latentes viagens

Este espaço é um experimento aberto, amplo, intuitivo e original. Liberto das amarras acadêmicas, sistêmicas e conceituais, sua atmosfera é rarefeita de ideias e ideais. Sua matéria prima é a vida, com seus problemas, desafios e dilemas. Toda angústia relacionada ao existir encontra aqui seu eco e referencial. BOA VIAGEM!


Vivemos em uma época marcada pelos extremos e pela intolerância, em todos os níveis, sentidos e aspectos: políticos, sociais, raciais, sexuais e religiosos. Se você defende e sustenta determinado ponto de vista, com unhas e dentes, corre o sério risco de ser crucificado e apedrejado pelas mãos da covardia, do medo e da ignorância.

A não aceitação de um mundo plural, múltiplo e diverso faz com que as pessoas se aferrem e se apeguem demasiado ao seu modo único e exclusivo de agir, sentir e pensar. Não somos seres padronizados, criados com o mesmo código genético e portadores dos mesmos princípios e valores, nem mesmo os éticos e morais.

No campo político, as opiniões são emitidas como se estivéssemos disputando uma acalorada partida de futebol, em que cada qual torce e defende de forma apaixonada o seu time do coração. Ataques e ofensas são remetidos e lançados com a mesma fúria e intensidade de uma torcida organizada aos integrantes e membros do time e torcida adversária. Não existe nenhum apelo legítimo à razão e a paixão conduz, de forma cega e irrefletida, os discursos e discussões, que levados às últimas consequências geram brigas, intrigas e inimizades, basta analisar o número de pessoas excluídas de nosso Facebook devido ao seu posicionamento político e ideológico.

No contexto social, por razões históricas, políticas e econômicas existe um abismo intransponível entre os mais ricos e os mais pobres, sendo os primeiros contemplados com os melhores serviços e atendimentos, desde hotéis a restaurantes até hospitais e escolas. Aos segundos, cabem se contentar com a velha e carcomida afirmação, "querer é poder" que lança ao indivíduo toda responsabilidade pelo seu insucesso e fracasso. Não seria exagero dizer que um dos verdadeiros motivos para o golpe foi a presença da periferia nos shopping, universidades e aeroportos.

A questão racial é ainda mais sutil e velada, até porque, durante muitos anos, o Brasil foi considerado um país cordial e alegre, despido de intolerância e preconceito. Esta imagem e conceito vem sendo paulatinamente desconstruída, desmentida e desmitificada: ainda faltam muitos aspectos para serem revistos, discutidos e sanados. A quota é medida paliativa e provisória, cabe aos agentes públicos ofertarem um ensino público de alto nível e qualidade, principalmente de base, nos primeiros anos do pré escolar.

Na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, a teoria dos gêneros nos ajuda a visualizar os prejuízos e danos causados por uma sociedade milenarmente machista e patriarcal. Os movimentos feministas e LGBT avançam na conquista de espaços e direitos, mas suas causas, infelizmente se transformaram em bandeiras políticas levantadas majoritariamente por partidos de esquerda. A direita, por sua vez, constituída pela famigerada bancada BBB, do boi, da bíblia e da bala, nega e rejeita o apelo emitido por determinados grupos, que injustamente rotulam de "minoria".

Na esfera religiosa, ao contrário do que poderíamos supor ou imaginar, as discussões são acirradas e movidas pelo ímpeto da fé e das circunstâncias. Num país considerado cristão, seria comum esperar uma postura de maior amor, respeito e compreensão por parte das pessoas, principalmente daquelas que assim se denominam. A intolerância religiosa transforma qualquer conversa em disputa, e qualquer diferença em discussão. A tensão é gerada a partir do momento em que quero lhe convencer de que a minha religião é melhor que a sua, de que o meu Deus é maior que o seu, de que a minha religião é a única detentora da verdade e capaz de garantir a salvação.

Os motivos que nos levam a separar, denegrir e difamar as escolhas e preferências alheias, quando não determinadas pelo puro e simples preconceito, se encontram no nosso baixo nível de aceitação ao novo, ao outro, ao diferente. Rever nossos conceitos e refletir sobre certas posturas e opiniões é um convite diário necessário ao reequilíbrio, ao bom senso e ao convívio civilizado.

