falsidade:
falsa idade
vaidade
vai idade
idade vã
id ao divã!!!
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lá se vai a tarde
perdeu sua viagem
dinheiro da passagem
tudo é bom
sozinho canta o louco
só peço um pouco
do que é bom
me lembro daquele tempo
bermuda, ócio e chinelo
onde estão?
acendo um cigarro
de leve dou um trago
como é bom
a noite no cinema
de quebra um fonema
locução
loucos não são poucos
o que é para os outros
nunca são
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vi rude virtude
no palco da vida
tudo representa arte
mundo apresenta parte
mundo arte
tudo parte
reapresenta
a arte representa o mundo
no palco da vida
tudo representa arte
mundo apresenta parte
mundo arte
tudo parte
reapresenta
a arte representa o mundo
projeção divina
esculpida
esculpida
por uma
subjetiva
estética
analítica
fonte inesgotável de energia
imagine um prisma
com o poder do imã
ponto de vista
controverso
diversificado
controverso
diversificado
diverso
significado
contra o verso
subjuga
o vulgo
confere
o jugo
o jugo
isto é feio
aquilo é belo
arte, ator, artista
poeta musicista
plástico artista
aretê
ar
et
arte
ator, artista
imitam, protagonizam, inventam
a vida!!!
aquilo é belo
arte, ator, artista
poeta musicista
plástico artista
aretê
ar
et
arte
ator, artista
imitam, protagonizam, inventam
a vida!!!
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Não me reconheço neste triste e velho adereço
Com facilidade nestes dias sombrios me entristeço
Como gostaria de poder morar em outro endereço
Talvez em Saturno, Marte, melhor Urano reconheço
Nem por um minuto sequer do Cosmos eu esqueço
A solidão com todo o seu peso me sobrecarrega
A esperança neste momento para mim é uma quimera
Quisera me ausentar por um segundo do planeta Terra
Quem me dera, Quem me dera, Quem me dera
Exposições de fantásticos quadros de miséria
Pintados com as fortes cores concretas da guerra
Um acervo emblemático, cujo conteúdo trágico
É banalmente retratado todos os dias no noticiário
Com facilidade nestes dias sombrios me entristeço
Como gostaria de poder morar em outro endereço
Talvez em Saturno, Marte, melhor Urano reconheço
Nem por um minuto sequer do Cosmos eu esqueço
A solidão com todo o seu peso me sobrecarrega
A esperança neste momento para mim é uma quimera
Quisera me ausentar por um segundo do planeta Terra
Quem me dera, Quem me dera, Quem me dera
Exposições de fantásticos quadros de miséria
Pintados com as fortes cores concretas da guerra
Um acervo emblemático, cujo conteúdo trágico
É banalmente retratado todos os dias no noticiário
(SEMPRE NO MESMO HORÁRIO!!!)
***************************************************
esquecemos de nossas verdadeiras casas,
podaram impunemente as nossas asas
do amor essência só restou a nossa casca
nem mesmo temos o divino poder telepata
Neste corpo selvagem todo instinto é primata
o que verdadeiramente nos envenena e mata
é a substituição da espécie pelo conceito de raça
ingênuas, negras, fortes, brancas, amarelas e pardas
Daquele Jeito!!!
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criar atividade
para uma nova idade ativa
na cavidade da vida subjetiva
cavar a vinda de uma era infinda
em que a ida seja ainda infinita
ensejo com isso lhe mostrar
que a mescla casual de palavras
pode ser no fundo inércia
de uma mente sutilmente vaga
embriagada à alma se rende
à estas combinações matemáticas
mas a substância poética é inclassificável
impossível contestar um fato dado
geometricamente linear na prática disforme
aglutinamos pensamentos uniformes
na tentativa inútil de ordenar o caos
premissa irrefutável para nos tornar imortal
no fim vencerão aqueles
que souberem destruir
arrancarem de dentro de si
o sentido de imensurável fruir estético
pois tudo é transitório e efêmero
neste renovável fluir eterno
blasfemo o extático
excomungo o parasita
no fim vale a afirmação da vida
e isto para todo poeta basta.
