendo em vários pontos do globo e considerável parcela da população mundial ainda sofre com problemas de ordem estrutural: comunicação, saúde, transporte, educação, energia e segurança. O modelo capitalista vigente norteia a forma de produção e de formação da cultura à utilização de nosso tempo, da percepção que temos do mundo ao desenvolvimento de novas técnicas para o plantio e manejo dos alimentos, da criação de novas ferramentas de interação social ao estabelecimento de doenças psíquicas e de stress extremo, por esta e outras razões o mesmo deve ser repensado e discutido sob a ótica da preservação e manutenção do planeta, pois o que num primeiro momento afigurou como visível propulsor do desenvolvimento e do progresso hoje pode ser considerado como palpável sintoma da decadência e do descrédito. Não podemos nos esquecer dos verdadeiros fins e intuitos pela qual foram criadas e disseminadas a cultura das máquinas: fazer com que um maior número de pessoas tivessem acesso ao mesmo bem e produto; reduzir o esforço físico e a jornada de trabalho (pesado ou não); aumentar o número de horas livres do ser para que o mesmo prime pelo cultivo e desenvolvimento de suas potencialidades latentes entre elas o desabrochar das faculdades artísticas, cientificas, filosóficas e transcendentais. O progresso tecnológico veio para libertar e   não o contrário, para escravizar e fazer com que o mesmo se sinta sobrecarregado, aprisionado a uma vida pautada em função das leis de mercado e do grande capital. No entanto, apesar dos grandes avanços, ainda precisamos rever certas leis trabalhistas, instaurar um novo modelo agrário que contemple o pequeno produtor e destine um pedaço de terra para todo e qualquer ser vivente. 
 

Paralelo a isto observamos a quebra de paradigmas, padrões e conceitos comportamentais como o soerguimento do feminismo, do movimento gay e dos grupos favoráveis a liberalização da maconha por exemplo. Nos aspectos filosóficos, científicos e religiosos, contemplamos uma série de novas ideias, descobertas e práticas meditativas que nos impulsionam ao lento e gradual desvelamento de nosso ser e da própria existência. "Novos" questionamentos e sugestivas respostas apontam para uma realidade totalmente diversa da que hoje vivenciamos e acreditamos ser empiricamente possível. É possível encontrar relatos entre os mais diversos povos sobre a sobrevivência da alma e apesar de ignorarmos aspectos básicos inerentes ao nosso próprio processo evolutivo e desejarmos ardentemente nos portarmos como crianças universais, forças invisíveis do cosmos preparam o solo para que a semente do espirito germine e renda bons frutos. A sutilização de nossos corpos astrais irão permitir o desvelamento de novas faculdades, e finalmente iremos nos libertar dos nossos medos, preconceitos e traumas, pois não teremos mais dúvidas, anseios e inseguranças, estamos nos aproximando de uma era de luz e claridade, e mesmo que algumas profecias apontem para o fim, isto será apenas o começo, apesar dos tempos difíceis que se aproximam, todo neófito e estudante sincero, desejoso de encontrar respostas para aparentes questões insolúveis encontrará em si mesmo um manancial de saber e fonte inesgotável de aprendizado, iremos nos aproximar da realidade última das coisas através da prece e da meditação, a religião irá se diluir nos rios da ciência e da filosofia, sua presença será meio e não fim último da vida ou de uma suposta salvação, não haverá espaço para aqueles que ousarem doutrinar através de dogmas, prêmios e castigos ou que ousem exercer seu domínio pelo medo e pelo terror pois atravessamos séculos para aprender que o verdadeiro agente transformador das consciências e da nossa maneira de reagir perante as adversidades da vida é o amor que constrói, une e agrega e a razão que ilumina, amplia e discerne.