Não temos o direito de julgar ou condenar as opções existenciais e pessoais de cada ser. Vivemos em uma sociedade livre e democrática, aberta à pluralidade de ideias, conceitos e opiniões, à diversidade de credos, gêneros e partidos. Nenhum ser humano deve se arrogar o papel de juiz, nem se sentir vítima passiva de preconceitos e abusos físicos ou verbais, psicológicos ou sociais.

A falta de entendimento e consenso entre as pessoas tem gerado um ambiente negativo de desrespeito, desavenças e exclusão. A discussão que deveria permanecer no campo das ideias, se desvia para o âmbito particular e pessoal, isso quando não parte para a violência física e agressão.

Políticos que defendem abertamente a volta da ditadura e assumem posturas fascistas, pastores que condenam o irmão pela sua orientação sexual, pessoas que segregam outras pela sua cor ou posição social. Até quando iremos fechar os olhos a estas questões e fingir que nada está acontecendo? Mil vezes pecar por excesso do que por omissão.

o mundo passa no noticiário

ando ocupado, já vou me atrasar

não tenho tempo para ouvir o medo
pois o meu sossego pode se assustar

não atropele o meu pensamento
pois neste momento quero caminhar
 
guarde pra si todas suas certezas
pois a natureza manda eu duvidar 

para a verdade mostro o desapego 
pois tenho receio de me aprisionar

não se incomode com os meus acordes
pois quem ama sofre até desafinar

veja meu rosto, minha triste face
peço não se afaste, quero te abraçar

não fecha a porta, abre a janela
deixe a fresta aberta, para eu entrar

não se arrisque por qualquer desejo
mas me dê um beijo, antes de sonhar

já não me importo com o julgamento
nem um pensamento pode me alterar

se vivo agora, sou filho do tempo
não tenho tormento para lamentar

conheço a selva e os seus segredos
quebrei mil espelhos para me encontrar



A dependência química é uma doença progressiva, incurável e de determinação fatal que afeta o corpo, a mente e o espírito do usuário atingindo todas as áreas da sua vida: social, familiar e profissional, interferindo nas relações consigo, com o outro e com Deus. Apesar da complexidade do assunto, tentarei resumir e apresentar os principais aspectos e sintomas da doença. 

O caráter progressivo da doença pode ser facilmente identificado no gradativo aumento do uso e da dosagem. O dependente químico, à medida que se aprofunda no uso de drogas, apresenta uma grande tolerância aos seus efeitos, o que o leva a usar doses cada vez mais elevadas para poder obter o mesmo efeito inicial. O perigo e risco de uma overdose é real e sempre se faz presente. O uso, assim como o próprio dependente, pode ser comparado a uma bomba relógio, com a desvantagem de todos ignorarem a hora e o momento que a mesma irá explodir.   

É uma doença incurável, porém tratável e pode ser controlada assim como a diabetes. Os tratamentos, assim como os motivos que levam as pessoas a interromper o uso são inúmeros, e variam de indivíduo para indivíduo. Muitos pararam ao conhecer o amor de sua vida, ao adentrarem um templo religioso, ao se consultarem com psicólogos e psiquiatras ou simplesmente por perceberem que algo não estava “certo” em suas vidas.  A maioria, porém, só realiza o pedido de ajuda quando atinge o fundo do poço.   

É uma doença de determinação fatal, isto é, seu uso contínuo, ininterrupto e prolongado pode ocasionar a morte. Além da overdose, temos acidentes de trânsito, envolvimento com traficantes e policiais, roubos e assaltos, brigas e discussões, delírios e surtos, rompantes e paranoias que levam o usuário a cometer os mais diversos tipos de atos e violência, contra si e o outro. É comum, nos recintos destinados ao tratamento dos usuários (grupos e comunidades terapêuticas) a seguinte afirmação: só existem três destinos para o dependente químico na ativa, os famosos “3 c”: clínica, cadeia e cemitério. 

O aspecto físico da doença é a compulsão, uma vez que se tenha iniciado o uso, o indivíduo apresenta dificuldades em parar. Isso acarreta um inevitável e visível desgaste físico: perda considerável de peso, presença de olheiras e mau funcionamento dos órgãos, desde o sistema circulatório ao respiratório; do nervoso ao digestivo. Todos os órgãos são afetados, a médio e longo prazo, apresentando lesões e danos irreversíveis, como no caso do cérebro e dos neurônios. Pode-se afirmar, com plena convicção, que o corpo do usuário é alterado de forma profunda e permanente: mesmo depois de ter interrompido o uso, as sequelas serão sentidas e mantidas pelo resto da vida. 