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estimulado pelo medo e pânico generalizado
mais um negro do gueto se sente inferiorizado
sem auto estima para contemplar as belezas da vida
sua ínfima existência passa despercebida, obscurecida
sem sonhos ou estímulos que lhe injetem energia
somente reflete sobre o desprezo e a inevitável hipocrisia
nos olhos da sociedade regida pela indubítável lógica fria
de um sistema que exclui e determina
quem são os escolhidos de sua seita maligna
onde o egoísmo, a vaidade e o orgulho predomina
querem dizimar nossa etnia, enfraquecendo nossa auto estima
mas somos fortes descendentes de negros escravos, lendários
assim como um cometa que atravessa este planeta em segundos
quando morremos não vagamos simplesmente nos transmutamos
e pelo universo juntamente com nossa falange passeamos
e sorrimos quando vemos na mente vulgar estampado
o estranhamento por termos sido previamente avisados
de que no dia do banquete divino seríamos convidados
por muito tempo, desde que pisamos nesta terra, esperados
no céu o solene cortejo de milhares de espíritos
todos unidos pelo poder verdadeiro de um único rito
o amor universal que nos envolve e nos enlaça
fazendo nos esquecer das diferenças de credos e de raças
tecemos nossas vidas de acordo com os nossos atos
mas os pensamentos também neste molde se encaixam
tudo é vida é movimento, e o que para nós é sutil, para outro é palpável
é preciso ter a mente aberta para novas idéias e concepções
se não quisermos nos tornar reféns de nossos preconceitos e ilusões
mais um negro do gueto se sente inferiorizado
sem auto estima para contemplar as belezas da vida
sua ínfima existência passa despercebida, obscurecida
sem sonhos ou estímulos que lhe injetem energia
somente reflete sobre o desprezo e a inevitável hipocrisia
nos olhos da sociedade regida pela indubítável lógica fria
de um sistema que exclui e determina
quem são os escolhidos de sua seita maligna
onde o egoísmo, a vaidade e o orgulho predomina
querem dizimar nossa etnia, enfraquecendo nossa auto estima
mas somos fortes descendentes de negros escravos, lendários
assim como um cometa que atravessa este planeta em segundos
quando morremos não vagamos simplesmente nos transmutamos
e pelo universo juntamente com nossa falange passeamos
e sorrimos quando vemos na mente vulgar estampado
o estranhamento por termos sido previamente avisados
de que no dia do banquete divino seríamos convidados
por muito tempo, desde que pisamos nesta terra, esperados
no céu o solene cortejo de milhares de espíritos
todos unidos pelo poder verdadeiro de um único rito
o amor universal que nos envolve e nos enlaça
fazendo nos esquecer das diferenças de credos e de raças
tecemos nossas vidas de acordo com os nossos atos
mas os pensamentos também neste molde se encaixam
tudo é vida é movimento, e o que para nós é sutil, para outro é palpável
é preciso ter a mente aberta para novas idéias e concepções
se não quisermos nos tornar reféns de nossos preconceitos e ilusões
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Hediondo ato suicida
imperdoável
transito pelo mundo invisível,
insondável
diariamente adormeço com dificuldade
por não conseguir apagar da memória
a sua insensata e terrificante imagem
planeta diferente com atos inusitados,
solenes
dias frios, mortos, imprevisíveis e quentes
tudo se mistura neste parâmetro articulado
é como um quebra cabeça montado ao contrário
não entendo muito destas coisas de amor