 
empreendedorismo
estilo agressivo
superfaturamento
lucro abusivo
individualismo
perfil mercenário
tempo é dinheiro
proibido olhar pro lado
mão de obra barata
exerce duplo fascínio
primeiro economiza
depois garante domínio
sem acesso aos meios
de produção em massa
sua força de trabalho
produtiva sai de graça
altos investimentos
correndo muitos riscos
atingindo o sucesso
ignorando os avisos
sempre se excedendo
nunca chega atrasado
o trabalho assume
a dimensão do escravo
vive em função dos zeros
em sua conta bancária
sua vida espiritual
rendida à monetária
sempre anda alinhado
por todos aplaudido
é sempre respeitado
e cercado de amigos
exibe vários títulos
exerce sua nobreza
sabe se impor
se portar na mesa
sua fina gentileza
sempre admirada
goza dos aplausos
da plateia desvairada
postura egoísta
reverenciada
na lista da Forbes
anualmente coroada
valores invertidos
princípios corrompidos
nem tudo que é bom
é belo e colorido
cultura nociva
sistema engrandece
sem reflexão
fortalece minha tese

 
 

uso camisa de força
na boca uma mordaça
a ditadura do silêncio
opressão que se disfarça
dou vida ao personagem
reverencio a máscara
finjo ser submisso
participo desta farsa
talvez seja uma criança
fazendo breve pirraça
talvez seja só um louco
que pra outro faça graça
talvez seja um palhaço
perdido triste na praça
ou apenas um doente
bebendo sua cachaça
minha voz não é ouvida
e nunca é escutada
e minha alma presença
é sempre subestimada
me recolho no invisível
anonimato da raça


quantos amigos perdidos
rendidos e derrotados
quantos venceram o conflito
enquanto alguns desertaram
vários já se perderam
e outros se encontraram
alguns são reféns do medo
outros servos do Estado
alguns estão de joelhos
outros de braços armados
alguns estão sem bandeira
outros uniformizados
alguns tem tanta riqueza
outros desafortunados
alguns gozam de beleza
outros prezam o trabalho
alguns vivem na tristeza
outros em sonho acordado
alguns são de outro planeta
e outros deste escravo
alguns caminham no abismo
outros livres já voaram
alguns parecem vampiros
outros anjos enjaulados
desprenderam-se do mundo
do seu tempo atrasado
hoje atravessam céus
em ritmo acelerado
contemplam a imensidão
e a beleza dos astros
desvelam a dimensão
viajam sem deixar rastro 
muitos conseguem só ver
poucos querem enxergar
muitos conseguem ouvir
poucos podem escutar
o segredo do mundo
descoberto em um segundo
íntimo do universo
do seu silêncio profundo

 

Já estive em perigo
hoje tomo cuidado
com aperto de mãos,
elogios e abraços
no meio do sorriso
o inimigo camuflado
pelas minhas fraquezas
a todo instante provado
conheço o desespero,
o apelo do fracasso
evito jogar pedra
pois também tenho telhado
se hoje julgar
amanhã serei julgado
pois o que plantar
colherei sempre dobrado
nada irá faltar
me sinto sempre amparado
por Ti sou protegido
pois me reconheço fraco
És a minha força
a minha certeza
És o meu refugio
a minha fortaleza
ontem tive medo
hoje tenho coragem
vencendo o preconceito
o orgulho e a vaidade
cultivo a minha fé
alimento a humildade
valorizo o respeito
busco a serenidade
sei que não sou perfeito
mas luto pela verdade
reconheço os meus erros
perante a humanidade
espelho da consciência
exige honestidade
se ontem não sabia
podia justificar
mas agora sabendo
não posso me enganar
aquilo que não quero
devo sempre evitar
sei que é difícil
mas é possível tentar
o pior vacilo
é nunca se arriscar
o nosso destino
viemos pra conquistar
a luz se faz presente
para quem ousa sonhar
acima das estrelas
existe um bom lugar
mas dentro do coração
o melhor para habitar

sou o grito
o desperdício
a nova visão


o espirito
esquecido
pela sua
ego ambição

****************************************************

no paraíso
o sol excessivo
cega a alma
ilumina o espirito


nesta selva opaca
o corpo primata
mente enjaulada
nobre luz ofuscada



e no terreiro
tem batuque
tem candomblé
tem tambor
Atotô Obaluaê
__________________________________

