Quando optei por fazer filosofia sabia, de antemão, das dificuldades que iria enfrentar... Sempre acreditei na educação como o único meio de transformação real da sociedade, no entanto, não posso deixar de manifestar minha indignação com discursos evasivos de caráter meramente mercadológico que visam acima de tudo acentuar discussões de cunho ideológico duvidoso. A arte de educar é um sacerdócio e as pessoas que não estão satisfeitas com seus salários que procurem outra profissão, conheço domésticas, pedreiros, faxineiros, garis, malabaristas, balconistas, que ganham bem menos e nem por isso saem por aí com este aspecto fúnebre e triste. Infelizmente, em nosso país, uma série de fatores contribui para que nossos jovens e crianças se sintam realmente inferiores. Não temos um incentivo real na formulação de projetos que estimulem a criação de uma tecnologia propriamente nacional. Apenas reproduzimos o que os outros já criaram. Culpados? Políticos, padres, pastores, mídia, pais, sociedade... todos em algum nível contribuem para este atual estado de coisas... Então faço a seguinte proposta, fora microsoft, fora orkut, fora msn, fora honda, fora yamaha, fora multinacionais, fora globo... o jovem brasileiro atingiu um nível de alienação tão profundo que não conseguiria viver sem estes "benefícios", tudo isso em nome de um suposto progresso... Creio que seria mais interessante a discussão em torno das soluções do que simplesmente apontar os erros e fazer comparações descabidas com outros povos e nações. Como diria nosso saudoso Serginho do Rock, não podemos nos tornar "terceiros mundistas revoltados". Façamos nossa parte, de boa vontade e se os políticos - classe esta que me provoca ojeriza - não estão preocupados com isso, façamos como Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá, que não precisaram desta esfera para exemplificar seus atos e propagar seu amor pela grande humanidade sofredora. O homem é um animal político, diria Aristóteles, Bertold Brecht acharia este tipo de discurso inadmissível, mas isto é o que eles pensam e não acredito em nenhum tipo de autoridade para fundamentar qualquer tipo de discurso... Por isso volto a frisar, quem quiser, hoje, no Brasil, se tornar um bom educador, não ignore as dificuldades, abrace a profissão ou a deixe por outra mais satisfatória e mais rentável. Não quero com isso defender abertamente a passividade e a submissão, mas já estamos cansados desta espécie de discurso que enfatiza de forma negativa o papel do professor reduzindo sua perspectiva em relação ao outro à dimensão mercadológica. Paciência e Amor são essenciais. Na verdade, são prerrogativas indispensáveis nesta luta que empreendemos todos os dias contra as mazelas e torpezas que se fazem visíveis aos olhos de todos. Acredito que se alguém lançasse uma bomba no senado não seria cruelmente condenado, ao contrário, seria digno de aplausos e de placa de honra ao mérito. Pense bem, o próprio Che Guevara só acreditou na revolução armada... Não existe meio termo... Se renascesse hoje no Brasil apoiaria com certeza o PCC ou o Comando Vermelho, não duvideis desta louca possibilidade. Ou os educadores procurem meios de atingir seu alvo, ou seja, fazer com que seus alunos apreciem o prazer de conhecer, ou se unam e reivindiquem de forma violenta seus direitos, pois essa lenga lenga de salários, más condições de trabalho, etc, irá se arrastar penosamente por muitas décadas, visto nossos atuais governantes não estarem interessados na elevação do saber e conhecimento da coletividade. Ou procurem outra profissão... ou melhor, deixem tudo do jeito que está.... talvez na ruína e decadência total do sistema esteja a saída, ou melhor, o começo dos novos tempos. Mesmo que nos transformemos em bestas feras, será melhor experimentarmos a dor e o sofrimento do que compactuarmos com o medo e com posturas covardes que não reconhecem este mundo como um lugar inferior e atrasado. Aos maus governantes, o peso de sua consciência e a ação do tempo serão remédios salutares que lhes lançarão no abismo vil de suas ações impensadas e irrefletidas, se não existe por um lado o inferno cristão, existe umbrais e abismos, regiões trevosas habitadas por espíritos malévolos que