O aspecto mental da doença é a obsessão, o intenso desejo de usar. Os pensamentos, assim como a vida, estão voltados para o uso, para os meios e formas de obter a todo custo a primeira dose de sua droga de preferência. Pensamento gera sentimento que gera ação. É necessário mudar a matriz mental, fazendo com que o usuário se conscientize, além da sua doença, da importância de sua reforma íntima e moral. 

Para isso, faz-se urgente a adoção de três princípios espirituais básicos: mente aberta, boa vontade e honestidade. Mente aberta para poder apreender os princípios básicos da recuperação, pois sabemos que é impossível enxertar uma ideia nova numa mente fechada. Boa vontade para aplicar os princípios apreendidos em todas as áreas de sua vida. E o principal, honestidade para poder falar de si mesmo sem restrição, reconhecendo sentimentos, nomeando emoções e se confrontando quando necessário. Somente através do autoconhecimento o dependente irá se avizinhar da sabedoria e da maturidade. 

O aspecto espiritual da doença, ao contrário do que muitos místicos, exotéricos e religiosos poderiam supor, não está ligado ao lado oculto e invisível da existência, mas diretamente relacionado aos hábitos mantidos durante sua vida, as pessoas e lugares de sua convivência. É necessário que o dependente evite e se afaste de pessoas, hábitos e lugares, caso queira se manter firme em seu propósito e decisão de interromper o uso e permanecer limpo.   

Para finalizar, gostaria de convidar todos os lopoldinenses para conhecer o Grupo Levanta de Novo, que apoia e auxilia os dependentes químicos e seus familiares. Localizado na rua do Sapo, Bairro Quinta Residência, o grupo oferece reuniões fechadas (somente para dependentes) aos sábados e segundas, e abertas para o público na quinta, todas às sete e meia da noite. 

Não existe melhor remédio para um adicto do que o próprio adicto em recuperação. A busca por um grupo de mútua ajuda é um dos tratamentos mais eficazes e seguros no controle da dependência, sendo a frequência regular e contínua o melhor antídoto contra o risco de quedas e recaídas. Fica o convite!

 Para quem está de fora, não passa de um conjunto amorfo e indistinto de mendigos e maltrapilhos, doentes e viciados, reunidos no único intuito de usar e abusar, de forma consciente e coletiva, de uma substância psicoativa: o crack. Ledo engano. A cracolândia, assim como a drogadição, além de revelar o drama de milhares de pessoas, expõe em plena luz do dia, a céu aberto, as feridas e mazelas de uma sociedade doente e carente, tanto de valores como de afetos. 

Os usuários enfileirados acendem seu cachimbo e, com ele, a esperança de encontrarem um novo mundo, uma nova ordem, um novo dia. Diante dos holofotes, os políticos juram estar preocupados com o bem estar físico e mental dos usuários. Garantem que irão fazer distinção entre usuários e traficantes, e que os dependentes irão receber tratamento digno e humano.

As imagens revelam o contrário.  O Estado não interveio com médicos, enfermeiros e terapeutas, e os veículos utilizados não foram ambulâncias. O que se viu foi a ação de uma polícia truculenta, violenta e despreparada. Sob uma chuva de balas de borracha e bombas de efeito moral, o grande aglomerado de farrapos humanos foi duramente reprimido e dispersado. Entre cassetetes, coturnos e escudos, os usuários evadiam-se espavoridos, abandonando seus parcos pertences e, mais uma vez, deixando para trás o essencial:  sua própria humanidade. 

O problema é complexo e de difícil solução. Seria muita ingenuidade pensar que somente amor e boa vontade seriam suficientes para acabar com o "fluxo" e convencer os usuários a abandonar as ruas e ter outra vida. A internação compulsória aparece como medida urgente, extrema e realmente necessária. É uma bela tentativa de se fazer algo por alguém que se mostra incapaz de fazer por si mesmo. Apesar de muitos negarem e não aceitarem o tratamento, vários querem e pensam em parar, porém poucos de fato conseguem.