no momento transição
respiro evolução
processo transmutação


no acorde do infinito
uma nova nota vibra
equilíbrio excessivo
harmoniza o individuo




paz para o espirito
luz para o indeciso
a experiência da crença
ameniza o conflito



rumores de guerra
no Planeta Terra


Inicio do Fim
Bem Vindo
a Nova Era

_________________________________________

entre profecias
evidentes visões
alucinações
longínquas constelações
sensíveis percepções
alteram-se os padrões
do nível vibratório
pensamento é energia
invisível é o óbvio
louco sonho real
viagem no plano astral
sem bagagem
sem know how

============================================

liberdade de verdade
é o que nos resta
o resto é bobagem
e não nos interessa

nada desta vida
nenhum morto leva
apenas consciência
leve, livre e desperta

eis um bom lugar
para se encontrar
dentro de você
poder comungar

seu estado de espirito
sua serenidade
sua sabedoria
seu poder
sua verdade

gozar sua amizade
na simplicidade
esboço um sorriso
pois isso é felicidade

sem notoriedade
ares de vaidade
o ego infeliz
só vê sua própria imagem

a  luz sua missão
o resto é desperdício
fruto da vil ambição

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

no interior
ruídos
lhe deixam
opaco

leve
livre
solto
vazio
sensato

em silêncio
trabalho

nada
disso
falo

apenas
respeito

contemplo
vislumbro

perspectivas
normais
de um
outro
mundo

coerência
racional
sistêmica
desaba

em frações
de segundo
o espanto
disfarça

e segue
sendo
outro

mas
sempre
foi o
mesmo

a mascara
em seu rosto

esconde
seu eu
verdadeiro

aqui
não
tem
segredo

nenhum
cômodo
secreto

a sombra
é fruto da luz
seu inicio
discreto

 
Quando adolescente, tinha prometido a mim mesmo, que nunca iria ousar pronunciar aquela velha frase diariamente repetida pelos nossos avôs: "antigamente era melhor" mas, infelizmente não consegui sair do lugar comum e hoje faço coro: no meu tempo era diferente. A indústria do entretenimento foi a grande responsável pela ruptura social e familiar existente no seio sociedade. Não é preciso ser nenhum expert para perceber que a simples presença do aparelho de TV em nossa casa provocou drásticas mudanças comportamentais. Imaginemos por um segundo a vida antes da televisão: os pais chegavam em casa e buscavam saber sobre a vida dos filhos e da esposa, pois isto lhe servia como entretenimento e distração dos seus próprios problemas; a cozinha era o lugar da família, com a TV passou a ser a sala; pais e filhos ainda ocupam o mesmo espaço; existia uma hierarquia definida sobre a escolha dos canais e a programação, geralmente a criança assistia aos desenhos nos momentos em que os pais estavam ausente; o homem assistia ao jornal e ao futebol e a mulher assistia novela, este modelo se repetiu entre várias gerações, no entanto, a facilidade de crédito,  o aumento da produção em série e o barateamento das novas tecnologias fez com que grande parte das pessoas tivessem acesso a um grande número de componentes eletrônicos. A família que antes era uma célula se dividiu em várias e hoje cada membro possui sua própria TV, computador, rádio e celular, para só citar os de uso mais comum. Cada qual possui um cômodo e reproduz no interior da própria família o comportamento individualista que irá reger a vida "lá fora". E assim passamos a reproduzir e alimentar todos os valores que conscientemente criticamos e atacamos: o excesso de individualismo, egoísmo e isolamento social. Ninguém em sã consciência ousaria defender este tipo de comportamento entre os membros da própria família. Por mais que a privacidade seja um dos principais elementos na construção de nossa identidade, pois acelera positivamente o principio de individuação, a partilha e o interesse pela vida do outro ocupava um lugar de destaque  tanto nas relações familiares como nas relações sociais. Hoje a arte do diálogo e do desvelamento de si mesmo está sendo paulatinamente substituída pela interação virtual, a presença que poderia ser sentida pela percepção direta de um simples olhar ou gesto está cedendo lugar a um  tipo diferente de