lhe aplicarão o corretivo necessário. Prefiro crer na justiça divina, pois as dos homens, em especial a dos brasileiros, está dançada desde muito tempo. A esperança é a admissão do sofrimento, é sinal de que as coisas não estão bem no presente e que devemos projetar no futuro nossas expectativas, se Cristo, que era bom, foi crucificado, o que devemos esperar, para nós? O céu das consolações celestiais? Não. Deveríamos, todos nós, sem exceção, sofrer cada vez mais, sorrir cada vez menos e não dividirmos com os outros o peso de nossas dúvidas e aflições. Somos imperfeitos e defeituosos. Deixe o paraíso material para os ricos, o sofrimento terreno para os pobres e o futuro celestial para os justos. O tempo é senhor soberano e verdadeiro de todas as coisas. Se os governantes preferem à rota da ignorância e da indiferença, beleza, colherão por sua vez, os frutos nas manifestações cada vez mais violentas daqueles que estão à margem. Seus filhos serão esquartejados, sequestrados, e eu, por minha vez, não terei nenhum tipo de compaixão. O salmo 109 para inimigo é categórico, que não haja quem tenha compaixão de seus órfãos, para quem sabe ler um pingo é letra. Por uma sociedade mais justa e mais humana, o extremado ódio contra estes princípios medíocres que emanam das esferas públicas, estaduais e federais... O barco da vida continua a navegar sob o mar da existência corporal... Mas o espírito, este sim, imortal e eterno, será objeto de estudo e meditação. Nos estudos econômicos do mundo ainda não estão contidos o egoísmo e a vaidade como os principais obstáculos a serem suplantados caso desejemos de fato vivermos numa sociedade mais justa e igualitária. Isto é só o que eu penso... Nada mais que isso...



na minha seca de um dia
mil baseados apertados na bahia
fuma verde, o mato mata
não se tem para ser
não se faz para viver
falta o mínimo necessário
um sopro vital é apagado
reunião de verbos essenciais
paralelo ao desperdício omisso,
do vale compra da moeda orgânica
a plasticidade invísivel do suicida
nas ruas, pessoas normais transitam
em busca de novidades, verdades e objetos
pode ser um alimento ou um veneno
para continuarem vivendo
cem ratos no apartamento
apetece a vontade ficar parada
uma tarde a tôa, sem fazer nada
observando as pessoas, caladas
senhores de pernas cruzadas
pombas pacatas pousam na praça
enquanto na rua, vertigem
procura, anda, sonda, vasculha
entre bancos, quitandas, viaturas
motores pulsantes emitem um som a mais
alguém persiste em permanecer vivo
acorrentado ao sexto sentido
admiro o despojamento inato dos animais
e eu continuo respirando...
refrigerará minha alma
alegrará minha existência

pressinto um ardente desejo de fusão...
a fissão nuclear ainda não ocorreu,
pelo menos por aqui,
mas alguém continua a perguntar...
e o mistério indecifrável persiste,
a matéria de fato existe?
O vácuo atômico,
prerrogativa quântica,
já foi elaborado,
por magos esclarecidos,
por cientistas pesquisado,
estou persuadido pelo poder do verso
e sinto que um dia estaremos no espaço,
dançando a valsa dos mortos vivos
num ritmo energeticamente insuspeitável
e com um corpo certamente invisível.
Quais notas, instrumentos, ritmos serão tocados?
se por um lado, a essência do universo musical
é revestida por um suave tom enigmático
por outro, sua aparência terráquea é banalizada
pela perspectiva da formiga capitalista
que vive em função da lucratividade do mercado.
e nem mesmo sabemos o que iremos escrever
insistimos, e nossa presunção não se rebaixa
o orgulho, como erva daninha cresce
e o cérebro, paralizado, cede
ao desejo de mais um verso
de mais um arroubo poético
preferível ler e não ser comentado
caminho anônimo, observo telhados
procuro palavras para revestí-las de idéias
ou seria justamente o contrário
o obtuso trago de um cigarro apagado
quando dermos conta da verdade,
talvez seja um pouco tarde...
mas nunca, tarde demais
o tarde demais é uma alegoria
o seu corpo, minha mente fantasia
nesta triste tarde, respiro rotina
hoje é sexta feira, a noite anuncia
os discípulos da alegria agora brindam
numa mesa de um bar qualquer se purificam
e eu aqui, calmamente sentado espero
o meu momento de também ser eterno.
Até que a saidera nos separe!!!
Amém!!!