Para quem atingiu o fundo de poço nestas condições é realmente muito difícil visualizar a luz no fim do túnel. Abandonaram e foram abandonados, primeiro por si mesmos, depois pela família e pela sociedade. A pior perda ocasionada pelo crack é a das escolhas. O indivíduo perde a capacidade de decisão, de ir ou não por aquele caminho e direção. Para quem nunca vivenciou na pele o drama da dependência pode parecer difícil ou até mesmo impossível aceitar e concordar com este tipo de afirmação, mas posso garantir: é o que acontece.   
 
É a parte doente mais visível da sociedade. É a ala dos loucos e desvalidos, dos excluídos e marginalizados, que com suas próprias mãos cavaram sua ruína e seu poço. São sim, responsáveis pela escuridão em que hoje se encontram, mas nestes casos de extremo desacerto e penúria, qualquer juízo emitido com o único propósito de julgar e condenar, em nada ajuda, apenas rotula e segrega.

Assim como a recuperação não acontece de um dia para o outro, seria muita ignorância, para não dizer tolice e bobagem, acreditar que o fim da cracolândia se desse de forma rápida e eficaz. O imediatismo que move as massas ainda irá nos levar de encontro as mais ridículas e bizarras ações. Curioso notar que este comportamento é diariamente alimentado por muitos políticos e jornalistas, que sobrevivem à custa da desgraça e sofrimento alheio.

O ideal seria fazer um levantamento de todas as pessoas envolvidas e ligadas diretamente a esta realidade. Uma coisa seria contar com a ajuda e auxílio da polícia militar; outra, fazer da mesma, o pivô do processo de “limpeza”. Além da discussão da legalização ou não das drogas, uma coisa é certa: passamos da hora de descriminalizá-la. Enquanto a cracolândia for vista e tratada como assunto de polícia, infelizmente nada será feito ou realizado em benefício do usuário.

Apesar das dificuldades e empecilhos encontrados, como preconceito e desinformação, é necessário aprofundarmos nosso olhar para enxergarmos um aglomerado de pessoas doentes e necessitadas de apoio e atenção. Reféns de uma vida insana e disfuncional, ninguém se encontra ali por que quer e gosta, além dos traficantes, é claro, que lucram com o vício e desespero de milhares. 

Verdade seja dita: o problema é amplo, e vai além da oferta ou não do tratamento e da aceitação ou não do usuário. Muitos não tem nada além da roupa do corpo, um chinelo e cobertor. Não quero pintar um quadro com as trágicas cores do vitimismo e da auto piedade, mas recomeçar do zero é um grande desafio. 

Para quem não perdeu as referências familiares, é difícil, mas para quem não tem com quem contar, é quase impossível. Como convencer a pessoa a interromper o uso se o seu retorno à rua, na miséria, é inevitável? Acreditamos mesmo na hipótese dos mendigos limpos e saudáveis, desejando ardentemente viver nestas condições?  Querer é poder, desde que o morador de rua, o viciado e o excluído, não seja eu, nem você.


Possuo duas escolhas. Escrever sobre os últimos acontecimentos policiais e políticos, tanto no meio empresarial ou jurídico, relatando escândalos e vazamentos, denúncias e delações, ou me manter em silêncio, numa postura de indiferença e incredulidade quanto à justiça e às possíveis mudanças e destinos da nação.

As cifras, assim como as delações, chocam e impressionam; os áudios assustam e refletem, além da relação promíscua entre o meio político e empresarial, a iminente crise dos valores éticos e morais. Tanto as denúncias, como os flagrantes transcendem as questões ideológicas e partidárias revelando, mais uma vez, a fragilidade dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.


O Brasil precisa ser refeito, revisto e redescoberto. O povo, desacreditado, ainda assim é facilmente conduzido e manipulado por interesses que escapam ao seu entendimento e compreensão. Longe das discussões políticas e econômicas, nem sequer ousam imaginar os efeitos a médio e longo prazo das eventuais medidas votadas e aprovadas para lhes "favorecer" e "beneficiar".

O engodo supremo é vendido nas coloridas propagandas do agronegócio. Querem transformar o país num vasto pasto, em que pesem os lucros gerados por bois, vacas e soja. Seria interessante se o povo, ao invés de protestar uma vez por mês nas ruas, começasse a se conscientizar que a verdadeira revolução se faz em casa, na escolha do prato, da alimentação e do consumo.