mas ninguém é livre se não pagar o impostor
o imposto é o tributo deste estado corrupto
o poema político descaracterizado pelo crítico
é um insulto linguístico no meio dito artístico
poetas revolucionários são raros, escassos
e dificilmente se encontram neste espaço
onde todos estão acostumados,
a receberem seus códigos decodificados
um site de procura inaugura uma nova era
onde a preguiça e a letargia mental impera
neste novo tempo de calculadoras e agendas
onde a memória nem se quer se lembra
de seu último esforço empregado
imperdoável
transito pelo mundo invisível,
insondável
diariamente adormeço com dificuldade
por não conseguir apagar da memória
a sua insensata e terrificante imagem
planeta diferente com atos inusitados,
solenes
dias frios, mortos, imprevisíveis e quentes
tudo se mistura neste parâmetro articulado
é como um quebra cabeça montado ao contrário
não entendo muito destas coisas de amor
mas ninguém é livre se não pagar o impostor
o imposto é o tributo deste estado corrupto
o poema político descaracterizado pelo crítico
é um insulto linguístico no meio dito artístico
poetas revolucionários são raros, escassos
e dificilmente se encontram neste espaço
onde todos estão acostumados,
a receberem seus códigos decodificados
um site de procura inaugura uma nova era
onde a preguiça e a letargia mental impera
neste novo tempo de calculadoras e agendas
onde a memória nem se quer se lembra
de seu último esforço empregado
queremos sempre ser os primeiros
mesmos que estejemos errados
a tecnologia nem sempre representa o progresso
e a mediocridade nem sequer reflete sobre o verso
é preferível me rotular e me julgar sequelado
do que por um minuto se imaginar deste lado
continuo na minha rica batalha diária
em que a poesia é minha filha abastada
o luto é apenas temporário, acaba no túmulo
mesmos que estejemos errados
a tecnologia nem sempre representa o progresso
e a mediocridade nem sequer reflete sobre o verso
é preferível me rotular e me julgar sequelado
do que por um minuto se imaginar deste lado
continuo na minha rica batalha diária
em que a poesia é minha filha abastada
o luto é apenas temporário, acaba no túmulo
minha roupagem terrena é perecível e pequena
perto da luminosidade eterna que minha alma encerra
verdadeiro profeta é aquele que ousa ser si mesmo
sem medo do preconceito e dos olhares alheios,
normal
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o sóbrio menino sombrio
compõe seu ébrio som
dissonante
letras consideradas subversivas
versam sob o sub mundo da vida
desconhece a lei orgânica
regida por um organismo estatal
reconhece a ignorância
de seu regime ancestral
força bruta dilapidada
eternizada nos confrontos
Observo, mudo, o concreto
concerto incerto de credos
compõe seu ébrio som
dissonante
letras consideradas subversivas
versam sob o sub mundo da vida
desconhece a lei orgânica
regida por um organismo estatal
reconhece a ignorância
de seu regime ancestral
força bruta dilapidada
eternizada nos confrontos
Observo, mudo, o concreto
concerto incerto de credos
verticalmente reto
mirando inconsciente
vertiginoso espaço céu
Naquele prédio o tédio
é burocrático
mirando inconsciente
vertiginoso espaço céu
Naquele prédio o tédio
é burocrático
Precisa-se de alguém para autorizar
Nada anda naquele andar
aleijado
chama-se Estado
Apenas o elevador
eleva a nossa dor
e nossa Miss Éria
Continua desfilando!
aleijado
chama-se Estado
Apenas o elevador
eleva a nossa dor
e nossa Miss Éria
Continua desfilando!