relação. Não saberia pontuar os aspectos positivos e negativos desta forma de contato sem o peso de um determinado tipo de preconceito pois sou de uma geração que ainda era possível contemplar crianças subindo em árvores, brincando livremente pelas ruas, senhores sentados no meio fio contando "causos" relatos e experiências, desde simples piadas até as suas próprias vivências. A imaginação era exercitada na criação de histórias e fantasias, heróis imaginários habitavam nossas mentes,  em um segundo poderia surgir uma nova brincadeira, etc. Não seria capaz de afirmar de forma ingênua e descabida que as crianças de hoje estão destituídas do poder e da capacidade para tanto mas é inegável que o processo se dá por outros meios e formas. Por mais interessante e esclarecedor que pudesse ser a tentativa de compreender os processos pedagógicos de aprendizado, desenvolvimento cognitivo e relacionamentos interpessoais da criança, ainda assim estaria reduzido ao meu ponto de vista pessoal e particular, dificilmente teríamos acesso a um conjunto de experiências homogêneas que pudesse servir de referencial para uma pesquisa realizada com números e estatísticas fixas e imutáveis que  que nos servissem de molde e parâmetro  para o entendimento das gerações passadas, presentes e futuras. Hoje vivenciamos planos superpostos, e ao mesmo tempo que podemos contemplar crianças multifuncionais, que possuem o desenvolvimento de várias habilidades em si mesmas por outro podemos observar crianças que não possuem nenhum tipo de acesso ou estimulo externo para o despertar de seu potencial latente e criativo. Claro que certas ressalvas podem e devem ser feitas pois é impossível ignorar que antes do advento de determinadas tecnologias e do crescente sentimento de medo e insegurança despertado pela presença constante da violência e do aumento do consumo de drogas pesadas, entre elas o crack, as crianças brincavam entre si nas ruas e lugares públicos, eram responsáveis por legislar, executar e judiciar, ou seja, exercitavam desde cedo o conceito de cidadania sem a interferência de algum órgão fiscalizador externo pois criavam as próprias leis e regras de cada brincadeira. Todas eram executadas mediante o estabelecimento de um "consenso comum" e todos eram punidos de forma igual. O principio de isonomia era imanente, para dar um simples exemplo, podemos citar o pique esconde: imagine meia dúzia de crianças correndo desesperadas procurando o melhor lugar para se esconder, no inicio do pique foi tirado o famoso "zerinho ou um", os dois últimos tiravam no par ou ímpar, o que perdesse ficaria imbuído pela função de procurar. As regras eram bem simples: o que pegasse deveria virar o rosto para a parede, poste ou árvore e contar em voz alta até o número 40 por exemplo, depois disso poderia ir a procura dos demais. Para se salvar as crianças escondidas deveriam correr em direção ao lugar em que o pega era "batido" e gritar o nome assim ele estaria salvo. A medida que ia encontrando as crianças o mesmo ia correndo ao lugar de batida e dizia o nome do coleguinha. O último ou primeiro a ser achado estaria sendo responsável pelo pique, ou seja, temos neste pequeno exemplo, em termos práticos, as atividades que legislam, executam e judiciam. Não é preciso ir muito longe para afirmar de forma categórica que está prática estimula e ajuda a criança a desenvolver o senso de responsabilidade e justiça, de ganho e de perda e claro, aumento considerável de inteligência emocional no contato interpessoal. É lamentável perceber que as crianças estão sendo educadas para terem uma vida individual e isolada, com parâmetros, metas e objetivos bem definidos, numa sociedade que prima pelo sucesso e pela conquista de bens materiais acima dos bens éticos e morais dificilmente irá refletir seriamente sobre os ganhos e perdas de uma infância com menos tecnologia e mais liberdade individual a criança. Acredito que no futuro o próprio termo infância deverá ser pensado e discutido em outros termos e não naqueles que um dia tivemos a oportunidade de vivenciarmos. 