o limite do réu
a vida sem véu
deus é cruel
sadismo inato
prefiro o oculto
espanto difuso
bandeja de ratos
condenados pelos rastros
de ignóbil pretensão
um verso pobre e vão
um minuto intacto
no silêncio da noite
dueto necessário
ao acorde eternizado
pela analogia dos astros
pulsantes membranas sociais
fragéis desmoronamentos grupais
aterrorizados pelas coisas banais
a morte, o sangue, a dor, a revolta, o ódio
plastificado das prateleiras
no espelho vitrine das lojas brasileiras
pastores, padres, políticos, igrejas
instituições públicas, federais
aparato burocrático indispensável
ao cultivo das amebas ancestrais
em pleno vigor literário
um poeta morreu asfixiado
pelos caos iletrado
do trânsito engarrafado
perdido no abismo trafego
entre feras, ogros e elfos
um laço de magia lasciva
uma chama acesa, viva
permita-me viver só
só viver é permitido
a morte é um artificio rígido
absoluta certeza, cego instinto
no chão terra irei me decompor
mais um poema escrito sem amor
como uma bela flor sendo contemplada
pela multidão distraída e desavisada
andando na contramão, não vi a placa
como uma criança vil e assustada
em meio a parafernália pragmáticas
dieta cultural iminente,
ao corpo espirito a mente se extende
tudo é artificial, neste novo tempo virtual
menos o seu rosto, sua face animal.
malabaristas, diaristas, motoristas,
funções exercidas pela escravizada maioria
no suor de seu rosto, o peso da saliva
sob o cansaço físico, o exercício mental
em outros planos, a dimensão espiritual
a revolta com o tráflico de drogas,
saberes ideais ocultados na forma de um paradigma
meninos e meninas que já não brincam na esquina
alguém acabou de assaltar uma padaria
na faixa de gaza tiros a luz do dia
mais um banco quebra na suiça
um palhaço anestesia o sentido da mídia
alguém ri e destroí milhares de sonhos
abortos, contorções, falsos planos
alguém nasce no palco da existência
a sua idade espiritual que revela
o conceito mórbido da selva
vive em benefício da mudança genética
dna inscrito em cada parasitária célula
recebe o conteúdo informativo como guia
vive as expensas da rotina
fantasia com delicada ternura a alegria
estimula com encanto e doçura a nostalgia
em meio a multidão enfurecida
acorrentado aos desejos consumistas
de uma sociedade patética e rídicula
com letras garrafais seduz e glorifica
os propensos ídolos globais
servidores fiéis de satanáz
trabalho árduo e competitivo
poesia traduzida como lixo
quântico, maquinal, repetitivo
iludido caminho entristecido
rostos sofridos, corações corrompidos
um minuto de sacríficio em benefício
da paz e ordem mundial
atrás de um imposto universal
pagar com amor a moeda de césar
aglutinar a dor com a salvação eterna
o medo do desconhecido que encerra
a porta de um novo mundo,
de uma nova era
com diversas teorias, ideologias e sistemas
psicologia adversa, com destreza educa,
desde cedo reza, um hábito que despreza
o raciocinio culto, vítima de uma quimera
supostas guerrilhas verbais
no espaço demarcado por animais
sorrir da desgraça e da tragédia
chorar no berço de uma nova existência

Não tenho tempo de postar um texto
não sei o título, a métrica e o adereço
excluído do mundo louco por um minuto me lanço
perdidamente apaixonado no espaço agora danço
não aceno com alegria para meu passado
nem procuro no futuro um diferente retrato
vivo agora, sou fugaz e transitório
procuro no vazio da escrita a realização do ócio
entre históricas paisagens um insight letal
em meio as romagens de um período feudal
passeio pelo tempo procurando as luzes
procurando fogo, para queimar as cruzes
não tenho tempo para lamentar minhas perdas
no plano metafísico guardo algumas certezas
sem o dogmatismo estéril das bestas
rio do discurso evasivo de algumas igrejas
transporto para dentro de mim a visão
na certeza do EU-SOU posso ser então
pois todo louco certamente guarda
dentro de si como jóia rara
a plenitude da imortalidade
nas nuvens do céu vejo a liberdade
atravesso este portal com um riso
debochado, irônico e esquisito
me vejo menor do que um mosquito
para poder viver imune ao sentido
deste teatro barato e ridículo