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Vejo um circo montado às avessas... Os palhaços deste circo, ao contrário dos que conheço, preferem rir do quê propagar a alegria em lar alheio. Sorriem de nosso sofrimento. O jornal precisa da tragédia. A tragédia é o sentido do universo, senão deste planeta. A miséria estampada nas camadas periféricas provoca a repulsa dos que se vestem com a roupa adequada do sistema, não se despem de seus impulsos egoístas, ao contrário, se esforçam para possuírem sempre mais e mais. As nações de caráter beligerante se protegem de uma guerra invisível que se faz presente aos olhos inimigos que desejam ao máximo o excitamento do fogo ardente das paixões humanas. A besta fera que em nós reside gargalha perante a derrota e a tristeza de milhares que no palco da vida nunca terão a mínima chance de se tornarem protagonistas. Os animais descansam despreocupados e nós lutamos contra todos e contra ninguém. Nascemos preenchidos por um enigma, por um mistério insondável. Comportamentos ascéticos, estóicos, radicais religiosos clamam a Alá a benção para poderem matar em seu nome. A liberdade fictícia contida na retina de profetas adormece no idealismo ingênuo de rebeldes visionários. O toque de recolher é uma realidade em diversas cidades. O horário transformado em meio de nos enclausurar. Muralhas de ferro nos separam e cresce assustadoramente o número de fronteiras. Estamos juntos mesmo estando separados, ao mesmo tempo, ao mesmo espaço. Romper com os limites impostos por nossa humana condição não é suficiente, não basta ter certeza é preciso experimentar. O experimento conosco mesmo nos define e nos divide, numa hierarquia infinita, entre aqueles que sabem, aqueles que imaginam e os que nem sequer cogitam da existência de uma possível verdade universal. Caminhamos desprovidos de um olhar mais aguçado e no tempestivo mar das vaidades humanas nos perdemos no colossal labirinto das futilidades e das artimanhas criadas no intuito de iludir nossa mente. Nem mesmo sabemos o que é o verdadeiro amor. Sentimos de fato a dor e até mesmo sua presença não inibe nosso comportamento vil e selvagem. Poetas, mártires, inumeráveis possibilidades de contraste em meio a reduzidas perspectivas convergentes. A revolução coletiva foi abortada em função de um estilo de vida extremamente individualista e alienante. As portas de nosso ser está fechada ao verdadeiro encontro com o outro. Por isso a inexistência de proselitismo no seio espírita me convence da dificuldade de reunirmos quatro corações sinceros, carregados do mesmo propósito e do mesmo fraterno sentimento. Urge defender abertamente uma posição condizente com nossa mais íntima vontade de renovação e mudança.
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Minhas lisas lentes lesadas
pressentem
o luto imanente
ao limite do mundo,
no local da labuta
leio na lacuna verbal
o conselho impresso
nos classificados do jornal
Meu lar: labirinto interno indecifrável
Lento sussurro,
licito o céu
atravesso os mundos
e em todos
vejo o enfático destino cruel
morte: terra, pó, verme
No calendário,
dia de finados
um fino trato tardio
no feriado
Na beleza do cheiro flores
Na ternura dos rostos lágrimas
Na lembrança dos corpos temores
Deus no céu se embriaga
Na presença de sua criação
Para a alma basta
um sopro de consolação
eterno sofrimento infindável
irrealizável desejo imediato
viver é ver ao avesso
o que existe
por de trás dos túmulos
vidas, arrepios, murmúrios
chão de lamentação,
degusto sua dor
saboreio sua agonia
experimento com malícia
a textura grelhada de sua carne
algoz que na noite expia
seus sonhos dilacerados
sou um verme
na sua mente
implantado
sou um cadáver
a andar vivo
na luz do dia
sou a quimera
recitada pelo poeta
hoje tudo é fúnebre e cadavérico
neste lindo florido cemitério
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Insatisfeito
vocifero bobagens
na esquina
de uma rua qualquer
solitário
caminho errante
vontade de estar
com uma mulher
Me embriagar
com seu cheiro,
preenche-la
por inteiro
de carinhos
mimos e beijos
para na sua ausência
chorar sozinho,
e sentir que sofro
mas estou vivo
Ridicularizado
na medíocre
calçada social
não estampo
em meu corpo
as marcas
indeléveis
do status quo
convencional
ANORMAL
de carinhos
mimos e beijos
para na sua ausência
chorar sozinho,
e sentir que sofro
mas estou vivo
Ridicularizado
na medíocre
calçada social
não estampo
em meu corpo
as marcas
indeléveis
do status quo
convencional
ANORMAL
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Continuo omisso
ao artíficio rígido
criado pelo cego
instinto místico
Mas acredito
no plano onírico
e no paradoxal
reino metafísico
Deitado sob o infinito
contemplo
no chão Terra
meus restos, dejetos
carne decomposta,
minúscula
pequena vontade,
astúcia
Microscópicas palavras
me
interessam
Sou a força
que move
o universo
Meu pulso
rio de sangue
segue seu curso
involuntário
no micro corpo
espelho do cosmos
despedaçado
Preferível estar
do que ser
para
no mundo
aparência
não perecer
sóbrio
Neste mundo
transformação
segundo Heráclito
imutável é ilusão
inteligível diria Platão
invisível
desilusão
embriaguez!