estou aqui orando
e sigo sempre pedindo
para Deus abençoar
e abrir novos caminhos


com a mente aberta
e o corpo fechado
disciplina de asceta
pensamento elevado
 
transpondo os obstáculos
vencendo os desafios
supero dificuldades
construindo o meu caminho


reconheço minhas falhas
admito os meus erros
me renderam aprendizado
e um novo recomeço


por isso agradeço
e não canso de exaltar
a justiça divina
misericórdia de Jah

sonhos não cabem no bolso
pensamentos não são moderados
o inferno são sempre os outros
e os desejos serão revelados
traumas habitam a noite
de dia urro desesperado
já projetei o meu lado oculto
no rosto do outro estampado
visualizei os meus segredos
aceitei os erros perpetrados
mantive singela demência
na tentativa de ser preservado
hoje admito o meu ser processo
matei por dentro meu advogado
aceitei minhas incoerências
ninguém justifica o injustificável
ninguém engana a própria consciência
sem ser por si mesmo lesado
hoje aceito minha inconsequência
como um cego por outro guiado
ignorância é letal veneno
me sinto até iluminado
por ter ao menos descoberto
o que aqui dentro era velado
como principio valorizo o tempo
sua riqueza presente infindável
me reconstruo neste momento
no agora eterno insondável

me recolho, fecho o olho
peço a Deus no coração
se tiver merecimento
mande mais uma canção


ameniza o sofrimento
reviva a recordação
de que a vida é passageira
e o mundo a distração


cansado de me iludir
neste mundo me perder
estive longe de mim
pra hoje reconhecer


que cada passo dado
aponta uma direção
além de ser caminho
também sou a construção


discípulo do tempo
contemplo a constelação
mantenho a vela acesa
refugio na oração


peço a Deus sabedoria
ao Anjo sua proteção
necessito de ajuda
auxilio na escuridão


na humildade me ajoelho
e peço para revelar
o caminho verdadeiro
para que possa trilhar


além do desfiladeiro
um motivo para sonhar
tenho a alma de guerreiro
sempre pronto pra lutar


o inimigo desafia
pronto pra te derrubar
mas me sinto protegido
pelo manto de Oxalá


o destino foi previsto
alerta à multidão
interesse coletivo
movendo nova visão


a teoria requer prática
além da improvisação
o rap é compromisso
aceito minha missão


dentro do peito bate
vontade de se encontrar
vivendo pela verdade
por ela devo lutar


amanhã vou despertar
esboçando um sorriso
pode parecer um sonho
mas nunca será impossível


a mensagem que levo
vai direto ao coração
o corpo todo arrepia
reconhece a vibração


sintonia positiva
fortalece a oração
a corrente é intensa
voltagem alta tensão


ontem estive em trevas
hoje em plena comunhão
elevo a Deus o espirito
a mente e o coração