Deveríamos incentivar as pessoas a parar de consumir produtos derivados de empresas corruptas e desonestas, que submetem seus funcionários a um regime de trabalho cruel e subumano, de servilismo e escravidão. Um trabalho mecânico e repetitivo, que não favorece o desenvolvimento de suas faculdades, com elevada carga horária e baixos salários, deve ser rechaçado e banido. Isto não é um favor, é tortura, covardia e exploração. Que o povo não aceite as agruras do cotidiano como algo normal e positivo, destinado aos eleitos do céu, acreditando ingenuamente que para serem salvos e redimidos perante a Deus e a sua própria consciência, necessitem passar pelas mais diversas provações de dor, miséria e sofrimento.

Quando os responsáveis por protegerem o Estado, começarem a se conscientizar que são e foram, durante muito tempo, usados para atender e defender os interesses dos verdadeiros bandidos e tiranos, o mundo nunca mais será o mesmo. O Estado é opressor por natureza, e tudo está bem, desde que a fatura do cartão de crédito, assim como os impostos, estejam sendo pagos. Não nos comove a dor e sofrimento de milhares que jazem na miséria, principalmente depois de termos abrigado, de forma confortável e macia, a verdade dentro de nossa barriga.


Querer é poder, que se pesem as possíveis abstrações e considerações. Cada qual é responsável pela vida que leva. E assim somos levados a acreditar que milhares de miseráveis se fazem de vítimas, de pobres coitados, como se a vontade fosse o suficiente para fazer com que suas vidas saíam da penumbra e se revelem na luz. Os opressores, em sua grande maioria, estudaram nas melhores escolas, frequentaram os melhores lugares e estiveram com as melhores pessoas adquirindo, desta forma, belos hábitos e exemplos. Apesar de dependerem financeiramente dos pais até a idade de concluírem seus estudos superiores, ainda assim, são os primeiros a defender este tipo de pensamento.

Aos pobres, cabe o mortal pecado, de serem o que são, de terem nascido num meio inferior e inadequado ao aprendizado e ao processo de inserção social. Em função disso, os partidos que militam na esquerda, que defendem os interesses sociais, devem perecer sob o rugido do capital e da força do mercado. Para isso, um grande arsenal deve ser utilizado, desde os meios de comunicação de massa, que fraudam e moldam notícias ao seu bel prazer, ao aparato bélico e militar, utilizado para oprimir e dispersar, a horda de manifestantes, desordeiros e desocupados, que sem nenhum pudor, querem implantar o caos e a anarquia.


Enquanto isso, no senado, um membro admite a possibilidade de assassinar alguém que possa vir delatá-lo. Nesta altura, toda e qualquer hipótese de atentado contra Teori e Eduardo Campos aparece como mais uma pueril e ilusória teoria da conspiração, cujos dados são habilmente manipulados por débeis lunáticos, cujas mentes fracas e férteis ousam criar mundos fictícios e imaginários. Também seria um erro supor e concluir que exista qualquer tipo de vínculo ou relação entre o aeroporto em Cláudio e o helicóptero encontrado com 445 kg de cocaína, furtado da família Perrela, a qual por mais uma destas misteriosas ironias do destino teve encontrada em sua residência a mala de propina recebida da JBS por Aécio Neves.

Ou buscamos aprofundar nossos conhecimentos na tentativa de compreender os verdadeiros motivos e interesses que regem o mundo dos negócios e da política, ou procuramos esquecer e anestesiar a nossa falta de interesse político nos chafurdando na ignorância e na alienação. Não existem muitas opções.
 

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GINO RIBAS MENEGHITTI

Escritor, Filósofo, Poeta, Ensaísta, Político, Rapper, Dependente Químico, Militante Ativo do PC do B, Técnico Administrativo do CEFET, Membro de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Grupo Levanta de Novo. Ministra Palestras Gratuitas sobre Dependência Química e assuntos relacionados a Política, Educação e Cultura em Geral. Áreas de Interesse: Filosofia, Literatura, Psicologia, Psicanálise, Sociologia, Cinema, Música, Biografias, Dependência Química, Estudo das Artes e Religiões.

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A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada.

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