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Acordo sob a ordenação do destino
desconheço minha vontade diária
cachoeira, churrasco, bares
ou simplesmente ficar em casa
tecendo comentários elogiosos
seja sob a comida de minha mãe
seja pela índole de meu pai
minha humana condição irredutível
me limita ao sentido perceptível
gostaria de neste momento
em meu rosto esboçar um sorriso
mas me sinto só e indeciso
sobre o que fazer com o meu dia
comprar um jornal ou ler poesia
mais um dia trancado em meu quarto
conversando com os mortos
nietzsche sacode seu sarcófago
para eliminar seu niilismo
augusto dos anjos iluminado
condena hoje seu pessimismo
murilo mendes ajoelhado
entoa um lindo cântico lírico
castro alves revolucionário
nos convida a sermos amigos
a entretermos vigorosos discursos
aparentemente vazios, sem sentidos
com os profundos e necessários livros
neste domingo respiro indecisão
vontade de dizer sim
vontade de dizer não
poderia ter acordado
com tudo planejado:
maracanã no rio lotado
litoral brasileiro ensolarado
cachoeiras delícias de minas
onde estão agora as premissas
dos filósofos existencialistas
que religiosamente rezam suas missas
no altar das convenções idealistas?
Desbaratinado continuo indeciso
se faço isso, ou se faço aquilo
Em minha torre de marfim
de fato me conservo
O pensamento inseguro e incerto
faz parte de nossa reflexão
escolhas permeiam a nossa vida
seja o peso excessivo da rotina
ou o medo imaginário da saída
novidade busca o anseio
ser outro, sendo sempre o mesmo
me alívio com a escrita
minha tarja preta comprimida
entre versos, estrofes e rimas
ainda não sei o que fazer
mas apetece ao espírito escrever
e isto para mim já basta!
ganhei o meu dia
escrevi uma poesia
simples mas sincera!
BOM DOMINGO A TODOS!!!
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Dilacero com ódio profundo
a hipocrisia atrás dos muros
falsos olhares inquisidores
pintarei quadros belos
em meio ao circo dos horrores
a revolta na ausência de sentido
a hipocrisia atrás dos muros
falsos olhares inquisidores
pintarei quadros belos
em meio ao circo dos horrores
a revolta na ausência de sentido
mundo transformado em circo
palhaços de ternos caros rindo
miseráveis da terra, cínicos
estarão colhendo frutos nos abismos
lampejo de trevas e desespero
já não somos homens
e sim lobos traiçoeiros
egoístas por unanimidade
cortejamos celebridades
espantalhos da vaidade
no prazer desmedido
soberbo orgulho
contemplo este tempo caduco
em que homens adoram o absurdo
ajoelham perante ídolos esdrúxulos
ignorantes de sua essência espiritual
diariamente contribuimos para o mal
no desprezo da fome e dor alheia
sorrimos nos bares com cerveja
sobriedade é um estado raro
para o espirito no corpo enjaulado
o sofrimento é imanente, necessário
sabedoria perversa e inversa
ao desejo imediato que nos conserva
vivos, mesmo sem desejarmos
escravos dos sentidos e do estado
escasso!!!
palhaços de ternos caros rindo
miseráveis da terra, cínicos
estarão colhendo frutos nos abismos
lampejo de trevas e desespero
já não somos homens
e sim lobos traiçoeiros
egoístas por unanimidade
cortejamos celebridades
espantalhos da vaidade
no prazer desmedido
soberbo orgulho
contemplo este tempo caduco
em que homens adoram o absurdo
ajoelham perante ídolos esdrúxulos
ignorantes de sua essência espiritual
diariamente contribuimos para o mal
no desprezo da fome e dor alheia
sorrimos nos bares com cerveja
sobriedade é um estado raro
para o espirito no corpo enjaulado
o sofrimento é imanente, necessário
sabedoria perversa e inversa
ao desejo imediato que nos conserva
vivos, mesmo sem desejarmos
escravos dos sentidos e do estado
escasso!!!