Diante desta incontestável crise nacional vários personagens e fatos agravam o momento trágico cujas consequências podem ser medidas e observadas no aumento abusivo contido nas contas de energia e de gasolina. Não se trata de uma manifestação contra atos abstratos mas contra fatos concretos, realizados a luz do dia e às claras, com nome, endereço, CPF e RG, o povo brasileiro mais uma vez desperta perante a conta colocada em seu nome e arremessada de madrugada por algum "desconhecido". A distância que nos separa transcende os zeros presentes nas contas bancárias, já não temos tempo de sermos o país do futuro e parcela significativa de nossos filhos jazem esquecidos nos bares, nas ruas e avenidas, alguns carregam o pessimismo, o desânimo, outros o álcool, a maconha e a cocaína, e no desfile ostensivo de ostentações, no rol das fúteis vaidades, o colorido ultrajante do sorriso contrasta com a miséria e preocupação do povo, universidades decretam greve, terceirizados são severamente punidos e dispensados, como extrema medida na contenção de despesas, mais um verão se vai e sua herança pode ser resumida no baixo índice de água contida nos reservatórios e nos inumeráveis paus de selfie desproporcionalmente distribuídos entre os pontos turísticos do país, ainda assim, muitos continuam bonitos na foto, podemos perder tudo menos a pose, ao menos a vaidade para alguns ainda serve como útil reconforto. Anestésicos ideológicos são distribuídos por partidos de oposição que ainda teimam em nos convencer que possuem a fórmula mágica do equilíbrio e que são os únicos capazes de fazer com que o país se aprume, entre tantas idas e vindas, o ministério da educação mais uma vez se encontra de mãos dadas com o rodízio, o vazio da pasta resume o critério obtido pelo partido, que se dane a mensagem, vamos crucificar o mensageiro e mais uma vez conseguimos dar uma lição da ausência de comprometimento e devido respeito a fala alheia. A pátria amada se une festiva no almoço de domingo e a tarde se reúne para entoar o hino de seu clube preferido, mais um clássico adia por hora o grito de indignação, o pão e circo aliado ao cansaço e a preguiça de quem já não mais acredita em qualquer expectativa positiva de mudança, anestesia o sentido e mina qualquer indicio de contestação politica, econômica ou social, preferível deixar para amanhã, mas as mudanças mais importantes neste país nunca acontecem na segunda feira, pois gostamos das coisas na última hora, no último minuto, no último dia, ou penúltimo, pois o que mais aparece são trabalhos per fazer na sexta, mas sempre adiamos: deixa pra segunda e assim seguimos o vicioso ciclo dos dias sucessivos e repetitivos que nos convidam a arte de pensar e de deliberar assertivamente um propósito superior e elevado que faça com que nossas vidas assumam uma feição e expressão de verdade, algo que eleve o sentimento, embeleze o pensamento, que consiga impulsionar, imprimir um folego de vida, algo que seja construído com sangue, desejado com o coração, que faça com que seu autor esteja presente, atuante, desejoso de se aperfeiçoar segundo seus próprios critérios pessoais, um grito de alforria e liberdade, ao cativo detentor de desejos e vontades, acreditar por um segundo nos mistérios contidos no interior do sonho, ao menos poder imaginar por um instante o que significa em toda sua profundidade o significado da palavra liberdade que em verdade se aproxima sorrateira da responsabilidade, aquela que temos conosco, com o outro e com o mundo, pois não vivemos isolados, vivemos em conjunto. É aquela que nos faz prestar contas de nossos atos e pensamentos, é a consciência que nos direciona ao reto caminhar e agir, em tempos regidos pela supremacia da impunidade e da absoluta incerteza quanto ao futuro do Planeta é hora de silenciar a mente e ouvir com um pouco mais de cuidado e carinho a voz presente no coração, é hora de arregaçarmos a manga, com menos ansiedade e um pouco mais de sabedoria, é hora de unirmos forças, convergimos para um propósito comum, criarmos novos caminhos e estabelecermos novos parâmetros, é a hora do homem novo, para aqueles que duvidam, que deixaram se contaminar pela voz da descrença e do pessimismo reinante, cabe um convite, pois o reino do espirito é amplamente espaçoso e luminoso, nada falta além de um pouco mais de generosidade e paciência. Assim seja!