Sobreviver em meio ao caos é uma atitude que exige garra, persistência e sobretudo criatividade, no entanto estes atributos indispensáveis para o sucesso de qualquer empreendimento tornam-se vazio de sentido quando os resultados alcançados não atendem as expectativas esperadas. As realizações que empreendemos ao longo de nossa existência nos facultam valiosas experiências, lapidando nosso discernimento e nos conferindo a maturidade na escolha de nossas ações. De qualquer forma, sempre que emitimos um juízo coletivo, ocultamos de forma tendeciosa nossas diferenças e singularidades. No plano social esta discrepância é notoriamente visível e palpável. Uma transformação radical na forma de pensar e agir deve ser operada dentro do sistema e o melhor recurso para que isso aconteça de forma livre e dinâmica é a educação. Esta mesma educação que é tratada com descaso em com desdém, hoje, satisfaz os interesses do Estado, em especial o brasileiro, vejamos por quê. Se fizermos uma análise da história política do país iremos constatar que o poder sempre esteve na mão das mesmas facções, digo famílias, sendo que o fim último de suas ações sempre foi o mesmo, utilizar-se da máquina pública para enriquecimento pessoal. Um dos principais artíficios utilizados por todos os ditadores e por todos aqueles que visem a sua perpetuação no poder é o sutil, mas perceptível, velamento de seus verdadeiros interesses e intenções. A confecção desta capa ideológica é feita mediante o sucateamento das instituições de ensino, escassez de investimentos na área educacional e salários irrisórios para o corpo docente público. O efeito destas medidas produz drásticas consequências no universo psíquico de cada indivíduo que além de ser obrigado a pagar os impostos estatais e privados (energia, água, comunicação, transportes, etc.) se vê privado da possibilidade de reinvindicar seus direitos visto a porta da justiça se encontrar distante da sua realidade. . Como se não bastasse a fúria do sistema, os grandes telejornais ainda propagam o medo de forma generalizada. Neste ambiente insosso, em que todo e qualquer tipo de pensamento contrário é conceituado como radical, trafegam multidões de seres destinados tão somente a pocriar, trabalhar, e viver uma vida medíocre, sem perspectivas reais de crescimento interno ou de uma suposta prosperidade externa. Tudo se justifica pelo atual estado de coisas, e uma crise mundial já se transforma em justificativa para o aumento descabido de preços e tarifas. Podemos constatar que a miséria espiritual, além de provocar o embrutecimento do espírito, distorce os valores éticos e morais em função de um comportamento estereotipado e neurótico que vive em função do relógio e da produtividade: o tempo, que deveria ser utilizado a favor do homem, torna-se seu principal inimigo. É extremamente infímo o número de seres humanos que possuem a liberdade de estarem mais com suas famílias do que em seu trabalho. No mercado reina a soberana competitividade que transfere a responsabilidade do malogro pessoal ao indivíduo, independente das condições que o mesmo tenha de se aperfeiçoar e de conhecer de fato as regras deste jogo sórdido e mesquinho. A libertação das consciências representa, de fato, um perigo para a elite brasileira que se apropria de forma covarde e desumana da força de trabalho alheia. Pode soar como mais um discurso marxista, mas quando os trabalhadores brasileiros tiverem a real dimensão de seu poder e da sua importância a elite brasileira será obrigada a se ver como realmente é: hipócrita, egoísta, fútil e individualista. A inversão de valores é tão forte que os seres mais egóistas já possuem revistas próprias, em que são exaltados os valores superficiais da matéria, e toda sua vaidade exarcebada é estampada vulgarmente nas fotos tiradas em lugares exóticos e paradisíacos que lhe proporcionem a mais podre futilidade humana, a de querer ser reconhecido pelos seus bens materias e não pelas suas qualidades espirituais, ou pelos seus supostos talentos inatos. E vamos que vamos!!!!
Conjuro todos os viciados e excluídos do sistema a manifestarem abertamente seu opulento vigor em transformarem essas carcaças, que futuramente serão reduzidas ao nada, num artigo artístico e cultural.
Os sentidos anestesiados por potentes soníferos ideológicos são incapazes de perceber o condicionamento criado para que permaneçam nostálgicos e passivos frente às mudanças globais. 
Enquanto chips invisíveis vão sendo lentamente implantados em alguns seres privilegiados ou simplesmente atrelados a seitas de cunho ideológico duvidoso, muitos homens ainda ousam crer na unicidade de sua existência e que a Terra é o único planeta habitável.
Nas raias da loucura e no intuito de auferir credibilidade perante um público respeitável, admiro a eloquência irrepreensível dos políticos assim como a fala repetida pelos papagaios. 
Versos surrealistas que se realizam diante de mim, projeções astrais que se afiguram reais desdobram-se em anéis que se ligam e se interpenetram... os anéis de saturno escondem os segredos do mundo e em um segundo calado fico pensando nesta possibilidade louca... não sei em quê ou em quem acreditar além de mim mesmo... 