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Vila Rica, Vila pobre... Famílias tradicionais escondem sua riqueza, desigualdade em meio a arquitetônica beleza... veloso, santana, piedade. Mês de festividades, Santa Efigênia com os negros do congo entoam líricos cânticos de angústia e tristeza por ver a soberba e a astúcia com que certas pessoas tentam ludibriar, primeiramente, a si mesmas, depois o outro. Referencial torpe, decadente cenário, na barroca vertigem, um pseudo retrato. No horizonte árcade o alcoól e outras coisitas mais já fazem parte... refém do medo e da ignorância. Militarismo defendido como príncipio. O falso moralismo dos arcanjos do pau oco. Mais um poeta morre. Não foi reverenciado em vida, ao contrário, sua vida e hábitos marcados pela indiferença e pela amarga, porém necessária, amizade com a incompreensão alheia. Nos olhos a revolta, no coração o luto, assim caminho por este antro com aspecto sombrio e noturno. Ouro Preto quem lhe conhece não lhe compra jamais. Resplandece a ambição de outrora nos discursos evasivos de seus políticos e donos ancestrais. O que queres de mim Ouro Preto, se afagas mimosamente a cabeça de afortunados e se ergue majestosa para seres indiferentes ao seu verdadeiro valor. Tu contemplas de forma irreverente e indiscriminada aqueles que não são nativos, da terra. Seus filhos jazem esquecidos nas obrigações estabelecidas pela rotina e seu apetite insaciável nos devora, nos aglutina em escassas condições de vida. Turistas do Mundo, subam o santana, visitem a piedade, vangloriem os cidadãos honestos do veloso. Taciturna Ouro Preto eclode dentro de mim um certo desprezo por sua importância arquitetônica e histórica pois tu és reféns do lucro imediatista e da vitória a qualquer preço. Tiradentes contempla extático as brigas por um pedaço da fatia da grande empresa clandestina que transformaste-te. Núcleo do saber, fonte de sabedoria, palavras vazias numa cidade conhecida pelo alto teor etílico de seus convivas. Rumores de uma procissão, oxalá conserve a paz neste mês de Santa Efigênia.
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Labaredas bruxuleantes ecoam no silêncio da noite
Sons, ruídos, estrelas, cosmos, fascínio
Realidade transmutada por diáfano delírio
Uma multidão de "invisíveis" seres adversos
Compõem o noturno cenário com seu ethos
Cintilantes pirilampos ensaiam sutil dança
Cegos morcegos martirizam a bruma
Na inútil tentativa de dissipá-la perecem
sob o peso do cansaço e da insensatez
Corujas comungam pios em seus buracos
um metro quadrado de necessidade
Enquanto isso:
O devasso poeta arquiteta com suprema malícia
Tendo as palavras sublimadas pela dor como premissa
A morte risível do matemático soneto universal
Na lápide imagens de um tempo surreal
Guerreiros de lanças, escudos e espadas
Flechas entrecruzam o espaço
Em meio a estridentes gargalhadas
Satíricas risadas...
Desventurados amigos que comigo caminham
Não tereis, ao acaso, em um momento sombrio
Pensado em teres como seguro pórtico a morte
O suicídio tardio de uma inocente verdade
Não existe vontade sem liberdade
Repensar o amor sob o peso da cruz
Arrancar de nossa alma o humano pus
Sincretizado pelo indecifrável mistério,
Encerrado num corpo finito sabendo-se eterno,
Os lógicos conceitos arraigados
A mente ao corpo
O tempo ao espaço
A substância etérea, instintivamente lapida
nossa consciência à evolução se alia
de modo vago, repentino
mudamos o destino
de nossa pequena grandeza cósmica!!!