Uma das maiores contradições imanentes a sociedade capitalista, se refere à adoção de um conjunto de valores e princípios defendidos no intuito de fazer com que o individuo se responsabilize sozinho pelo seu insucesso e malogro. Diante de um país com taxas tributárias de primeiro mundo e serviços de terceiro, torna-se necessário um aprofundamento perante algumas medidas e providências tomadas no intuito de incentivar o consumo e conter a inflação, cujo índice cresce em passos galopantes. A sociedade tende a reforçar o mito do individualismo nos aplausos e reverências emitidos àqueles que defenderam e expuseram pontos de vista que visavam acima de tudo a aferição de lucros exacerbados e a manutenção do poder e privilégio nas mãos de uns poucos eleitos e escolhidos pelo sistema. É fácil emitir um juízo econômico e político do alto de seus respectivos postos e cargos, difícil é admitir de forma honesta, perante a própria consciência, que milhares de seres nasceram sem a possibilidade de escolherem entre o ser isto ou aquilo, nem ouso dizer do ter isso ou aquilo. Quando os olhos se fecham a dimensão humana da existência, é possível contemplar uma geração de cegos tateando errantes os infindáveis labirintos promovidos pela selva de pedra, em que a competitividade e a busca incessante por novos mercados se amplia e se fortalece, transformando-se no único e possível horizonte presente, homens se tornam meios e meios se tornam fins, o lucro desmedido promovido por negócios escusos e distantes de qualquer ato ético transparente, tende a ser o refúgio encontrado por todos aqueles que recusam viver uma vida coletiva baseada em valores e princípios diversos ao egocentrismo que permeia a base deste tipo de pessoa e personalidade. O sofrimento diário, de milhares de brasileiros, tende a ser ignorado e rebatizado com outros nomes por uma elite que se arroga o direito de legislar em beneficio próprio. Enquanto a classe média não tem seus benefícios e privilégios previamente atingidos, leia-se: seu próprio bolso, o sofrimento de seus semelhantes se afigura perfeitamente normal e aceitável, como se a pobreza pudesse ser extinta com uma dose generosa de boa vontade, afinal, um dos lemas ideológicos defendidos por estes indivíduos se resume no famoso "querer é poder" e para isto apenas uma vontade determinada basta, é preciso ler além das entrelinhas e buscar novas soluções além da economia e da política, é preciso repensar o amor e a condição que nos torna verdadeiramente humanos, é preciso expulsar das nossas relações o egoísmo, o orgulho e a vaidade, estes sim, nossos verdadeiros demônios, pois enquanto subsistirem em nossas vidas nenhum caminho coletivo poderá ser desbravado. Oxalá abençoe a todos.


Já estive na Igreja sendo batizado,
na rua da lama com cachorros viciados,
com as vacas mugindo e trepando pelos pastos,
com gatos no cio passeando por telhados,
presenciei o prenúncio  da primavera,
visitei pela história os primitivos porões da guerra,
psicodélicas visões surrealistas da Terra,
já recitei poemas desvairados,
com seres iletrados, rendidos e ajoelhados,
já jurei em partes com dedos cruzados,
já menti diversas vezes por incredulidade,
já defendi a vida, Deus e os pobres mártires,
já manipulei por vários aspectos a realidade,
já fiz a minha e outras vontades,
já me privei de certos duelos e combates,
já fiz e desfiz várias amizades,
já misturei concreto e construí pequena parte da cidade,
já fiz poda e subi em árvores,
já colhi verduras, ervas e legumes,
já conversei com ets, gnomos e abutres,
já fui euforicamente festejado,
já fui fortemente odiado,
já fui expulso da Igreja e de bares por estar chapado,
já fui abandonado derrotado,
com a camisa suja e o corpo vomitado,
já fui sequestrado para usar drogas em lugares inusitados,
já pedi cigarro, parei de fumar pelo excesso de pigarro,
já fui grosseiro, estúpido e bizarro,
já estive com malucos de todos os tipos e espécies,
ouvi coro de lamentações, lamúrias e preces,
conjunto de  sistemas, dissertações e teses,
convivi com várias gerações,
já tive surto de reflexões,
em meio a legiões,
de desejos, vontades e alucinações, 
vampiros, poetas e proféticas visões,   
primazia do corpo em decomposição,
da mente em expansão,
uma nova visão,
novas faculdades,
numa nova idade, 
nível vibratório elevado,
já fui massacrado,
pela polícia, mulheres e o Estado,
já estive enjaulado, como um macaco,
sendo interrogado, pelado, dentro do distrito,
por homens encarregados,
de prender bandidos e defender o Estado, 
sou espirito errante, quiçá um traficante,
de ideias e pensamentos elevados, 
um pouco retardado,
biologicamente adulterado, 
com um chip implantado,
por seres invisíveis, alienígenas do espaço,  
estive em outros planetas, hemisférios, sistemas estelares,
conheço a solidão do deserto e a imensidão dos mares,
hoje respiro outros ares,
além da tristeza, 
a beleza dos pomares, 
salve salve Zumbi e a resistência de Palmares,  
já conversei com mortos, postes e paredes,
já dormi de bruço encima de uma rede,
já tive sede, já passei fome,
já dormi pelas ruas, pelas calçadas,
já fui expulso e querido em várias quebradas,
sei a minha área,
conheço meu limite,
amo a liberdade,
detesto o dedo em riste,
abomino a corrupção,
já fui perseguido pelo excesso de honestidade,
já fui admirado por defender sempre a verdade,
hoje sou eu mesmo aqui e em qualquer parte...