Se por um lado não possuo a sensibilidade de um médium experimentado pela espiritualidade por outro não posso negar o que sinto e o que vejo enquanto um ser programado para morrer e deixar na terra rastros de uma lembrança alegre e fugaz.
Cazuza, Raul, Tim Maia, tocam harpas com os anjos do céu, na brancura angélica das nuvens procuram com certeza algum papel...

e nos movemos diariamente sem saber o por quê, sem entender a eterna necessidade de sempre nos mover... conhecer novos lugares, paragens e miragens... estabelecer amizades com seres invísiveis e a parte da realidade no intuito de nos auto iludirmos e de tentarmos esquecer por pelo menos um segundo nossa face humana e animal...
Entre plásticos revestidos de um fino pó branco, vítimas de um vício insano... possíveis resíduos tóxicos destinados ao travamento da arcada dentária e ao delírio esquizóide do cérebro dependente de substâncias psicoativas, aditivada com a mais potente química dos antigos ancestrais do mundo pré colombiano... 
infelizmente não podemos avaliar a extensão dos danos causados a médio e longo prazo, mas basta observar o comportamento e a vida de determinados seres e teremos o resultado exato de nossa intinerante pesquisa toxocológica... 
Enquanto isso, humanos geneticamente modificados formam uma nova espécie de seres abduzidos com poderes ultramagnéticos de absorção de energia alheia, uma espécie parasitária que simplesmente reproduz tudo aquilo que recebe, enfim, veremos nossa tese estampada nos olhos dilatados e nos narizes escorrendo sabe deus o que... 
é tudo uma questão de semiótica e a física quântica irá debelar novos conceitos, abalando as estruturas e as convenções ultrapassadas que não aceitam nada além de suas hilariantes risadas... sim... o fim do mundo está próximo e o que vc lê não é loucura é a mais pura realidade... 
o nível de lucidez no planeta terra está baixo e o discernimento escasso da população terrestre irá provocar fraturas expostas a céu aberto, basta ver os lixões e os esgostos para constatar a crise de valores em que vivemos... 
o mundo onde as bestas são cravadas com o 666 mas mesmo assim ainda gozam de um prestígio político inconfudível... é de se esperar que algo de terrivelmente cômico aconteça para que a neurótica pláteia possa aplaudir de maneira irrefletida e irrevente o espetáculo do circo dos horrores...

na canção matinal faço esforço,
me entrego ao mundo injusto
desprezo do homem alheio a si mesmo
me banho no rio de lágrimas
escassez de terra e de sentimento
dinheiro amontoado no banco
reduzidas perspectivas globais
catarses sistemáticas, abissais
confroto de profanas teorias
uma luz mesmo que sombria
um elogio a mesma vida
futuro reduzido ao pó cadavérico
fantasmas sorriem de nossas quimeras
pensar o horizonte além da matéria
substância primordial e eterna
no céu o concerto de sons embriagantes
deuses que dançam de forma alucinante
no solo chão um homem desfacelado
sem brilho, ao corpo algemado
no presidio terra perdido
um aglomerado de atómos vazios
bem vindo ao reino metafísico
onde sorrir de si mesmo é um ofício
ao homem anjo um destino alado
no ventre parto mais um pecado,
malditas sejam as serpentes
as víboras e as raças dementes
premeditam crimes ausentes
criam artifícios e ambientes
no intuito de iludir a mente
preferem se ver tristemente...

diante do contexto global nefasto
misérias expostas à luz do dia
cérebros mutilados pela rotina
brigas por um pedaço de pasto
repiso as teorias mundanas
me inspiro no olhar do trabalhador braçal
em meio ao palavrório do requinte intelectual
fomentando gozos e discussões
repensando o verbo, colhendo impressões
no fim os ratos comerão os restos
as baratas desfilarão nos dejetos
do homem corpo objeto

torrentes de luz exploram
células de meu corpo acordam
sinto-me por um minuto elevado
ao contexto do universo integrado
como se houvesse razão em existir
não denegrir a imagem do porvir
esperar amanhacer acordado
mesmo estando bebado, embriagado
da terra sorver o último fluido
na obscura incerteza do futuro
na tentativa de ser outro, mudo
me perco em devaneios surdos
cantarolando um canção antiga
lembrando de alguma poesia
sorrateiro exploro a mente
brinco com as palavras
invejo a fé dos crentes
não tenho motivo para finjir
nem sei se realmente estou aqui
a fazer planos, arquitetando sonhos
tudo conspira para o fim!!!