Sons, ruídos, estrelas, cosmos, fascínio
Realidade transmutada por diáfano delírio
Uma multidão de "invisíveis" seres adversos
Compõem o noturno cenário com seu ethos
Cintilantes pirilampos ensaiam sutil dança
Cegos morcegos martirizam a bruma
Na inútil tentativa de dissipá-la perecem
sob o peso do cansaço e da insensatez
Corujas comungam pios em seus buracos
um metro quadrado de necessidade
Enquanto isso:
O devasso poeta arquiteta com suprema malícia
Tendo as palavras sublimadas pela dor como premissa
A morte risível do matemático soneto universal
Na lápide imagens de um tempo surreal
Guerreiros de lanças, escudos e espadas
Flechas entrecruzam o espaço
Em meio a estridentes gargalhadas
Satíricas risadas...
Desventurados amigos que comigo caminham
Não tereis, ao acaso, em um momento sombrio
Pensado em teres como seguro pórtico a morte
O suicídio tardio de uma inocente verdade
Não existe vontade sem liberdade
Repensar o amor sob o peso da cruz
Arrancar de nossa alma o humano pus
Sincretizado pelo indecifrável mistério,
Encerrado num corpo finito sabendo-se eterno,
Os lógicos conceitos arraigados
A mente ao corpo
O tempo ao espaço
A substância etérea, instintivamente lapida
nossa consciência à evolução se alia
de modo vago, repentino
mudamos o destino
de nossa pequena grandeza cósmica!!!
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É com extremo pesar e tristeza que venho até vós desabafar e por que não, tentar desvencilhar, através da escrita, deste sentimento enfadonho e triste que hoje me aprisiona. Ao constatar a insatisfação crescente dos jovens, que se inserem sem nenhum preparo acadêmico, sem os instrumentos necessários, para que sejam vistos, de fato, como seres dignos de serem elevados ao seio social, percebo o preconceito e o descaso da sociedade em relação aos mesmos . O formato básico do sistema resume-se nas seguintes fases: ensino fundamental, ensino médio, graduação, pós graduação, mestrado, doutorado e phd. Quem não se encaixa nestes moldes e não absorve o saber com este critério de caráter mercadológico está prestes a cometer um autocídio, voluntário ou não.
O conhecimento não é visto como um fim em si mesmo mas sempre como um meio. Ao adentrar o interior de uma biblioteca pública não é raro a interpelação: você está estudando para quê, para qual concurso? Estou estudando para fundir a minha cuca e quem sabe um dia entender os desígnios divinos que estão sendo constantemente ocultados por esta atmosfera nauseabunda e terrificante, caracterizada pela dor multifacetada.
Temos que ser temerários até a morte, caso quisermos gozar de um estado de alma mais elevado, mas não tenhais dúvida, a medida que avançamos no conhecimento das coisas e dos seres, cresce proporcionalmente o nosso sofrimento íntimo, pessoal e instranferível. É o ápice da loucura divina! Cresce assustadoramente o questionamento e na mesma medida, o espanto, que segundo Platão, é a principal condição do conhecimento e o permanente estado que nos permite entrever o mundo das idéias, na verdade, "os homens podem ser considerados superiores e inferiores segundo a sua capacidade de se espantarem" (Shopenhauer, Da Necessidade Metafísica).
A partir do momento em que a classe burguesa se apossa, não somente dos meios de produção mas do próprio saber, restrigindo e limitando a sua disseminação de forma indiscriminada, utilizando-se de forma criminosa e vil da grande mídia, que exerce a função de inocular o letal vírus da conformidade e da insensatez que faz com que milhões de seres ajoelhem irrefletidamente aos pés de qualquer autoridade, beatificando seres esdrúxulos como Ivete Sangalo (é assim que escreve? - um riso debochado, pelo amor de dadá ) e Claudinha Leite, transformando o big brother num celeiro de celebridades, é de causar enjôo e repugnância a ignorância e o nível de idolatria que nós conseguimos atingir, sem apelar para a esfera do religioso.