Vivemos aprisionados pela era do politicamente correto, e é quase impossível emitir qualquer tipo de opinião sem passar pelo crivo do senso comum. Hoje é o dia Internacional da Mulher, e neste texto poderíamos citar o nome de mulheres que se destacaram e se destacam na história, que fizeram e fazem toda diferença. Podemos contemplar milhares de rostos anônimos, realizando as pequenas mas indispensáveis tarefas do cotidiano. Vale realçar a figura da mulher que é mãe, que além de mãe é esposa, que além de esposa é filha, que além de filha é irmã, que além de irmã é profissional, que além de profissional é humana e necessita de ter um tempo para si. Num mundo marcado pela ausência de tempo, pela pressa, pelo ininterrupto anseio pelo novo,  a mulher deste mundo moderno assim como o próprio homem necessita de um espaço único e exclusivo para si. Na verdade, preciso admitir que possuo uma séria restrição em discorrer  e falar em termos de gêneros, não acredito em estereótipos, grupos e classes, acredito no ser humano, mas não seria tão ingênuo a ponto de negligenciar as conquistas das mulheres, dos negros, dos homossexuais, dos pobres e desvalidos no decorrer dos últimos anos, a revolução sexual, os movimentos feministas, as passeatas GLBT, os programas de inclusão social, enfim, uma série de medidas foram tomadas, e por mais que facilmente ainda esbarremos em algum tipo de entrave proporcionado por algum segmento mais conservador da sociedade, os tabus sexuais do presente nem de longe se assemelham aos de algumas 24horas, o passado bate a porta, e sua face é irreconhecível, seria inimaginável para um pai dos anos 60 admitir a hipótese da filha dormir com o namorado no seu próprio quarto, o progresso é visível, e convenhamos, se por um lado demos saltos por outro parecemos retroceder ou caminhar em passos lentos. Velhas discussões ainda se arrastam sem uma conclusiva solução, entre elas a inclusão do negro na sociedade, a maioria dos cargos de direção assumidos por homens e um certo desajuste salarial em relação ao mesmo trabalho e atividade exercido por mulheres, ainda falta muita coisa per fazer e o que está bom ainda sim pode melhorar. Por outro lado, é quase impossível exercer com assertividade a necessidade de criticar certos grupos e condutas, pois os mesmos, por serem minorias, se tornam imediatamente imunes a crítica e caem num grau de permissividade onde tudo e todos podem ser atacados e pressionados, menos os seus membros, isto me faz lembrar algumas práticas adotadas por certos partidos políticos, é a velha frase, aos amigos tudo e aos inimigos a lei, ainda sim, acredito que tudo faz parte de um processo e que no futuro discussões deste teor serão vistas como algo de um tempo longínquo e que pertenceu aos primeiros passos democráticos da humanidade. Oxalá abençoe a todos!

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Admiro todas as pessoas que ousam pensar por si mesmas.

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Frases de Albert Einstein

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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