Diante de um público medíocre e enfadonho nada melhor do que nos darmos o direito de sermos idiotas, ingênuos, bobos mesmo...
Existem certas frases do senso comum que resumem todo um estilo de vida, mesmo que arraigadas a preconceitos e a precipitadas generalizações. Um exemplo é "mãe é tudo igual". Mas reparando o comportamento de determinadas mães, se por um lado não podemos utilizar "todas" por outra podemos perceber que a maioria das mães de hoje em dia adotam uma postura de super proteção exagerada, como que seus filhos fossem mais uma de suas jóias preferidas que devem permanecer sempre guardadas pois o medo de serem roubadas não permite que sejam usadas. Este tipo de comportamento exerce uma influência capital na formação da personalidade. O filho herda, mesmo que de forma inconsciente esta atmosfera de insegurança criada pela mãe. Devemos sempre estar atentos para a realidade de que vivemos em meio a ondas. O universo é um complexo sistema eletromagnético, cuja energia potencializa a vontade de todos os seres, redimensionando sua estrutura psíquica, mental, logo, espiritual. As ondas psíquicas emitidas por nós podem ser captadas e decifradas por uma mente mais sensível. É mais do que palpável a premissa de que as pessoas emanam energia. Considerando o Estado como uma entidade, podemos perceber que ele emana o medo e a insegurança, elementos estes indispensáveis na justificação de sua existência. Sem o medo não teríamos que nos preocupar em nos defender, em nos agregarmos de forma desesperada e sempre na dependência de outras pessoas. Quem teve a oportunidade de assistir ao filme V de Vingança, com certeza, não deixou de refletir sobre os meios de manipulação utilizados pela mídia. Pode parecer um exagero, mas o medo é uma criação humana. Pessoas que passaram por várias experiências dramáticas em sua vida, principalmente aquelas ligadas ao sentimento da perda, tiveram a possibilidade de se verem como realmente são. Quando não estabelecemos mais a relação entre aquilo que somos e aquilo que parecemos ser, rompemos o véu da hipocrisia e deixamos a máscara do orgulho e do preconceito de lado. Deixamos fluir nosso lado mais ingênuo e mais infantil. Esse deixar-se levar pelo momento, de forma descontraída e alegre é o que nos qualifica a emitirmos um juízo espontâneo e sincero. A questão da criatividade humana é amplamente estudada e podemos perceber que todos os seres, sem excessão, possui em si mesmo o maravilhoso dom de modificar o curso de suas vidas de acordo com sua vontade. A firme decisão de ir por um caminho e não por outro é que nos dá condições de poder pensar, nem que seja de forma relativa, o conceito de liberdade. No reino das palavras podemos tentar materializar emoções e sentimentos, mas é no contato com os outros seres que de fato, confrotamos com nosso lado mais obscuro. A inveja, a preguiça, a indolência, males que nos afetam de forma mais ou menos intensa, dependendo das circunstâncias não são identificadas pelo seu possuidor que transfere inconscientes suas sombras nos outros sem nenhum respeito pelo próximo e principalmente por si mesmo. A frieza e a riqueza de detalhes que utilizamos em narrar um mal ato praticado por alguém, reforça a necessidade que temos de nos sentirmos melhores do que os outros. Todos queremos ser de vanguarda, mesmo que isso represente o nada, o vazio, ou até pior, represente a insana satisfação de vermos saciados todos os nossos desejos materiais. A todo custo lutamos para não nos reconhecermos como animais. Nos enfeitamos, nos auto classificamos racionais e quando olhamos no espelho esquecemos de contemplar com profunda admiração o nosso canino. Ao invés de transarmos como os cães nas ruas, preferimos a estreiteza de quatro paredes, e isto chamamos evolução. Não andamos de quatro, não rastejamos em busca de alimento, mas isso não quer dizer que estamos muito distante do modo de viver dos cães, ao contrário, ouso dizer que muitos cães são mais dignos de respeito do que muitos homens. Homens quebebem, comem, trepam e dormem não fazem nada de diferente do que nossos irmãos de evolução. Quantas vezes não subjugamos nossa razão, abrindo mão dos nossos mais caros valores tão somente para agradar alguém. Vivendo na superficie, na incapacidade de enxergar de forma mais clara e dinâmica os convites da vida, permanecemos na infância espiritual, em que ainda nos pegamos discutindo na existência ou não de espíritos. A religião atravessou os séculos, e algumas ainda se auto proclamam as únicas possuidoras da verdade.