A partir do momento em que a classe burguesa se apossa, não somente dos meios de produção mas do próprio saber, restrigindo e limitando a sua disseminação de forma indiscriminada, utilizando-se de forma criminosa e vil da grande mídia, que exerce a função de inocular o letal vírus da conformidade e da insensatez que faz com que milhões de seres ajoelhem irrefletidamente aos pés de qualquer autoridade, beatificando seres esdrúxulos como Ivete Sangalo (é assim que escreve? - um riso debochado, pelo amor de dadá ) e Claudinha Leite, transformando o big brother num celeiro de celebridades, é de causar enjôo e repugnância a ignorância e o nível de idolatria que nós conseguimos atingir, sem apelar para a esfera do religioso.
Seguidores fiéis do modus operandis do sistema, cultuam de forma exarcebada no altar das futilidades, a inércia mental e a letargia como formas de agradar ao seu Senhor. Quando não são sacrificados em nome da sobrevivência, a ocuparem cargos que não condizem com sua aptidão, não conseguem refletir e nem sequer passa pelo crivo de sua razão questionar a sua própria vocação.
Seus sonhos estão mortos e tudo se reduz ao "som do batidão". Sinto uma verdadeira ojeriza por cantores de pagodes, mesmo sambistas consagrados, ou falsos mc´s que tentam romantizar os córregos podres e a miséria estampada nos becos e ruelas das favelas. Não é bom nem saudável morar na favela, e ao tentar minimizar o sofrimento dos que nela habitam, acabam por favorecer a manutenção e perpetuação desta inadmissível desigualdade que permeia a sociedade.
Os valores cristãos também podem ser tomados como um pesado fardo que terão de ser rompidos, deixados para trás, como frutos de um tempo bárbaro em que a fala era um dom raro e para poucos. Ao exaltar a pobreza, a feiúra, os aleijados, coxos, sofredores de todos os matizes Cristo acabou por optar pelo enfraquecimento da espécie e todo aquele que declaresse seu amor pela vida e que auto afirmasse a sua existência estaria condenado às diabólicas brasas do inferno. O Brasil é um país cristão e os jesuítas foram os primeiros responsáveis pela nossa catequização, que se por um lado provocou este comportamento passivo, submisso, por outro trouxe um admirável progresso no campo das belas letras. Uma página não seria suficiente para analisarmos os efeitos positivos e negativos do cristianismo, para tanto, aconselho aqueles que se interessarem pelo assunto a ler o Anticristo de Nietzsche que em nenhum momento apedreja o nazareno, tão somente o "cristianismo" - resultado da interpretação errônea dos atos e ensinamentos de Cristo - e aqueles que se apropriaram e divulgaram a sua doutrina de forma indevida e perigosa, como o apóstolo Paulo, por exemplo, que o mesmo acusa de ser o apóstolo do ressentimento, do ódio e da vingança.
Todos os revolucionários nunca cansarão de repetir, e suas vozes nunca cessarão de dizer o quanto é importante investir na educação. A educação que visa tão somente a perpetuação deste sistema deve ser excluída e modificada por uma que integre e unifique o saber, respeitando os limites de compreensão de cada indivíduo, fazendo que o mesmo, perceba, por si mesmo, a importância e a necessidade de aperfeiçoar o seu intelecto, e acima de tudo, descubra o prazer imanente ao ato de conhecer. Quando estivermos entronizados com este pensamento estaremos nos distanciando sensivelmente dos educadores de outrora, que se dispunham a defender a palmatória com seu discurso rígido, ríspido e autoritário.
Novas reflexões irão surgir, novos discursos irão despontar neste novo cenário virtual, mas os clássicos sempre serão os clássicos e sempre haverá espaço para o diálogo com o passado. Entrementes, tentem imaginar, por um segundo, a geração vindoura, com toda esta gama de informações contidas na internet... bebês filosofando, crianças kamikazes polindo seus fuzis, cantarolando canções em oito idiomas ou simplesmente reproduzindo tudo aquilo que assimila de forma automática, não crítica... imagine...















